Percebo otimismo no ar, e você?

Percebo otimismo no ar, e você?

Quem opera no mundo real, este que gera riquezas e empregos, começa a observar certo otimismo no ar. Alguns agentes econômicos estão tirando o pé do freio e começam a acelerar. Não é ainda velocidade de cruzeiro, mas estão acelerando.

Do ponto de vista econômico e particularmente analisando ambiente doméstico, é possível sim projetar dias melhores.

Uma das maiores reformas já vistas no País foi levada a efeito em menos de 10 meses do Mandato do Bolsonaro, a Reforma Previdenciária. Com ela a perspectiva de que o ajuste fiscal será realidade, o que tem provocado, entre outras questões, queda no chamado risco Brasil. As agências que analisam o nível de risco dos Países começam a enxergar no Brasil um bom prognóstico para economia.

Além da Reforma da Previdência a taxa de juros está em queda. Praticamos atualmente o menor patamar de juros básicos de nossa história, com queda inclusive na taxa real de juros (acima da inflação).

No sentido do estímulo do consumo, além da queda dos juros, o cadastro positivo é outra realidade próxima. As medidas para ampliar a liberdade econômica ajudam. Também a injeção dos recursos do FGTS, PIS/PASEP e ainda a chegada do décimo terceiro salário, são motivos suficientes para que a principal variável que faz o Produto Interno Bruto crescer, isto é, o consumo das famílias, seja potencializado.

Os desafios para que os agentes econômicos chegassem com algum vigor nesta fase da economia não foram poucos. Por sinal, muita gente “quebrou” neste período. Quem sobreviveu, fez a lição de casa, o fazer mais com menos, chega agora com alicerces para tirar proveito de um novo ciclo que pode estar inaugurando na economia.

Mesmo considerando as “barbeiragens” do executivo e pautas desnecessárias que somente levam o desgaste do governo Federal, o otimismo percebido pode se traduzir em maiores vendas e com elas recuperação das margens de lucro.

Não é para gastar por conta e tampouco imaginar que o crescimento econômico será exponencial, mas que o ambiente de negócios mudou, para melhor, não há dúvida.

Considerando que atuar no mundo dos negócios não é para corredores de curta distância e sim para maratonistas, quem treinou com afinco, e está com bom folego agora chegará lá. Caso você tenha esmorecido, ainda há tempo para tirar o tempo perdido, mas corra, não adie mais.

Salvo uma catástrofe, é possível sim apostar em dias melhores. Há um otimismo no ar.

Reinaldo Cafeo é economista e presidente da Associação Comercial e Industrial de Bauru – ACIB.

Empreendedorismo é o tema da palestra do Projeto Mulher Empreendedora

Você sabe o que é empreendedorismo? De acordo com Camila Serra, empresária consultora e professora, ser uma mulher empreendedora não significa  ser otimista o tempo todo e salvar o dia personificando uma heroína das histórias em quadrinhos.

“A mulher empreendedora não é a mulher maravilha, precisa estabelecer parcerias com profissionais que possam contribuir com sua ideia de negócio e que estejam alinhados aos valores deste negócio”, explica Camila.

A empresária iniciou a reflexão desmistificando o Empreendedorismo, tema de sua palestra, realizada no dia 15 de outubro, no auditório da ACIB. Afinal, como definir esse assunto tão complexo e desafiador? Essa foi a discussão central do encontro do Projeto Mulher Empreendedora deste mês.

Os anos de pesquisa e a experiência como empresária fizeram Camila Serra concluir que empreender é utilizar nossas habilidades para transformar a nossa realidade e a vida das pessoas. 

Camila iniciou o debate questionando a plateia sobre o tema e as respostas foram distintas. O Empreendedorismo foi descrito como um chamado, um desafio, um ato de coragem, entre inúmeras definições.

Para a empresária Simone Regina Rodrigues Ramos o essencial é ser persistente: “Primeiro, é preciso acreditar em mim, saber em qual área eu quero atuar. As dificuldades existem, mas não posso desistir. O mais importante é descobrir soluções quando tudo parecer perdido, então nasce uma grande empreendedora”, diz.

Plano de Negócios Circular 

Camila Serra apresenta o Plano de Negócios Circular

Independente de qualquer interpretação ou conceito, para empreender é necessário disciplina e planejamento em todas as esferas. Desde a gestão de finanças, da equipe, atendimento e serviços.

