Taxa de juros abaixo de 5% ao ano: será?

Taxa de juros abaixo de 5% ao ano: será?

Não estamos falando da taxa de juros para o tomador de empréstimos, mas sim da taxa básica de juros, conhecida como taxa Selic: será que em dezembro atingirá menos do que 5% ao ano?

Resposta: é possível. Para entender melhor podemos avaliar que há uma mudança em curso. O Brasil sempre ofereceu a “ração” que o mercado desejava e praticava uma das maiores taxas de juros real (juros acima da inflação) do mundo. O prêmio pelo risco de aplicar recursos em títulos públicos, portanto, financiar o Estado brasileiro era elevado.

Os juros reais sempre foram convidativos oscilando entre 3,5% a 5,0% ao ano. A queda mais recente dos juros fez com a taxa básica fosse fixada em 5,5% ao ano. A taxa real gira em torno de 2,0% ao ano posto que a projeção da inflação aponta para algo próximo a 3,5% ao ano. Observem a queda.

A sinalização da Autoridade Monetária, ou seja, o pensamento do Banco Central brasileiro, indica que a taxa real pode atingir 1% ao ano. Se isso for verdadeiro, juros abaixo de 5% ao ano seriam possíveis.

Esta política monetária mais frouxa estaria alinhada com a prática mundial, que em alguns Países, visando estimular o consumo, operam com taxas reais baixas e em alguns casos, negativas.

Mesmo com esta constatação é importante alertar para alguns riscos. Os fundamentos econômicos do Brasil ainda são frágeis. As reformas estruturantes não foram implementadas em sua magnitude. Temos um bom encaminhamento da reforma da previdência, mas as demais, principalmente a tributária, sequer foram apresentadas.

As incertezas quanto ao alicerce da economia brasileira, podem ser sentidas com o nervosismo no câmbio. Com a crise argentina, mais os embates comerciais entre China e Estados Unidos, somados ao fraco desempenho dos Países que compõem a União Europeia, o nervosismo tomou conta dos investidores e um dólar que poderia operar abaixo de R$ 4,00 tem se mantido acima deste patamar.

Dólar alto, sinônimo de inflação importada e fuga de capital estrangeiro. Ambos podem ser inibidores deste afrouxamento na política monetária por parte da Autoridade Monetária.

Mesmo com todas estas observações, está evidenciado que a atual equipe do Banco Central é mais ousada do que as anteriores e é possível, sim, projetar menor patamar de juros no Brasil.

Se isso for verdadeiro restará cobrar, diria exigir, menor taxa de juros para o tomador de crédito no mercado. Um longo caminho, mas que precisa ser trilhado.

Reinaldo Cafeo é economista e presidente da Associação Comercial e Industrial de Bauru – ACIB.

Como a Reforma da Previdência vai afetar sua vida?

Como a Reforma da Previdência vai afetar sua vida?

Os impactos da reforma da Previdência Social para a sociedade e os negócios são tema da palestra realizada nesta quinta-feira na ACIB

No dia 26 de setembro a ACIB recebe o presidente do Instituto de Longevidade Mongeral Aegon Nilton Molina, para abordar os impactos da Reforma da Previdência Social.

O executivo, referência no País em previdência, apresenta os desafios e os principais pontos que afetam a sociedade e os negócios nesse contexto. O evento é gratuito e as inscrições para podem ser realizadas neste link.

O fenômeno longevidade será um aspecto importante discutido durante o evento. Segundo João Carlos Baio, superintendente comercial da Mongeral Aegon Seguros e Previdência “O brasileiro está vivendo cada vez mais, e é preciso se preparar financeiramente para viver bem. Isso, consequentemente, passa pela previdência”, explica.

A Mongeral Aegon Seguros e Previdência possui quase 200 anos de história no Brasil e opera nesse campo, oferecendo coberturas para morte, invalidez, doenças graves, sucessão e blindagem patrimonial, além de planos de previdência privada.  

Para o superintendente “O mercado de seguro de vida e previdência é um forte aliado para a sociedade no planejamento financeiro.A companhia atuamos com profissionais especializados na identificação das necessidades de cada cliente e no oferecimento de soluções sob medida de acordo com cada perfil”. afirma João Carlos.

