Planejamento Estratégico é tema de palestra do Programa Mulher Empreendedora

No dia 19 de novembro nossa entidade recebeu a empresária, engenheira de produção e professora Alessa Berretini para ministrar a palestra Planejamento Estratégico. O encontro foi a 7ª Edição do Programa Mulher Empreendedora, realizado pela Associação Comercial e Industrial de Bauru. Confira como foi esse momento de aprendizado e networking.

Você é empresário ou está pensando em abrir um negócio? Então você precisa saber que o sucesso de uma organização envolve análise, pesquisa e gestão. O Planejamento Estratégico é essencial para o desempenho de uma empresa.  O mapeamento é o primeiro passo para alcançar suas metas. Segundo Alessa Berretini, determinar a missão, visão e valores da empresa é fundamental para iniciar a jornada no campo do empreendedorismo. 

Silvia Jacob, diretora da ACIB e coordenadora do Programa Mulher Mulher Empreendora.

A professora ressalta a importância de realizar esse processo: “Uma empresa sem planejamento é uma empresa sem um caminho definido a trilhar. “Sem um bom plano, dificilmente as empresas conseguirão se manter competitivas no mercado”, explica.

Os primeiros passos para realizar um Planejamento Estratégico

Alessa Berretini
Alessa Berretini apresenta os primeiros passos para realizar um plano estratégico de negócios.

O público recebeu as lições de Alessa com entusiasmo. A empresária Ângela Maria da Silva Carrion revela que não havia realizado um planejamento estratégico para o seu negócio: “Minha empresa tem apenas um ano e meio, sou proprietária de um centro estético animal. Foi a primeira vez que participei do projeto e nunca fiz um plano estratégico, para mim foi uma novidade e pretendo colocar em prática.”, conta.

De acordo com Alessa Berretini, o planejamento engloba vários pilares e frentes de trabalho, entre elas, inovação, marketing e gestão do conhecimento. A palestra impactou de maneira positiva a empresária Camila Vasques: “Foi uma visão moderna do planejamento estratégico, alinhado com a tecnologia e necessidades atuais. A dica mais valiosa foi nos planejarmos para atender as necessidades dos clientes, nessa nova condição, de que ele busca acesso e não posse das coisas”, diz.

Durante o encontro, a palestrante também abordou temas básicos para determinar o plano, entre eles, uma avaliação que identifica os pontos positivos e revela os riscos da empresa. “A análise SWOT que tem o objetivo de fazer uma análise interna e externa da empresa é ferramenta fundamental do planejamento, pois identifica as forças, fraquezas, oportunidades e ameaças da organização e segmento que atua”, explica Alessa. 

O tema chamou a atenção da empresária Andrea Cipriano.  Para ela, o evento foi uma oportunidade para estabelecer uma rede de contatos, além de apresentar diversas orientações para o mundo dos negócios:  “É importante acompanhar as mudanças de mercado, adequando nosso negócio ao novo estilo de vida dos consumidores.Também foi interessante a questão da análise pessoal e empresarial de nossos pontos fortes e fracos, para que possamos identificar ameaças e oportunidades”, afirma.

Projeto ACIB Mulher

O Programa Mulher Empreendedora é uma iniciativa desenvolvida pelo Projeto ACIB Mulher. O seu objetivo é promover a educação e networking para mulheres empreendedoras, empresárias, líderes empresariais, gestoras e que pretendem abrir seu próprio negócio, trocarem experiências, se atualizarem e fazerem negócios.  As palestras do Programa Mulher Empreendedora são gratuitas para associadas ACIB.

Para se associar e ter acesso ao ciclo de palestras do Mulher Empreendedora gratuitamente, além de outros serviços da ACIB, a mensalidade é de apenas R$ 42,00 e a inscrição pode ser feita neste link: Faça parte da ACIB!


Décimo terceiro: muita calma nesta hora

Décimo terceiro: muita calma nesta hora

Boa parte dos trabalhadores brasileiros receberá renda extra, o décimo terceiro salário. Como todo dinheiro recebido é preciso ter muita calma nesta hora.

Ter calma para decidir o destino do dinheiro não é sinônimo de frustrar expectativas, mas está mais que comprovado que lidar com dinheiro tem mais componente emocional do que racional.