“O primeiro passo para empreender é identificar suas habilidades, escolher algo que realmente goste de fazer, pensar nos principais pontos de um planejamento para colocar em prática sua ideia é identificar o que é possível realizar e as parcerias que poderão contribuir”, diz Camila.

Para organizar cada uma dessas áreas, Camila desenvolveu, em parceria com o professor Flavio Mangili Ferreira,  o Plano de Negócios Circular, um método que auxilia empreendedores durante o processo de implantação de um negócio. 

O grande diferencial é que o planejamento de cada uma das esferas que compõem o Plano está em constante transformação. Nesse sentido, o processo se torna um ciclo de aprimoramento.

Os ensinamentos da palestrante cativaram todas as mulheres da plateia, entre elas a empresária Elaine C. B. Corrales, que participou pela primeira vez do Projeto Mulher Empreendedora e  revelou seu entusiasmo após a palestra: “Estou acreditando muito nesse projeto, porque está trazendo palestras de outras mulheres muito inspiradoras, muito capacitadas, com muito conteúdo e conhecimento e principalmente generosidade por compartilhar a vivência delas conosco. Eu já conhecia um pouco do trabalho da Camila Serra e fiquei encantada com a palestra dela”, explica. 

Após a discussão, Camila encerrou o evento interpretando a música “Fascinação”, recebendo uma salva de palmas das participantes. 

Planejamento Estratégico é tema da próxima palestra

O próximo encontro do Programa Mulher Empreendedora ACIB será realizado no dia 19 de novembro às 19h, com a palestra Planejamento Estratégico, ministrada pela engenheira, administradora e professora, Alessa Berretini.

A palestra é gratuita para associadas da ACIB e tem um valor de R$ 80,00 para não associadas. As inscrições podem ser feitas aqui:
Quero participar!

Para se associar e ter acesso ao ciclo de palestras do Mulher Empreendedora gratuitamente, além de outros serviços da ACIB, a mensalidade é de apenas R$ 42,00 e a inscrição pode ser feita neste link: Faça parte da ACIB!

Reforma da Previdência aprovada: e agora?

Reforma da Previdência

Pela magnitude e abrangência sem dúvida alguma a Reforma da Previdência foi uma das mais importantes decisões dos últimos tempos. Ao longo dos anos foram apenas “remendos” que forçaram uma mexida mais profunda agora.

Com a economia prevista para os próximos anos, é possível, coloquei, é possível, buscar o equilíbrio nas contas públicas, e tirar da frente o temor da explosiva relação dívida/produto interno bruto.

Não obstante esta aprovação representar um divisor de águas na política fiscal brasileira é certo que a obra não está totalmente concluída. A pergunta é: e agora? As reformas estruturantes precisam continuar na pauta do setor público.

Uma reforma inevitável é a tributária. Com um setor público que tributa demais e gasta sem qualidade, em um sistema complexo, não é possível imaginar que a economia brasileira será sustentada ao longo dos anos.

Considerando todos os interesses sobre o tema, é difícil projetar a reforma “perfeita”, mas terá que ser a possível neste momento, principalmente, se conseguirem simplificar o sistema tributário e aliviarem o peso dos tributos sobre a produção e consumo, mesmo que isso implique em tributação em outras fontes, principalmente sobre a renda e patrimônio dos mais ricos do País.

A reforma administrativa é outro importante tema. Mexer somente nos tributos é pouco. É preciso redesenhar carreiras no setor público, alinhando remuneração e forma de atuar com o que é praticado pelo setor privado. É preciso ter um Estado mais enxuto e com produtividade.

O pacto federativo é outro tema relevante. Neste caso a ideia é repassar mais recursos aos estados e municípios mudando o formato atual de repartição dos recursos públicos. Na mesma direção se faz necessário desvincular e desindexar o Orçamento Público.

Há outras importantes demandas como as privatizações e investimentos em infraestrutura, que poderão a partir de agora ganhar velocidade.

O que está em jogo é a volta do crescimento da economia, mas não somente crescer, mas crescer de maneira sustentada, para que o emprego volte, a renda cresça e seja mais bem distribuída, isso tudo com inflação controlada.

O primeiro e importante passo foi dado: a Reforma da Previdência já é realidade. Agora é não perder o foco e trabalhar para que a estrutura do País seja mais bem alicerçada.

Há muito a ser feito, mas o caminho está aberto.