Sobre o palestrante 

Nilton Molina é presidente do Instituto de Longevidade Mongeral Aegon e do Conselho de Administração da seguradora multinacional Mongeral Aegon.

O executivo é diretor da Confederação Nacional das Empresas de Seguros Gerais, Previdência Privada e Vida, Saúde Suplementar e Capitalização (CNSeg) e membro do Conselho Deliberativo da Associação Comercial de São Paulo.

Foi integrante Conselho Nacional de Previdência Complementar – CNPC do Ministério da Previdência Social. É um grande estudioso e uma das referências no país quando o assunto é longevidade e previdência. 

Reunião da RA 12 tem palestra sobre Cadastro Positivo

RA 12

A Associação Comercial e Industrial de Bauru – ACIB recebeu, no dia 13 de setembro, mais um encontro da Federação das Associações Comerciais do Estado de São Paulo da Região Administrativa 12 (FACESP – RA 12), que tem como vice-presidente a diretora da ACIB, Patricia Rossi.

A reunião, contou com uma palestra de Everton Fiorelli, gerente comercial da Rede Boa Vista-SCPC, sobre Cadastro Positivo. Segundo a vice-presidente, o propósito foi tirar as dúvidas sobre a nova lei e esclarecer como o Cadastro Positivo funciona.

Durante o encontro, que contou com a participação de representantes de associações comerciais da região e teve as presenças do presidente da ACIB, economista Reinaldo Cafeo, e do vice-presidente da entidade, Paulo Roberto Martinello, também foi abordado o 19º Congresso da FACESP, que será realizado entre 30/10 e 01/11, em Atibaia.

Patricia Rossi salientou a importância da participação dos membros das associações nas reuniões e também no Congresso. “São momentos importantes para a troca de informações e de experiências”, disse a vice-presidente da FACESP – RA12.  

RA 12
Everton Fiorelli, gerente comercial da Rede Boa Vista-SCPC, ministrou a palestra.



Mariana Petelinkar apresenta dicas sobre comportamento e sucesso no ambiente profissional

Mariana Petelinkar

Você já refletiu sobre o impacto do seu comportamento nas relações de seu ambiente de trabalho? A linguagem, a pontualidade e a roupa adequada podem fazer a diferença na esfera profissional. Esses aspectos envolvem a “Etiqueta Corporativa”, tema desenvolvido na palestra realizada no dia 17 de setembro, ministrada pela empresária e diretora da ACIB, Mariana Petelinkar.

A etiqueta consiste nas normas que orientam nosso comportamento e podem variar de acordo com a época e a cultura na qual o indivíduo está inserido. Segundo a empresária, a chave para esses códigos é o bom senso, além do respeito ao próximo e naturalidade.

Durante o evento, que contou com a presença de cerca de 40 participantes, Mariana apontou dicas valiosas para a integridade na vida profissional, entre elas a segurança ao falar, a cordialidade, organização e o respeito à privacidade dos colegas. “O escritório é uma comunidade e comunidades funcionam melhor quando as pessoas são educadas e gentis umas com as outras”, avalia a empresária. 

As ligações telefônicas seguem as mesmas regras. Segundo Mariana, ser breve e evitar atender ligações durante uma reunião são pontos importantes no código das boas maneiras.

O evento atendeu as expectativas do público. A publicitária Ana Maria de Souza acredita que a etiqueta faz toda a diferença no ambiente profissional. Para ela, as orientações em relação ao tom de voz, a simpatia e o uso do telefone foram temas fundamentais abordados pela palestrante.

Do ponto de vista da advogada Amanda Alcantara Parejo, a palestra ofereceu orientações que contribuem para um ambiente de trabalho agradável. “As dicas foram relevantes, mas acredito que a maneira de se portar e um bom atendimento foram essenciais”, explica.

O assédio no ambiente de trabalho e o comportamento em festas da empresa também foram temas fundamentais citados pela palestrante.

