turbulência

Em meio a turbulência não se precipite

O ambiente econômico global não vai bem. De uma guerra comercial entre os gigantes Estados Unidos e China virou a possibilidade de queda no crescimento mundial, podendo chegar a recessão econômica.

Isso tem mexido com os mercados. De um lado há anúncios de estímulos monetários e fiscais, de outro a constatação que o endividamento público de inúmeros Países cresce de maneira alarmante, indicando tempos difíceis pela frente.

O Brasil, dada sua fragilidade, à medida que os fundamentos econômicos ainda não são sólidos o suficiente para sustentar a economia no longo prazo, sente o abalo. Os indicadores do mercado apurados diariamente refletem o nervosismo dos agentes econômicos. A Bolsa de Valores não se sustenta e a cotação do dólar dispara.

Então o que fazer? Nesta hora as decisões devem ser racionais. Em meio a turbulência não se precipite.

Os Bancos Centrais dos Países envolvidos irão atuar. Serão estabelecidos estímulos monetários e os instrumentos de política macroeconômica serão utilizados na plenitude.

Tomar a decisão em meio a tantas incertezas é realizar prejuízo. Quem está com ações na Bolsa, nada de vender. Quem está exposto em moeda estrangeira nada de atos heroicos e quem opera o lado real da economia, atuando em empresas, nada a fazer. Espere a coisa se acalmar.

Os ciclos econômicos são assim mesmo. Há momentos de prosperidade e há momentos de dificuldades.

Apenas a lamentar que o Brasil dos governos anteriores não tenha aproveitado os momentos de prosperidade mundial, para tirar proveito interno. Enquanto o mundo crescia, o Brasil agonizava e nova crise mundial veio e continuamos na mesma.

Resta-nos continuar levando em frente as reformas estruturais e continuar na busca de alicerces que sustem o nosso crescimento de longo prazo, podendo tirar proveito ali na frente.

Temos que continuar tendo paciência e esperar a poeira baixar. Insisto: nada de precipitações e atos heroicos neste momento.

Reinaldo Cafeo é economista e presidente da Associação Comercial e Industrial de Bauru – ACIB.

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