Reinaldo Cafeo é economista e presidente da Associação Comercial e Industrial de Bauru – ACIB

Lançamento do ACIB Educa anuncia parceria com o Sebrae-SP para aumentar as vendas nesse final de ano

A Associação Comercial e Industrial de Bauru lançou, no dia 14 de setembro, o ACIB Educa, uma iniciativa desenvolvida para capacitar empresários associados e não associados, através de cursos, palestras e oficinas que serão realizados na entidade.

Na primeira fase do ACIB Educa, foi apresentado o Programa Surpreenda Varejo – Datas Comemorativas, uma realização do Sebrae-SP em parceria com a ACIB. O presidente da Associação Reinaldo Cafeo, anunciou a parceria com o Sebrae-SP. A proposta é transmitir conhecimento utilizando as datas comemorativas para obter resultados positivos para as empresas.

Segundo o gerente regional do Sebrae, Wilson Nishmura, a proposta é aquecer o varejo durante o trimestre mais importante para o setor, com a chegada da Black Friday e o Natal. 

De acordo com a analista de negócios do Sebrae-SP, Cintia Fortuna “O objetivo do programa é criar uma sinergia entre os líderes e colaboradores, para realizar melhoria nos atendimentos aos clientes e também uma gestão mais eficiente”, explica.

O poder das mudanças no desenvolvimento dos negócios

Coronel Manoel Messias Mello ministrando a palestra “Mudança de Hábito: Encontre uma Nova Rotina”

 O evento também  contou com a presença do Coronel Manoel Messias Mello que ministrou a palestra “Mudança de Hábito: Encontre uma Nova Rotina”.

De maneira didática e bem-humorada o palestrante interagiu com o público e fez um convite aos empresários, sugerindo mudanças na rotina das empresas. De acordo com o palestrante, a sociedade enfrenta uma série de transformações que afetam nosso cotidiano e propõem novos desafios no ambiente corporativo.

O Coronel divertiu a plateia com a cena clássica do coral de freiras do filme Mudança de Hábito, interpretado pela atriz Whoopi Goldberg. O filme representa senso de equipe e liderança, características essenciais para o sucesso de qualquer negócio. 

O palestrante afirma que a função do líder é monitorar, capacitar e acreditar no potencial de seus colaboradores. Nesse caminho, a dedicação é essencial para o desenvolvimento da empresa. O lado humano aliado ao trabalho árduo, também devem estar presentes no conjunto de qualidades do time de uma organização.

Programa Surpreenda Varejo – Datas Comemorativas

Diretoria da ACIB , equipe do Sebrae-SP e o Coronel Manoel Messias Mello.

A programação inclui oficinas e palestras, além de revelar técnicas para conquistar novos clientes, proporcionando uma ótima experiência, além de métodos para selecionar uma equipe de sucesso.

Cintia Fortuna explica como a iniciativa vai ajudar no aumento das vendas. “O varejo atualmente está muito dinâmico e o programa vai auxiliar os participantes a tornar as empresas mais atrativas e inovadoras para os consumidores que estão cada vez mais exigentes e buscam sempre novidades e experiências de compra diferenciada”, declara.

As inscrições para participar do Programa são limitadas e podem ser feitas através da ACIB. O investimento é de 400 reais, mas para os nossos associados preparamos um desconto de 10% na taxa de adesão.

Saiba mais sobre o projeto através do WhatsApp: https://whats.link/atendimentoacib

Acompanhe as novidades do ACIB Educa através das nossas redes sociais.

A alarmante desigualdade de renda

desigualdade de renda

A desigualdade de renda no País alcançou patamar não antes observado. Os dados são de 2018, os mais recentes divulgados pelo Instituto de Geografia e Estatísticas (IBGE).

A situação de renda no Brasil é a seguinte: quase 104 milhões de brasileiros, portanto, a metade mais pobre da população vivia com apenas R$ 413 mensais, considerando todas as fontes de renda.

Na outra ponta somente 2,1 milhões de pessoas (1% mais ricos) tinham renda média de R$ 16.297 por pessoa. Isso indica que pequena parcela da população brasileira recebe cerca de 40 vezes mais que a metade da base da pirâmide.

Além desta distorção, chama a atenção o fato de 10,4 milhões de pessoas, o equivalente a 5% da população, sobreviveram, isso mesmo, sobreviverem com apenas R$ 51 mensais, em média. Quando a análise é ampliada para os 30% mais pobres, isto é, 60,4 milhões de pessoas, a renda média per capita sobe apenas para R$ 269.

