Pelo fim do voo de galinha - Artigo de Reinaldo Cafeo

Pelo fim do voo de galinha

O Brasil observa um período de reformas estruturais. A aprovação da reforma da previdência, que conterá a escalada do déficit nas contas públicas, foi um primeiro e importe passo. Não obstante ser uma das maiores reformas já aprovada no Brasil ela isoladamente não sustentará o crescimento econômico.

A equipe econômica, comandada pelo Economista Paulo Guedes sabe disso, e apresentou uma série de propostas para na direção de garantir a sustentação aqui mencionada.

Mesmo ficando de fora duas importantes reformas, a administrativa e a tributária (serão apresentadas em breve), o pacto federativo, a emergência fiscal e a revisão da vinculação de receitas, são importantes instrumentos para colocar o País em um patamar econômico mais elevado.

São Propostas de Emenda Parlamentar (PECs) que, uma vez aprovadas no Congresso Nacional, aliviarão o peso do Estado na economia.

De um lado o pacto federativo visa fortalecer o papel dos Estados e Municípios, garantindo recursos orçamentários, sem a burocracia hoje existente, de outro lado a implantação de gatilhos automáticos de contenção de gastos públicos, prevista na emergência fiscal, garantirá ao longo do tempo que em tempos de crise haja contenção dos gastos públicos.

Tem ainda a busca por mais autonomia na destinação dos recursos públicos, garantindo que as políticas públicas estejam mais próximas das necessidades do cidadão.

Evidentemente que o Congresso irá questionar alguns pontos, suprir uns e acrescentar outros, mas se efetivamente o Brasil quer abandonar o chamado voo da galinha (e galinha não voa) o caminho a ser trilhado é este.

Quando as reformas administrativa e tributária forem apresentadas, haverá uma consolidação das propostas. Isso sem falar do processo de privatização.

É desejável um Estado mais enxuto, com mais produtividade. É desejável um sistema tributário justo e simples e é desejável um setor privado forte.

Mesmo com negociações com o Congresso Nacional, legítimas em um País democrático, é bom saber que o governo Bolsonaro, mesmo com muitos erros, não perdeu a mão no tocante ao modelo econômico que preconizou implantar no Brasil.

Aos poucos a sustentação econômica virá, e com ela, a geração de riqueza, e a queda no nível de desemprego.

É preciso paciência, mas tudo aponta para um caminho seguro.

Reinaldo Cafeo é economista e presidente da Associação Comercial e Industrial de Bauru – ACIB.

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