Gerenciar este recurso extra é na prática a essência da ciência econômica: administrar a escassez, remetendo aos problemas fundamentais da economia, isto é, quando as necessidades são ilimitadas e os recursos são escassez é preciso fazer escolhas.

O trabalhador pode escolher consumir. É uma escolha, e se for esta opção mesmo assim tem que ser prudente. Alguns produtos típicos desta época assumem valores iniciais acima dos preços praticados durante o ano. Pesquisar é preciso.

Mesmo considerando que consumir toda renda extra é uma opção do trabalhador, não seria aceitável, “torrar” o dinheiro em consumo tendo alguma pendência financeira. Neste particular destaco três delas: dívida vencida, uso do limite do cheque especial e o uso do rotativo do cartão de crédito.

Utilizar o décimo terceiro para consumo deixando dívida em aberto, que é corrigida com juros elevados e ainda tendo a incidência de multa, não faz muito sentido. O mesmo raciocínio serve para o cheque especial e rotativo do cartão de crédito. São modalidades caras para simplesmente deixar de liquidá-las. Estamos falando de juros acima de 10% ao mês. Fora de qualquer propósito.

Outro ponto a ser considerado pelo consumidor é a necessidade de criar um colchão de recursos, via poupança. Algum dinheiro, no caso ao menos 15% do valor recebido, deveria ser canalizado para investimento financeiro. Dependendo do valor e prazo não precisa necessariamente aplicar na caderneta de poupança. Há opções mais rentáveis no mercado, como títulos do governo e fundos e investimentos.

Aqui vale a velha lembrança dos compromissos inevitáveis de início de ano, portanto, reservar algum dinheiro para isso é necessário.

Resumindo: é inevitável destinar parte do décimo terceiro para o consumo, afinal, festejar o fim de ano faz parte de nossa vida. Isso vale também para os gastos em viagens de férias. Mesmo assim, o racional indica que dívidas pendentes devem ser liquidadas, e na mesma linha, fazer um esforço para investir ao menos parte do dinheiro recebido.

Quando as necessidades são ilimitadas e os recursos são escassos, o que faz a diferença é a capacidade de fazer as melhores escolhas. Pratique isso!

Reinaldo Cafeo é economista e presidente da Associação Comercial e Industrial de Bauru – ACIB

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Campanha Leão Amigo divulga balanço e começa nova fase que vai até 31 de dezembro

campanha leão amigo

O valor bruto arrecadado durante a campanha Leão Amigo 2019, lançada em março deste ano pela Associação Comercial e Industrial de Bauru – ACIB, foi de R$ 444.072,00. O balanço revela um aumento de 50,3% a mais em relação à quantia de 2018, quando o município arrecadou 294.640,00.

O objetivo da campanha é destinar 3% do Imposto de Renda Pessoa Física para o Conselho Municipal da Criança e do Adolescente de Bauru. A campanha é uma iniciativa da ACIB em parceria com Receita Federal e a Secretaria Municipal do Bem-Estar Social (Sebes).

Agora o Leão Amigo entra em uma nova fase e a ACIB convida a população para participar novamente da ação até o próximo dia 31 de dezembro, quando é possível destinar 6% do Imposto de Renda (IR) aos projetos sociais da cidade.

De acordo com o Presidente da Associação, o economista Reinaldo Cafeo, a campanha lançada em março de 2019 superou as expectativas. “Em 2018, apenas 196 pessoas destinaram uma parte do seu Imposto de Renda e o total de arrecadação ficou em R$ 294.640,00.

A intenção para este ano era duplicar esse volume que será destinado às entidades assistenciais, e isso acabou mesmo acontecendo.  O que mostra que a população de Bauru está sensível às questões sociais. Essa contribuição significa muito não apenas para as pessoas de baixa renda, mas também para a sociedade como um todo”, afirmou.

O Secretário Municipal do Bem-Estar Social, José Carlos Augusto Fernandes, lembrou que a participação de todos foi fundamental para o sucesso da campanha. Ele reforçou ainda que o cidadão que fez a destinação do IR pôde indicar a Instituição ou Projeto que pretendia ajudar. “Além disso, é possível agora acompanhar no portal da Prefeitura Municipal a utilização do recurso”, declarou.

O Delegado da Receita Federal do Brasil em Bauru, Luiz Carlos Aparecido Anézio, ressaltou a importância da parceria firmada entre a Receita Federal, a ACIB e a Secretaria do Bem-Estar Social (SEBES), que resultou no aumento das arrecadações em relação aos anos anteriores. 

