ACIB Negócios é lançado com forte adesão do empresariado local

ACIB Negócios

A Associação Comercial e Industrial de Bauru – ACIB – lançou no dia 28 de janeiro, o projeto “ACIB Negócios”. O evento foi realizado no auditório da entidade e contou com a presença de mais de 100 inscritos, que lotaram o local.

Formado em sua maioria por empresários locais e regionais, o público ouviu atentamente as explicações do projeto, feitas pelo presidente da ACIB, economista Reinaldo Cafeo.

Em sua apresentação, Cafeo detalhou as perspectivas de crescimento dos negócios e do País este ano e as oportunidades que todos as empresas poderão ter com o ambiente que está sendo criado pela Associação.

“O ACIB Negócios é uma proposta de aglutinar em um só local muito do que já existe em situações de networking, mas com as características que só uma entidade forte e representativa pode oferecer. Vamos ter ainda diferenciais, como uma plataforma de negócios onde já estão cadastrados todos os sócios e seus serviços/produtos (www.acibnegócios.com.br); um grupo de WhatsApp com regras claras de postagem apenas de negócios; e as reuniões onde os micro, e pequenos empresários poderão oferecer seus produtos e serviços para as grandes marcas” explicou Cafeo.

“O melhor de tudo isso é que o Associado da ACIB não pagará nada além da mensalidade para participar. Ou seja, é uma chance de ouro de incremento real dos negócios a custo zero”, completou o presidente.

Após as apresentações, que contou também com explanações da equipe de assessoria da ACIB sobre o funcionamento da plataforma e a dinâmica dos encontros do projeto, foi oferecido um coquetel aos presentes.

Próximo encontro do ACIB Negócios

O ACIB Negócios contará com eventos presenciais realizados mensalmente para gerar oportunidades de negócios. O primeiro, chamado Café & Networking, será realizado no dia 19 de fevereiro no Ibis Styles Bauru.

Para participar do ACIB Negócios, basta ser sócio da entidade. Não associados poderão participar do primeiro evento com observadores e assim decidir por se associarem para participarem dos próximos.

As inscrições para o Café & Networking estão abertas no Sympla: http://bit.ly/acibnegocioscafe1902. Mais informações sobre o projeto podem ser obtidas pelo WhatsApp (14) 99735 – 4610 ou pelo telefone (14) 3223 – 8455.

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Coronavirus e a economia: é hora de prudência

Reinaldo Cafeo analisa o impacto do coronavirus na economia

O mundo econômico é dinâmico e de uma hora para outra o ambiente de negócios muda. Eventos internacionais têm repercussão instantânea e em tempos de redes sociais e veiculação instantânea das notícias, tudo ocorre em elevada velocidade.

Analisando as variáveis econômicas no tocante ao desempenho econômico brasileiro, tudo aponta para um ano de recuperação, podendo atingir o dobro de crescimento se comparado ao ano passado.

Não obstante esta constatação todos tentam avaliar qual a dimensão e consequências do coronavirus para a humanidade e em particular para a economia.

É cedo ainda para conclusões, mas o ambiente é no mínimo perturbador. De um lado vidas humanas sendo ceifadas e os governos tentando bloquear a proliferação do coronavirus, de outro lado, a já sentida menor mobilidade das pessoas e a projeção de queda no crescimento econômico mundial.

A constatação mais rápida e mais instantânea vem do nervosismo do denominado “lado monetário” da economia. Indicadores de curto prazo, como desempenho da Bolsa de Valores, cotação da moeda estrangeira, taxa de juros de títulos públicos, entre outros, estão extremamente voláteis e quem se precipitar nas decisões pode perder muito dinheiro.

O reforço é sempre para ser prudente. Quem estuda economia exercita sua capacidade de abstração, para que, estrategicamente, possa pensar “fora da caixa”.

Tudo que vem ocorrendo é grave? Sim. Pode ser mais grave ainda? Somente o tempo dirá, mas a prudência mencionada faz com que tenhamos cautela, mas em momento algum devemos perder o foco.

As metas para este ano foram traçadas. Nossa carreira e nossos negócios estão em pleno voo. Não é momento de atos heroicos e tampouco de alterar de maneira contundente o que foi planejado para este ano.