A Dra. Ana Cláudia Pires Ferreira de Lima, Juíza Diretora do Fórum Trabalhista de Bauru elogiou o evento e a iniciativa do projeto Mulher Empreendedora, realizado pela ACIB. “Mariana Petelinkar, aborda, de forma descontraída e com toques de humor, os padrões de comportamento no ambiente de trabalho e a importância da integridade da pessoa em todas as suas ações”, afirma.                              

A juíza ressalta, ainda, a importância do papel da associação. “A assessoria das empresas, da forma como é prestada pela ACIB, é essencial para orientação dos empreendedores sobre o cumprimento da legislação em vigor, primando por um bom ambiente de trabalho”.

Mariana Petelinkar
Encontro contou com participação de 39 mulheres empreendedoras.

Empreendedorismo é tema da próxima palestra

O próximo encontro do Programa Mulher Empreendedora ACIB será realizado no dia 15 de outubro, às 19h, com a palestra da empresária, consultora e professora Camila Serra sobre “Empreendedorismo”.

A palestra é gratuita para associadas da ACIB e tem um valor de R$ 80,00 para não associadas. As inscrições podem ser feitas aqui: Quero participar!

Para se associar e ter acesso ao ciclo de palestras do Mulher Empreendedora gratuitamente, além de outros serviços da ACIB, a mensalidade é de apenas R$ 42,00 e a inscrição pode ser feita neste link: Faça parte da ACIB!

Reforma Tributária: expectativas distintas

Reforma Tributária

Que o Brasil precisa realizar as chamadas reformas estruturais não há dúvida. A Reforma da Previdência caminha para aprovação no Senado Federal e a bola da vez é a Reforma Tributária.

De inicio vale destacar que a Reforma Tributária pretendida pelo setor público não é necessariamente a mesma almejada pelo setor privado, portanto, as expectativas são distintas.

Comecemos com a carga tributária. O setor privado sempre baterá na tecla de que é preciso reduzir a participação dos tributos na economia. Atualmente na casa dos 35% do Produto Interno Bruto (PIB), o Brasil figura entre os 15 Países no mundo que mais cobram tributos da população.

O Estado brasileiro, inchado, não consegue operar sem este volume de recursos. Esta relação sobre o PIB somente cairá com forte crescimento econômico, o que está descartado no curto e médio prazos.

Aqui o primeiro problema: a expectativa da sociedade é pela redução da carga tributária e a necessidade do Estado em todas as suas esferas é pelo aumento da arrecadação.

Outro aspecto que pode apresentar divergência é a incidência dos tributos. O Brasil optou por ter maior participação no bolo da arrecadação nos chamados impostos indiretos. Com uma legislação complexa, tributar o consumo, passou a ser o caminho mais fácil e rápido para aumentar a arrecadação. Isso faz com que o Brasil seja um dos Países que menos cobra impostos diretos, aqueles que incidem sobre a renda.

Os brasileiros de alta renda pagam, em média, 32% a menos de impostos do que as pessoas de alta renda que compõem o G7 (grupo de nações mais ricas do mundo). Vale lembrar que o imposto direto, sobre a renda, é progressivo, portanto, mais justo do que os indiretos.

Considerando que os impostos incidem sobre o consumo, renda e patrimônio, então em que há convergência entre o setor público e privado?

Um aspecto comum é a necessidade de simplificar o sistema. Apesar do lobby de alguns setores da sociedade, que faturam alto no “quanto mais complexo melhor”, é sem dúvida alguma um ponto de convergência a simplificação do sistema.

Outro aspecto que apresenta convergência, mas com mais resistência, é a necessidade de deslocar a carga tributária do consumo, para renda e patrimônio. Tema complicado de atacar, pois atinge em cheio aqueles que são os principais financiadores das campanhas políticas: os ricos.

Então o que fazer? O resumo da ópera é a seguinte: baixemos a expectativa de uma reforma que reduza o volume de recursos subtraídos do setor privado e apostemos na simplificação e na justiça tributária. Se atingirmos parte destes propósitos, já será bem melhor do que temos hoje.

Reinaldo Cafeo é economista e presidente da Associação Comercial e Industrial de Bauru – ACIB.