“Neste ano de 2019, a Receita Federal, juntamente com a ACIB, na figura de seu Presidente, Sr. Reinado Cafeo, e a Sebes, realizaram ações conjuntas para fomentar a destinação de parte de seu Imposto de Renda para o Fundo da Criança e do Adolescente. A parceria foi de fundamental importância, contribuindo assim para o incremento nas destinações com relação aos anos anteriores. Esperamos contar novamente com essa parceria para os próximos anos”, frisou Anézio.

O objetivo da campanha Leão Amigo é ampliar a arrecadação

A intenção da ACIB é ampliar ainda mais a arrecadação em 2020. A proposta é que a população faça a destinação na Declaração de Ajuste Anual (DAA) até o dia 31 de dezembro de 2019.

Quem optar pela doação até essa data pode destinar até 6% do IR ao Conselho Municipal da Criança e do Adolescente de Bauru, além de projetos de voltados para o audiovisual, esportes e idosos. Lembrando que o recolhimento deve ser feito através de guia própria, para que no próximo ano o comprovante possa ser anexado à Declaração do Imposto de Renda.

“É importante ressaltar que esta modalidade não altera o valor do IR a ser pago, apenas dá à população o direito de escolher o direcionamento deste percentual, ao invés de deixar que o Governo Federal escolha a instituição. A ACIB então começa um trabalho conjunto com a Receita Federal e a Sebes para fomentar essa campanha e assim ampliar o montante arrecadado”, declarou Cafeo.

O Secretário de Economia e Finanças da Prefeitura Municipal de Bauru, Everson Demarchi, reforçou que essa é uma ação que toda a população pode participar. “É o fechamento do exercício 2019. Então esse é o momento que as pessoas devem fazer essas destinações, esses aportes, para que ela possa no próximo ano fazer essa declaração no seu Imposto de Renda.

É importante que a população esteja consciente, para que possa auxiliar na campanha Leão Amigo, que é muito bem vista para a cidade e tem um retorno fundamental para a população bauruense”, afirmou Demarchi.

Demarchi lembrou também que a campanha traz benefícios tanto para a população quanto para as entidades assistenciais do município. “É uma campanha que auxilia todos os envolvidos, sem trazer nenhum prejuízo ou custo para o contribuinte. Colabora com a população, porque os recursos ficam no próprio município e as pessoas podem fazer o acompanhamento de onde o valor arrecadado está sendo utilizado e investido. Auxilia as entidades assistenciais da cidade, já que esses valores arrecadados aumentam a distribuição dos recursos. Já a Prefeitura não tem que destinar tantos recursos e acaba atendendo todos os projetos e entidades que precisam, ainda mais nesse momento de crise, onde é preciso investir mais no social, sem com isso onerar o contribuinte”, destacou.


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Juros em queda: foco no lado real da economia

Juros | Opinião de Reinaldo Cafeo

O atual governo, em especial o Banco Central brasileiro, tem introduzido na economia brasileira uma política monetária mais frouxa.

Tendo como pano de fundo o controle efetivo da inflação os juros nominais estão em queda livre. Em novembro de 2016, portanto, há três anos a taxa básica era de 14% ao ano. Atualmente é de 5% ao ano, com projeção de queda para 4,5% ao ano.

Além da queda na taxa nominal, observa-se queda na taxa real de juros. A taxa de juros acima da inflação que já foi superior a 3,5% ao ano, aponta para algo próximo a 1% ao ano.

Este movimento nos juros tem forçado a mudança de comportamento dos investidores. Aplicar na caderneta de poupança que rende atualmente 0,29% ao mês não cobrirá sequer a inflação. As demais aplicações em renda fixa, as mais conservadoras, renderão 0,40% ao mês, quando muito 0,48% ao mês, sendo que na maioria destas aplicações haverá a incidência do imposto de renda sobre o ganho de capital. Isso tudo indica que para obter maiores ganhos, o investidor terá que correr algum risco.

Entre arriscar em ações e outros opções de renda variável, muitos investidores passaram a considerar o lado real da economia como alternativa para rentabilizar mais seu dinheiro.

De um lado cresce o apetite por imóveis. Obter 0,5% de rendimento ao mês em aluguel de imóvel passou a ser atrativo. Se este rendimento for acompanhado da valorização do imóvel, haverá uma combinação perfeita.

