Cadastro Positivo

ACIB recebe encontro da FACESP sobre Cadastro Positivo

A Associação Comercial e Industrial de Bauru – ACIB sediou na sexta-feira, dia 28, o Encontro da Federação das Associações Comerciais do Estado de São Paulo (FACESP). O evento, que teve como tema o Cadastro Positivo, foi realizado no auditório da entidade.

Considerado de grande importância para as associações comerciais e empresas, o encontro serviu para esclarecer como funcionarão as transações de crédito a partir de agora, além de apresentar informações referentes às mudanças na legislação e quais as implicações com a implantação do Cadastro Positivo.

Para abordar todos os detalhes sobre esses assuntos, o deputado federal e vice-presidente da Facesp, Marco Bertaiolli, e o economista chefe do Conselho de Administração da Associação Nacional dos Bureaus de Crédito (ANBC), Luiz Rabi, ministraram palestras para o auditório lotado.

Autoridades presentes ao evento

Além do Presidente da ACIB, Reinaldo Cafeo, e da vice-presidente da FACESP Região Administrativa (RA) 12, Patricia Rossi, estiveram presentes ao encontro o Prefeito de Bauru, Clodoaldo Gazetta, o presidente da FACESP, Alfredo Cotait, autoridades locais e regionais, além de representantes e convidados das 17 cidades que compõem a Regional RA 12, que contempla Agudos, Bariri, Bauru, Barra Bonita, Igaraçu do Tietê, Botucatu, Cafelândia, Dois Córregos, Duartina, Jaú, Lençóis Paulista, Lins, Macatuba, Mineiros do Tietê, Pederneiras, Pirajuí, Promissão e São Manoel.

 “A importância desse encontro está basicamente na divulgação do Cadastro Positivo, como ele vai impactar na economia e de como vai mudar o comportamento dos lojistas em relação ao consumidor. Hoje, a consulta fornece um parâmetro de quem é devedor e de quem pode ou não consumir. O Cadastro Positivo vai dar uma explanação maior, mostrando quanto a pessoa tem de poder de compra, não só se ela pode consumir ou não. No caso do cliente que está negativado, o cadastro vai mostrar qual é o valor da dívida dele e qual o poder aquisitivo dele mesmo estando negativado. Então, o intuito desse encontro é fazer o lojista, o empresário saber como ele vai atender o consumidor daqui pra frente”, declarou Patricia Rossi.

Já o Presidente da ACIB, o economista Reinaldo Cafeo, afirmou que a presença de ex-presidente da ACIB, Patricia Rossi, como vice-presidente da Facesp, vem oportunizando uma maior valorização de Bauru e região.

“Vamos aqui não apenas tratar de questões referentes ao Cadastro Positvo, como também vamos articular ações cooperadas com todas as associações comerciais de nossa região. As dores são idênticas, portanto, mais cabeças pensando podem encontrar soluções conjuntas. Uma entidade como a nossa precisa prestar serviço, mas também ampliar a sua representatividade e um evento como este só valoriza essa vertente.”

Cafeo frisou ainda que o encontro serviu para projetar a ACIB-Bauru no cenário estadual. “Somos sede da RA 12 e, assim, nossa entidade acaba tendo certo protagonismo, porque as articulações acabam gravitando em torno da nossa entidade. O fato de receber essa comitiva que acabou gerando toda essa movimentação do meio empresarial local e regional, sem dúvida, acaba dando um reforço maior desse nosso protagonismo”, afirmou o presidente da ACIB.

Evento reuniu autoridades locais e regionais, além de representantes das Associações Comerciais do Centro-Oeste.

Impacto do Cadastro Positivo

Para o Prefeito de Bauru, Clodoaldo Gazetta, o encontro foi de bastante proveitoso para a cidade. “Essa palestra de hoje vai nos ajudar no encaminhamento de várias ações aqui do município, então, fico muito feliz com essa colaboração da ACIB com a cidade, que vai permitir trazer para Bauru o desenvolvimento que a cidade tanto precisa e merece”, destacou.

Gazetta ainda observou que a implantação do Cadastro Positivo terá um impacto na economia da cidade que, segundo ele, tem investimentos da ordem de R$ 3,5 bilhões na área imobiliária.

“Bauru está entrando em um desenvolvimento econômico interessante. Mesmo no atual contexto do país, que ainda passa por uma recessão, a cidade tem grandes investimentos no setor imobiliário, com construções de casas, apartamentos e lotes urbanizados, o que vai gerar emprego e desenvolvimento. O Cadastro Positivo, sem dúvida, tem muito a ver com essa retomada do desenvolvimento da cidade e da região. Então, acho que a palestra e todas essas informações sobre essas mudanças são muito válidas”, observou.