Bauru tem grande potencial para a utilização da Mediação e da Arbitragem

Mediação e Arbitragem

Tema foi debatido por especialistas em evento realizado pela CBMAE na ACIB

A vocação de Bauru para o comércio faz com a cidade tenha um grande potencial para a utilização da Mediação e da Arbitragem como formas de resolução de conflitos.

A opinião é da advogada Marcela Carneiro da Cunha, presidente da Câmara Brasileira de Mediação e Arbitragem (CBMAE) – Regional Bauru, que debateu o tema em evento realizado no auditório da Associação Comercial e Industrial de Bauru – ACIB.

Em formato de mesa-redonda, o encontro contou com a participação da advogada Márcia Negrisoli Fernandez Polettini, presidente da OAB-Bauru; Ana Carla Criscione, juiz de Direito e juíza Coordenadora do Centro Judiciário de Solução de Conflitos (Cejusc) e Cristiane Canellas, advogada e professora universitária. O economista Reinaldo Cafeo, presidente da ACIB, mediou o debate.

A Mediação, segundo a CBMAE, é uma “forma de solução extrajudicial de controvérsias em que o terceiro mediador (ou mediadores) tem a função de aproximar as partes, para que elas negociem diretamente a solução desejada de sua divergência”.

Assim, as partes em conflito mantêm o poder de decisão sobre a questão.

Já na Arbitragem, ainda de acordo com a CBMAE, as partes envolvidas têm autonomia para definir: quantidade (sempre ímpar) e o nome dos árbitros, o local em que se dará o processo, os procedimentos e as regras a serem usados no processo e todos os detalhes envolvidos.

Ambas soluções são mais simples e baratas que um processo judicial e o evento realizado pela CBMA – Regional Bauru foi pensando para disseminar essa informação entre advogados, contadores, empresários, árbitros e interessados sobre o tema.

Para Cristiane Canellas o evento foi um sucesso. “A mudança de paradigma, da cultura do litígio para cultura da pacificação tem que ser difundida. É uma evolução e uma conquista que vamos obter gradativamente”, afirma.

Marcia Negrisoli concorda. Para ela, o evento propiciou a divulgação de métodos extrajudiciais de solução de conflitos, contribuindo para a disseminação da cultura da paz. “É primordial que as pessoas entendam que não há necessidade de recorrer ao Judiciário para toda e qualquer situação de forma indiscriminada”, explica.

Mediação e Arbitragem
A advogada Marcela Carneiro da Cunha, presidente da CBMAE.

Divulgação é primordial

Apesar de serem grandes facilitadoras a Mediação e a Arbitragem não são tão utilizadas quanto poderiam.

“Atualmente, no Brasil, a litigiosidade está exacerbada, a ponto de termos um processo em andamento para cada habitante. Com a conscientização de que os conflitos podem ser resolvidos por concessões mútuas ou por um árbitro escolhido pelas partes, a litigiosidade tende a diminuir como é a tendência mundial”, afirma a juíza Ana Carla Criscione.  

Divulgar para toda sociedade as vantagens de se evitar o litígio é fundamental.

“Atualmente as pessoas têm buscado soluções rápidas e menos dispendiosas para resolver seus problemas, o que geralmente não ocorre em um processo judicial”, lembra Cristiane Canellas.  

“É importante difundir a apresentar os métodos de resolução de conflito, mediação e arbitragem, que certamente atendem essas necessidades. O indivíduo tem seu problema resolvido em tempo razoável, com menor custo”, completa a advogada e professora.

Para Marcela Carneiro da Cunha, foi possível orientar os presentes ao evento sobre os mais atuais conceitos de Mediação e Arbitragem, “aliando, de forma dinâmica, esclarecimentos teóricos e situações fáticas”.

Segundo a presidente da CBMAE, o órgão deve continuar o trabalho de divulgação das soluções extrajudiciais.

Mediação e Arbitragem
Integrantes da mesa-redonda e participantes do evento da CBMAE.

Os prós e contras do Imposto sobre Transações Financeiras

Reinaldo Cafeo analisa o Imposto sobre Transações Financeiras

Com novo nome a equipe econômica do governo Bolsonaro sinaliza com a criação do ITF – Imposto sobre Transações Financeiras, que no passado denominava CPMF. Mesmo sendo um projeto ficou evidente que a estratégia foi colocar o “bode na sala” e observar a reação da sociedade.