Além dos imóveis, muitos investidores analisam investir em empresas. Neste caso, preferem as franquias, posto que estas tendem a indicar menos risco ao capital investido, afinal, o empreendedor pagará pelo know how do franqueador. Uma boa franquia vem acompanhada de um plano de negócios, com definição clara da estrutura administrativa, financeira, jurídica, contábil, de processos, de suprimentos e de vendas. Tanto o prazo de retorno como a taxa de retorno são indicadores prévios que permitem avaliar o nível de risco assumido.

Esta mudança de comportamento dos investidores é muito positiva para o País. Os ganhos financeiros, no lado monetário da economia, sempre foram privilegiados no Brasil. O lado real da economia, por apresentar maiores riscos, foi priorizado por poucos empreendedores.

Como o Brasil está em reconstrução há ainda muito a fazer, principalmente no tocante a sustentação do crescimento econômico e na segurança jurídica, mas não há dúvida que o olhar dos investidores já não é o mesmo, ou seja, ganhos nos mercados financeiro e de capitais, e os projetos dos empreendedores, podem sair do papel.

O desejo é que, o movimento que vem ocorrendo agora seja mais do que uma alternativa ao mercado financeiro, seja uma tendência de longa duração.

Reinaldo Cafeo é economista e presidente da Associação Comercial e Industrial de Bauru – ACIB

13º salário vai injetar mais de R$ 300 milhões na economia bauruense

pagamento do 13º salário

O pagamento do 13º salário vai aquecer a economia de Bauru neste final de ano. A previsão, realizada pela Associação Comercial de Bauru – ACIB, calcula que serão injetados na cidade R$ 312 milhões através do abono salarial.

A estimativa foi elaborada pelo Presidente da ACIB, o economista Reinaldo Cafeo. “O pagamento do 13º salário tem grande impacto sobre o comércio, refletindo-se diretamente nas vendas”, observa. 

A boa notícia para os varejistas é que o dinheiro deve começar a circular pela economia local a partir da próxima semana. A maior parte dos trabalhadores receberá a primeira parcela do pagamento, que corresponde a 50% do 13º salário, até o dia 30 de novembro. O restante deverá ser pago até o dia 20 de dezembro.

Como os trabalhadores vão gastar seu abono salarial

Segundo o levantamento, os eletrônicos, calçados e vestuário são os itens  de destaque entre as preferências dos consumidores. Os entrevistados apontam que cerca de 80% desta renda adicional será destinada ao consumo.

O valor médio por compra é de  R$ 110,00. Uma pequena parcela de indivíduos deve gastar seu 13º salário com viagens. “Os valores deverão ser usados para a compra de bens não duráveis, no lazer e alimentação, o que ajuda a aquecer o comércio neste período”, explica o Presidente da ACIB.

O pagamento do 13º é uma oportunidade para os trabalhadores que desejam quitar suas dívidas. Além dos bens de consumo, os bauruenses vão utilizar o 13º salário  para o pagamento de dívidas vencidas, e outra parte deve reservar o dinheiro para as despesas no início do próximo ano.

“Mesmo quando usado para quitar dívidas, o 13º salário é bom para os varejistas, uma vez que os valores retornam ao mercado consumidor, animando a economia”, revela Cafeo.


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Programa Emprego Verde e Amarelo

Programa Verde e Amarelo

O governo Federal lançou, via Medida Provisória, o Programa Emprego Verde e Amarelo. Tendo como panos de fundo o desemprego, o crescimento da informalidade e ainda a desigualdade de renda, o programa visa oportunizar o primeiro emprego aos jovens brasileiros de 18 a 29 anos.

Ao limitar o nível de renda em 1,5 salário mínimo, reduzir de 20% para zero a alíquota patronal do INSS, derrubar o FGTS de 8% para 2%, bem como reduzir a multa por dispensa sem justa causa de 40% do FGTS para 20%, o governo espera que com menores encargos as empresas se sintam estimuladas a oferecer este primeiro emprego.

Vale destacar que esta condição tem prazo de validade: dois anos, depois disso o trabalhador terá os direitos atuais.