É certo que alguns instrumentos de controle macroeconômico estão sendo utilizados em seu limite, como por exemplo, a política monetária mais frouxa (tanto no Brasil como em vários Países do mundo), mas também é certo que é possível, de maneira centrada, minimizar os efeitos deste momento em que o mundo passa. Há instrumentos para isso.

Em resumo: em tempos de turbulência, não é momento de atos heroicos, e como colocado, é hora de ser prudente. Pratique seu lado estrategista.

Reinaldo Cafeo é economista e presidente da Associação Comercial e Industrial de Bauru – ACIB.

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Novo projeto da ACIB foca networking e novos negócios

Reinaldo Cafeo e Paulo Milreu falam sobre networking no Projeto ACIB Negócios.

Artigo publicado pelo Jornal da Cidade em 26/01/2020

Com o objetivo de estimular o networking entre empresários e fomentar negócios, a Associação Comercial e Industrial de Bauru (ACIB) lançará, nesta terça-feira (28), o ‘ACIB Negócios’, considerado pela entidade um de seus mais significativos projetos voltados ao empreendedorismo.

O coquetel de lançamento será a partir das 19h30, na sede da associação. Presidente da ACIB, o economista Reinaldo Cafeo explica que o projeto promoverá encontros mensais, em três frentes distintas, além de disponibilizar um portal e um aplicativo, que poderá ser baixado por qualquer cidadão que quiser acompanhar as novidades.

O ‘ACIB Negócios’ irá beneficiar os cerca de 350 associados da entidade, bem como empreendedores não-sócios, que terão acesso a algumas ferramentas. “A ideia fundamental é criar oportunidades de venda para estes empresários. Um poderá vender para o outro e as plataformas digitais também darão visibilidade aos produtos para o consumidor comum”, detalha.

Além de movimentar a economia, a intenção é ampliar o número de associados. Por isso, a entidade irá oferecer diferentes níveis de serviços para empresas sócias e não-sócias.

Cafeo explica que os encontros presenciais serão realizados em três modelos, um a cada mês: o primeiro será para as empresas divulgarem seus produtos, o segundo para a realização de rodadas de negócios e o terceiro para que uma empresa âncora, de maior porte, fique em contato com potenciais fornecedores.

FERRAMENTAS

As reuniões começam já em fevereiro. “Quem não for associado poderá participar como observador, podendo se associar a qualquer momento para começar a participar ativamente dos encontros”, acrescenta o economista.

Já no portal www.acibnegocios.com.br, os empresários poderão divulgar a realização de cursos, a abertura de um negócio, produtos, entre outras possibilidades. “O conteúdo do portal será público, ou seja, qualquer pessoa poderá acessar. E o empresário terá total controle sobre o que será divulgado”, detalha Paulo Milreu, assessor da ACIB.

O mesmo material será disponibilizado no aplicativo ‘ACIB Negócios’, disponível para sistemas Android e iOS. De acordo com Cafeo, o serviço será gratuito para sócios – não-sócios poderão aderir a planos, de acordo com o tipo de divulgação que desejarem fazer.

Os interessados em conhecer mais sobre o projeto ‘ACIB Negócios’ no coquetel de lançamento do dia 28 devem fazer inscrição antecipada pelo www.sympla.com.br ou pelo telefone (14) 3223-8134. As vagas são limitadas

Tisa Moraes , repórter do Jornal da Cidade.

Estabeleça a condição ceteris paribus

Entenda o que é a condição ceteris paribus

A condição ceteris paribus é usada na economia para fazer uma análise de mercado levando em conta a influência de um fator sobre outro, sem que as demais variáveis sofram alterações, como por exemplo, poder afirmar que o preço de um produto sobe a demanda por este produto cai, sem que nenhuma outra variável, além do preço e quantidade do produto, interfira.

Qual é a ideia para sua reflexão? Vamos focar em seu negócio, na sua profissão, enfim, em quem opera o mercado de bens e serviços. 

O ambiente internacional está conturbado. De impeachment de Trump, a guerra comercial, passando pelo conflito Estados Unidos e Irã, até o perigo de pandemia do vírus corona, interferem nos negócios. Isso sem falar das crises dos Países vizinhos.