Pelo divulgado a ideia é tributar em 0,4% as transações financeiras sendo dividido em 0,2% para quem paga (saída de dinheiro da conta corrente) e 0,2% para quem recebe os recursos (entrada de dinheiro na conta corrente).

Afinal quais seriam os prós e contras se esta proposta fosse aprovada? Do lado positivo sem dúvida é um tributo de fácil controle e arrecadação. Debita das contas dos usuários do sistema bancário e a transferência dos recursos para os cofres públicos é rápida e sem inadimplência.

Também tributa a informalidade, desde que o dinheiro, mesmo sendo “por fora” passe pela conta corrente. Outro aspecto importante é que mesmo que as empresas repassem este custo para os preços dos produtos, o impacto no preço final seria pequeno.

Por outro lado há vários aspectos negativos na introdução deste tributo. O primeiro e diria o mais importante é que ele é regressivo. Ninguém gosta de pagar impostos, mas se pensarmos em justiça tributária os impostos progressivos, em que quem ganha mais paga mais, são mais justos. Os impostos regressivos como os que incidem sobre o consumo não avaliam a renda das pessoas. Como este custo será repassado pelas empresas aos preços finais (mesmo com pequeno impacto) os pobres sentirão mais no bolso do que os ricos.

Outro possível efeito negativo será o aumento do dinheiro e até mesmo dos cheques em circulação. Será um tal de repassar dinheiro vivo e pagar contas com cheque de terceiros. Andaremos para trás no tocante ao uso da tecnologia para segurança das pessoas.

Pelas declarações do governo este imposto não seria mais um imposto e sim algo que substituiria outros impostos, notadamente os que incidem sobre a folha de salários e sobre o consumo. Neste aspecto é também positivo.

O que está posto é que a sede em arrecadar do governo chegou ao limite. Há um esgotamento dos impostos sobre consumo, patrimônio e renda. O Brasil tributa muito o consumo e não ataca como deveria, por exemplo, as grandes fortunas.

E então? Avalio que os malefícios para a sociedade são maiores do que os benefícios, mesmo com a sinalização de redução no patamar de outros tributos. Com o avanço tecnológico é possível, coloquei é possível, que sejam desenvolvidos aplicativos que retire do sistema bancário os pagamentos realizados no formato atual. Se isso ocorrer, cai à arrecadação e fatalmente as alíquotas futuras seriam maiores para compensar esta perda. E sem dúvida o que pega mesmo é o fato de ser regressivo.

Há caminhos para simplificar e reformar o sistema tributário atual, sem necessariamente introduzir este novo tributo. A sociedade deve ficar vigilante para evitar que a conta da ineficiência do Estado e sua falta de capacidade em articular uma reforma tributário justa, seja paga por todos nós.

No balanço de prós e contras, ao meu juízo, o contra fala mais alto.

Reinaldo Cafeo é economista e presidente da Associação Comercial e Industrial de Bauru – ACIB.

Destaques do Ano: destacando Bauru

Destaques do Ano

O evento Destaques do Ano, da Associação Comercial de Bauru – ACIB, entidade que tenho orgulho em presidir, pelas manifestações e pela repercussão foi, sem dúvida alguma, um sucesso.

Muito além de ser uma festa grandiosa (e é) tem sido um evento para celebrar. O que é celebrado? O orgulho de viver em Bauru.

Ao homenagear empresários, personalidade e profissional que são bem-sucedidos e conhecer suas trajetórias de sucesso, passamos e entender a dimensão do que significa ajudar a construir esta cidade.

Por vezes a rotina faz com que nosso olhar se torne vicioso. Vamos de casa para o trabalho, de casa para a escola e não enxergamos a dimensão que é esta cidade.

Muitas vezes focamos em suas deficiências e o que é pior, jogamos no chão a nossa autoestima confundindo questões de gestão com potencial econômico da cidade.

Por vezes o jogo político nos cega e isso passa ser um impeditivo para avaliarmos o enorme potencial existente e ainda o quanto a matriz econômica da cidade é rica.

