Destruição criativa

Destruição criativa

A expressão destruição criativa tem sido muito utilizada quando a leitura se dá no campo das mudanças impostas pelo avanço tecnológico. Muito embora ela explique fenômenos atuais, seu conceito remonta da década de 1940 quando o austríaco Joseph Schumpeter a popularizou.

A teoria da Destruição Criativa foi desenvolvida para explicar as transformações que ocorrem no Capitalismo devido ao seu dinamismo. Este fenômeno ocorre quando empreendedores criam novos produtos ou novas formas de produzir causando mudanças na economia.

Ao longo dos tempos há inúmeros exemplos deste fenômeno, da substituição das velas e tochas por lâmpadas elétricas até a recente substituição dos telefones fixos pelos celulares.

O que está por trás da Destruição Criativa é a inovação. De um lado a solução equaciona determinadas necessidades dos consumidores com uso com novas ferramentas, criativas, portanto, há ganhos, e de outro lado há dor, pois todo um segmento ou fatia da população pode ser afetado com as mudanças ocorridas.

Como exemplo pode ser citado à chegada das máquinas e da alta tecnologia na agricultura, portanto ganhos, e por consequência a saída do uso intensivo da mão de obra, com perda de postos de trabalho.

A introdução dos aplicativos de transportes é outro exemplo da Destruição Criativa: táxis tradicionais são substituídos por demandas via aplicativos, reduzindo os custos deste tipo de transporte.

Evidentemente que os chamados “criativos” nem sempre conseguem operar no mercado. Uma inovação, por provocar mudanças estruturais na economia, pode ser barrada com regulamentos, tributos, entre outras exigências, tanto do setor público e até mesmo por pressão daqueles que serão afetados com estas mudanças. Há uma tentativa de bloquear ou segurar por longo período avanços nesta direção.

Há muita coisa sendo pensada e enquanto você lê este artigo novas ferramentas estão sendo criadas, as quais, certamente, irão impor mudanças na estrutura da economia e na forma de agir no mundo da economia. O que mudou ao longo do tempo é a velocidade.

Se antes uma mudança tecnológica levava anos e até décadas para ser implantada, agora, em curto espaço de tempo as coisas mudam, representando para a humanidade um enorme desafio no sentido de acompanhar tais mudanças.

Na teoria da Destruição Criativa há uma única certeza: as coisas mudarão, portanto, esteja aberto ao novo. Fique atento as novas “Destruições Criativas” que estão por vir.

Reinaldo Cafeo é economista e presidente da Associação Comercial e Industrial de Bauru – ACIB.

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