Mudanças na economia

O Deputado Federal Marco Bertaiolli lembrou que esse é um momento histórico para o País, já que a partir da implantação do Cadastro Positivo haverá mudanças na relação de consumo.

“Atualmente, quando um consumidor não paga, ele tem o seu nome negativado e fica impedido de contrair crédito. Isso, no entanto, é uma fotografia de um momento específico da vida do consumidor. O cadastro vai permitir que o sistema de informação de crédito possa informar mais ricamente sobre a situação do consumidor, todo o histórico do comportamento de crédito, não apenas aquele momento ruim em que talvez ele não teve como pagar uma parcela. Portanto, um infortúnio momentâneo do consumidor não será mais analisado de forma isolada, como acontece hoje.”

Já o Presidente da Facesp, Alfredo Cotait, lembrou que hoje existem mais de 63 milhões de pessoas e empresas inscritas na negativação, o que as impedem de ter acesso a crédito.

“Agora, com o Cadastro Positivo, isso não vai mais acontecer, ou seja, o consumidor não será mais impedido de conseguir o crédito, já que o relatório vai mostrar que ele pagou outras contas em dia. Então, o Cadastro Positivo vai incluir na economia pessoas que estão negativadas, mas que por outro lado têm histórico positivo de crédito.”

Segundo Cotait, o Cadastro Positivo também vai ampliar a oferta de crédito, uma vez que as instituições bancárias e as empresas vão ter mais segurança ao analisar as informações do consumidor, o que vai gerar uma maior movimentação na economia.

“Os bancos vão dar crédito com menos riscos. Isso fará que o dinheiro volte muito mais rápido para a economia. O Cadastro Positivo, portanto, é um ganho para a sociedade.”

Cotait ainda ressaltou que o Cadastro Positivo vai provocar uma redução nas taxas de juros, uma vez que vai permitir ao consumidor negociar com os bancos, já que terá como comprovar seu histórico de bom pagador.

“Hoje, as taxas de juros cobradas pelos bancos é linear, porque a instituição não tem todas as informações do consumidor. Portanto, é feita uma média que envolve o bom e o mau pagador. Com o Cadastro Positivo vamos ter mecanismos para saber o score de cada consumidor, ou seja, em que nível ele está na adimplência. Então, quanto maior seu score, mais você consegue negociar o seu crédito. Essa é a grande novidade”, explicou.

Revolução no setor financeiro

O economista chefe da ANBC, Luiz Rabi, destacou que embora o Cadastro Positivo seja uma ferramenta nova no Brasil, ele já existe em outros países com grandes benefícios.

“É importante que o setor produtivo, não só bancos como as empresas de modo geral, entendam o que é o Cadastro Positivo, porque toda informação gerada, seja dentro do sistema financeiro ou fora, como por exemplo, pagamento de carnês de lojas, trará um conjunto de informações muito úteis para todos”, observou.

Na opinião de Rabi, o Cadastro Positivo vai ocasionar uma revolução no setor financeiro e elevar o mercado a outro patamar, favorecendo todos os setores da economia, principalmente aqueles onde o crédito é importante, como o setor de automóveis, de bens duráveis, como também o setor imobiliário e o varejo de forma geral.

Rabi ainda elencou vários benefícios para economia do País a partir da implantação do Cadastro Positivo. “As vantagens desse novo sistema vão desde a inclusão financeira de pessoas que estão fora do mercado de crédito até a redução dos juros bancários. Os benefícios se estendem ainda à diminuição da concentração bancária, além da promoção da educação financeira por parte do consumidor”, declarou. 

“Hoje temos praticamente 23 milhões de pessoas que estão fora do mercado de crédito, sem acesso a crédito, não por serem mal pagadoras, mas porque não existe nenhuma informação a respeito dessas pessoas. São pessoas autônomas, que trabalham de forma independente, sem carteira assinada, então não conseguem comprovar renda e quando vão tomar crédito acabam caindo em condições muito desvantajosas por conta de juros altos e prazos muito curtos. Nós fizemos um levantamento e conseguimos identificar onde estão esses 23 milhões de pessoas. O maior contingente, logicamente, é no Estado de São Paulo. Mas não só essas pessoas serão beneficiadas, como também os outros 115 milhões que têm acesso a crédito serão beneficiados com taxas de juros mais baixas. Realmente será um impacto muito grande na economia e estamos otimistas de que nos próximos 10 anos a aplicação do Cadastro Positivo terá um impacto muito positivo na economia”, finalizou.

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