O índice de Gini, que mede concentração ou descontração de renda (quanto mais perto de zero menos concentrada a renda, quanto mais perto de 1, mas concentrada a renda) subiu de 0,538 em 2017 para 0,545 em 2018, sendo o patamar elevado nos últimos anos. Comprovação que efetivamente a desigualdade de renda no Brasil é alarmante.

Resumo: os mais pobres ficaram mais pobres, os mais ricos ficaram mais ricos.

Estes números deveriam ser estampados em letras garrafais em todas as esferas do setor público, e principalmente aos políticos que insistem em lutar pelo seu curral eleitoral e não priorizam as reformas estruturantes necessárias para retomar e sustentar o crescimento econômico do País.

Também estes números devem servir de alerta para aqueles que ainda acreditam em modelos econômicos populistas, sem compromisso com austeridade fiscal, que foram utilizados a exaustão nos governos recentes, que levaram a dois anos de recessão e a dois anos e meio de baixo crescimento, jogando milhões de brasileiros na fila do desemprego e na miséria.

Considerando que a matriz macroeconômica indica que é preciso manter a inflação controlada, criar condições para o País crescer, com isso gerar emprego e ainda estabelecer distribuição justa de renda, fica evidenciado que os desafios atuais são de tamanha grandeza que cada dia que passa o abismo social fica mais evidente.

A todos os agentes econômicos, sejam eles do setor público ou privado: uma nação é construída com justiça social, constatar a desigualdade de renda e a sociedade em seu todo, e o setor público em particular, não agirem na direção da reversão deste quadro é praticar um individualismo que não nos levará a lugar algum.

Precisamos nos indignar com a distorção de renda do Brasil e propor ações que promovem a justiça social. É o mínimo a fazer.

Reinaldo Cafeo é economista e presidente da Associação Comercial e Industrial de Bauru – ACIB

Destruição criativa

Destruição criativa

A expressão destruição criativa tem sido muito utilizada quando a leitura se dá no campo das mudanças impostas pelo avanço tecnológico. Muito embora ela explique fenômenos atuais, seu conceito remonta da década de 1940 quando o austríaco Joseph Schumpeter a popularizou.

A teoria da Destruição Criativa foi desenvolvida para explicar as transformações que ocorrem no Capitalismo devido ao seu dinamismo. Este fenômeno ocorre quando empreendedores criam novos produtos ou novas formas de produzir causando mudanças na economia.

Ao longo dos tempos há inúmeros exemplos deste fenômeno, da substituição das velas e tochas por lâmpadas elétricas até a recente substituição dos telefones fixos pelos celulares.

O que está por trás da Destruição Criativa é a inovação. De um lado a solução equaciona determinadas necessidades dos consumidores com uso com novas ferramentas, criativas, portanto, há ganhos, e de outro lado há dor, pois todo um segmento ou fatia da população pode ser afetado com as mudanças ocorridas.

Como exemplo pode ser citado à chegada das máquinas e da alta tecnologia na agricultura, portanto ganhos, e por consequência a saída do uso intensivo da mão de obra, com perda de postos de trabalho.

A introdução dos aplicativos de transportes é outro exemplo da Destruição Criativa: táxis tradicionais são substituídos por demandas via aplicativos, reduzindo os custos deste tipo de transporte.

Evidentemente que os chamados “criativos” nem sempre conseguem operar no mercado. Uma inovação, por provocar mudanças estruturais na economia, pode ser barrada com regulamentos, tributos, entre outras exigências, tanto do setor público e até mesmo por pressão daqueles que serão afetados com estas mudanças. Há uma tentativa de bloquear ou segurar por longo período avanços nesta direção.

Há muita coisa sendo pensada e enquanto você lê este artigo novas ferramentas estão sendo criadas, as quais, certamente, irão impor mudanças na estrutura da economia e na forma de agir no mundo da economia. O que mudou ao longo do tempo é a velocidade.

Se antes uma mudança tecnológica levava anos e até décadas para ser implantada, agora, em curto espaço de tempo as coisas mudam, representando para a humanidade um enorme desafio no sentido de acompanhar tais mudanças.

Na teoria da Destruição Criativa há uma única certeza: as coisas mudarão, portanto, esteja aberto ao novo. Fique atento as novas “Destruições Criativas” que estão por vir.

Reinaldo Cafeo é economista e presidente da Associação Comercial e Industrial de Bauru – ACIB.