Ao longo dos anos foi incorporada uma série de benefícios aos trabalhadores, que se transformou em limitador do emprego. Estudos apontam, dependendo do setor analisado, que cada funcionário contratado por R$ 1.000,00 custa o dobro deste valor para a empresa. O funcionário leva pouco e o empreendedor gasta muito.

Neste contexto vem sempre a discussão: abrir mão dos benefícios ou não? É evidente que o meio sindical que representa os trabalhadores não aceita que haja mudanças no formato atual, e se pudessem ampliariam os benefícios, por outro lado, o empreendedor ao colocar todos os custos na ponta do lápis conclui que deve ter menos colaboradores do que efetivamente desejava.

É tema polêmico, mas precisa ser enfrentado. Quando comparamos o custo da mão obra brasileira e sua produtividade, com outros Países, os mais desenvolvidos, fica evidente que algo está errado no Brasil.

O chamado custo Brasil tira competitividade de nossos produtos e ainda gera travas na geração mais firme de emprego.

O Programa Emprego Verde Amarelo flexibiliza em parte esta situação. Não será a solução do desemprego, mas pode ser considerado um avanço. Certamente haverá e já vem tendo questionamentos quanto ao sua legalidade, notadamente ao diferenciar a idade na contratação e tratar temas importantes como as alíquotas do FGTS via Medida Provisória, mas é fato que o modelo atual se esgotou.

Em sociedade moderna não estar aberto ao novo é no mínimo não querer aceitar a realidade das coisas.

Como disse Paulo Guedes, Ministro da Economia, “os liberais não são revolucionários, são evolucionários”, portanto, se efetivamente o Brasil quiser implantar uma nova matriz econômica, o enfrentamento de questões estruturais como os encargos trabalhistas, se faz necessário.

Que os jovens possam ter seu primeiro emprego: o Programa Emprego Verde e Amarelo é um passo importante para isso.

Reinaldo Cafeo é economista e presidente da Associação Comercial e Industrial de Bauru – ACIB.

Pelo fim do voo de galinha

Pelo fim do voo de galinha - Artigo de Reinaldo Cafeo

O Brasil observa um período de reformas estruturais. A aprovação da reforma da previdência, que conterá a escalada do déficit nas contas públicas, foi um primeiro e importe passo. Não obstante ser uma das maiores reformas já aprovada no Brasil ela isoladamente não sustentará o crescimento econômico.

A equipe econômica, comandada pelo Economista Paulo Guedes sabe disso, e apresentou uma série de propostas para na direção de garantir a sustentação aqui mencionada.

Mesmo ficando de fora duas importantes reformas, a administrativa e a tributária (serão apresentadas em breve), o pacto federativo, a emergência fiscal e a revisão da vinculação de receitas, são importantes instrumentos para colocar o País em um patamar econômico mais elevado.

São Propostas de Emenda Parlamentar (PECs) que, uma vez aprovadas no Congresso Nacional, aliviarão o peso do Estado na economia.

De um lado o pacto federativo visa fortalecer o papel dos Estados e Municípios, garantindo recursos orçamentários, sem a burocracia hoje existente, de outro lado a implantação de gatilhos automáticos de contenção de gastos públicos, prevista na emergência fiscal, garantirá ao longo do tempo que em tempos de crise haja contenção dos gastos públicos.

Tem ainda a busca por mais autonomia na destinação dos recursos públicos, garantindo que as políticas públicas estejam mais próximas das necessidades do cidadão.

Evidentemente que o Congresso irá questionar alguns pontos, suprir uns e acrescentar outros, mas se efetivamente o Brasil quer abandonar o chamado voo da galinha (e galinha não voa) o caminho a ser trilhado é este.

Quando as reformas administrativa e tributária forem apresentadas, haverá uma consolidação das propostas. Isso sem falar do processo de privatização.

É desejável um Estado mais enxuto, com mais produtividade. É desejável um sistema tributário justo e simples e é desejável um setor privado forte.

Mesmo com negociações com o Congresso Nacional, legítimas em um País democrático, é bom saber que o governo Bolsonaro, mesmo com muitos erros, não perdeu a mão no tocante ao modelo econômico que preconizou implantar no Brasil.

Aos poucos a sustentação econômica virá, e com ela, a geração de riqueza, e a queda no nível de desemprego.

É preciso paciência, mas tudo aponta para um caminho seguro.

Reinaldo Cafeo é economista e presidente da Associação Comercial e Industrial de Bauru – ACIB.