22/05/2011 Empresa de Rio Preto cria bola ecológica e mira Copa-2014

Uma bola produzida com manta de latéx e patenteada por dois empresários  é a proposta “caipira” para a Copa de 2014, que será sediada no Brasil. 
Os empresários Tony Regis Ferreira, de Magda, e Jaime  Marques Rodrigues, de Rio Preto, investiram até agora R$ 4 milhões. Para viabilizar economicamente o produto, os empresários viajam o Brasil para divulgar a bola.  

Em agosto, Jaime vai a  Zurique, na Suíça, onde vai dar início ao processo de certificação da bola junto a Fifa (entidade máxima do futebol). “É um passo fundamental para que a bola fique à disposição para campeonatos oficiais”, diz.

A estratégia para popularizar o produto é simples. “Precisamos viabilizar economicamente a bola. Para isso, seria importante criar parceria com alguma grande indústria de materiais esportivos”, diz Jaime.

Outra aposta do fabricante é a criação de fábricas sociais, que seriam cooperativas para produzir, bolas, calçados e uniformes a partir da manta de látex. Com isso é possível agregar ao valor da bola o conceito de  sustentabilidade. 
A Ecoball ainda não está disponível para venda em lojas da cidade, mas comerciantes podem comprá-la em lotes, acima de 100 unidades, direto com o fabricante. O valor médio é de R$ 80, mas pode ser negociado de acordo com a quantidade comprada pelo lojista.

Um contrato com o Ministério dos Esportes garantiu a distribuição de 25 mil Ecoballs em escolas do Acre para atender  programas sociais do governo daquele estado.  

 O conceito/  A favor do produto está o fator sustentabilidade socioambiental. O material usado para a confecção da bola (látex) é 100% reciclável e de origem vegetal. A matéria-prima é retirada da seringueira, árvore muito cultivada na região, e tem o potencial de substituir o PVC ou couro animal, materiais utilizados atualmente na fabricação de bolas de futebol. 
Por ter origem fóssil, o PVC é considerado altamente poluente. Já o couro animal tem processo produtivo mais caro.
Outra vantagem para a Ecoball, segundo o fabricante, é a inclusão social, já que o acabamento do  produto (corte e costura dos gomos) é feito por detentos em presídios no Acre.

Fábrica/ A ideia de criar a Ecológica (nome da empresa) surgiu em 2004, depois que o produtor de seringueira Tony visitou seringais na Amazônia. Lá conheceu a manta de látex artesanal, produzida em fornos caseiros. Tony resolveu, então, criar um processo industrializado para a manta. A fábrica surgiu em 2006, em Magda (93 km de Rio Preto), onde permanece instalada. Foram três anos de testes, até a manta ser certificada e a produção começar.

A Ecológica gera atualmente 15 empregos diretos.  O escritório da empresa fica em Rio Preto, no bairro Santa Cruz.

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