Há milhares de empresas e empresários, há profissionais, há organizações, cooperativos, enfim empreendedores, que fazem a diferença, criando, o que podemos denominar de diferenciais competitivos.

Quando esses atores se reúnem em um único ambiente, como foi o caso do evento Destaques do Ano e suas realizações tornam-se públicas, materializa-se o que até então era imperceptível: Bauru é gigante!

Há muito a ser feito. A visão estratégia, de longo prazo, precisa ser urgentemente colocada em prática. Há gargalos na infraestrutura da cidade. Há setores importantes que necessitam de um choque de gestão. Há enfim, limitações, que precisam ser equacionadas.

Se um copo com água pela metade tem dois lados, o lado cheio e o lado vazio, dar ênfase somente ao lado vazio, focando as limitações e deficiências da cidade, não agrega nada. O olhar deve ser para o lado cheio do copo, evidentemente que não pode ser um olhar cego, mas sim no sentido de mantermos o chamado otimismo realista.

A dimensão do que se observou no evento da Associação Comercial é um estímulo para sermos otimistas, indicando que a cidade está no caminho certo, contudo, realista, nos trazendo para a realidade de que há muito a ser feito.

Se efetivamente amamos a nossa Bauru, não há dúvida que estimular a melhoria da nossa autoestima é o único caminho a ser trilhado.

Você que empreende em sua profissão, em seu negócio, atuando nas organizações, no setor público, enfim, onde estiver, saiba que sua atuação e trajetória profissional, podem fazer e fazem toda diferença na construção de uma cidade com qualidade de vida.

Os Destaques do Ano da ACIB é, na prática, um Destaque a Bauru. Valorizemos nossa cidade e elevemos nossa autoestima. Todos nós merecemos.

Reinaldo Cafeo é presidente da Associação Comercial e Industrial de Bauru – ACIB.

BID reúne mais de 900 pessoas para falar de inovação em Bauru

BID

A segunda edição do Bauru Innovation Day – BID, reuniu, em dois dias, mais de 900 pessoas, consolidando-se como o maior evento de tecnologia e inovação realizado em Bauru e região.

O lançamento da edição de 2019 foi feito na noite do dia 28 de agosto, na sede da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) de Bauru e contou com uma palestra do empresário e autor Wilson Poit.

BID - Wilson Poit
O empresário e autor Wilson Poit palestrou na abertura oficial do BID.

O evento foi prestigiado por cerca de 260 pessoas e contou com a presença de autoridades, como o prefeito municipal Clodoaldo Gazzetta e a secretária municipal de Desenvolvimento Econômico, Turismo e Renda, Aline Fogolin.

No dia seguinte, no Alameda Rodoserv Center, o BID recebeu, aproximadamente, 700 pessoas que acompanharam uma série de palestras sobre inovação, tecnologia, empreendedorismo e gestão, entre outros temas, além de apresentações de três startups escolhidas para mostrarem seus produtos no evento.

Estiveram no palco da segunda edição do BID: Gustavo Carrer, da GUNNEBO; Lorenzo Sanfelice Frazzon, da INVESTTOR; Marcio Bueno, da BE&SK; Leandro Queiroz, da FAAP; José Marques, do SEBRAE–SP; Flavio Terni, da Giant Steps; além de Demetrius Ferracciú, da equipe Sendi/Bauru Basket e Paulo Milreu, do Sandwich Valley.

BID - Sandwich Valley
A palestra da Sandwich Valley trouxe um mapa das startups de Bauru e região.

O Bauru Innovation Day foi encerrado com uma palestra do empreendedor, escritor e palestrante Geraldo Rufino. Dono de uma trajetória de vida inspiradora, ele terminou o evento com uma mensagem positiva sobre a necessidade de se reinventar para superar as diversidades e pensar diferente para poder inovar.

BID - Menostinta
A Menos Tinta foi uma das três startups escolhidas para se apresentar no evento.

O BID foi realizado pela Asserti, juntamente com a Associação Comercial e Industrial de Bauru – ACIB, SESI, SENAI,SEBRAE-SP, Sedecon-Bauru, OAB-Bauru, Sevna Startups, Assenag e Sandwich Valley.