A Bolsa de Valores é abalada, a cotação das ações sobe, em seguida caem, o dólar tem seu preço elevado, depois se estabiliza, enfim, indicam comportamento sem nenhum tipo de tendência. 

Neste momento precisamos nos concentrar em nossos negócios. Mentalize o seguinte: vamos em frente “ceteris paribus”. Darei foco no negócio e na minha profissão “ceteris paribus”.

O ambiente de negócios está favorável. Inflação controlada, juros em queda, confiança dos agentes econômicos em alta, tudo isso levando a projeções de crescimento econômico acima de 2% em termos reais e algo próximo a 6% em termos nominais.

Estabelecer a condição ceteris paribus não é abstrair, não é deixar de considerar o que acontece no Brasil e no mundo, mas sim focar no que mais importante pode impactar sua vida profissional, quer como empreendedor, quer como funcionário das organizações.

Para ilustrar tomemos como exemplo a Bolsa de Valores. O Ibovespa, principal índice da Bolsa brasileira é composta por uma carteira teórica que pode chegar a 71 ativos. Não é nada, diante da magnitude do mercado brasileiro. E tem mais um detalhe: as três principais ações que compõem o Ibovespa representam mais de 20% do total do índice. Uma queda ou alta na Bolsa pode ser um termômetro do ambiente econômico, mas não é conclusiva em si.

Resumindo: aposte em seu negócio e na sua carreira. Estabeleça estratégias adequadas. Gaste tempo e energia na capacitação profissional. Tenha por perto gente competente e otimista e estabeleça metas e indicadores, avaliando o desempenho permanentemente.

Os fracos esmorecem com o noticiário econômico, os fortes abstraem conscientemente o que ocorre neste mesmo noticiário, e fazem sua empresa e sua carreira crescerem.

Em seus negócios e em sua carreira use sempre a condição ceteris paribus. Vale a pena abstrair: os resultados virão. 

Reinaldo Cafeo é economista e presidente da Associação Comercial e Industrial de Bauru – ACIB.

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Continue apostando no crescimento econômico

Continue apostando no crescimento econômico

Passados os primeiros dias de 2020 é possível manter a previsão de que a economia brasileira deve crescer acima de 2% neste ano e este crescimento se dará pelo incremento do consumo das famílias e pelo aumento nos investimentos produtivos.

Esta constatação é alicerçada em algumas premissas importantes. A primeira é que dentro da matriz macroeconômica que define o Produto Interno Bruto (a geração de riquezas do País) pelo lado da demanda, a variável consumo das famílias que pesa dois terços do valor total tem potencial de crescimento, inclusive com elevação da confiança do consumidor.

Diferentemente do estímulo ao consumo implementado no governo do PT, na gestão de Dilma Rousseff, em que o estímulo foi artificial, ou seja, sem controle inflacionário e sem sustentação técnica, atualmente a coisa é mais consistente.

A inflação, apesar do recente repique, está baixa. A taxa de juros básica está no menor patamar da história e ainda a taxa real de juros (juros acima da inflação) também é menor já praticada no País.

Em outras palavras, o crédito está mais barato pela formação dos juros no mercado e não por decisão política. Como o consumo é puxado pela renda e crédito, é consistente a análise que o consumo das famílias ajudará no crescimento econômico. Lembrando que juros menores desestimulam a poupança e estimulam as compras a prazo. Além disso o emprego começa a voltar.

A outra importante variável, que passados os primeiros dias de 2020 também se confirma como indutora do crescimento econômico, são os investimentos produtivos.

O País, depois de muitos anos oferecendo aos rentistas excelente retorno financeiro (bastava aplicar o dinheiro no mercado financeiro), convive com uma nova realidade: ganhos maiores virão do setor produtivo.

Quando, por exemplo, são canalizados recursos para o mercado acionário, é a aposta no setor produtivo. O investidor confia nas empresas e que estas darão retorno. Mas o movimento que trará reflexo positivo no mercado de bens e serviços, é a destinação de recursos para as empresas diretamente.

Neste contexto investir, por exemplo, em imóveis, portanto investimentos na construção civil, passa a ser prioridade. Aqui o indicativo é que os investimentos em vários setores, e não somente na construção civil, saiam das gavetas e os projetos de aquisição e expansão sejam implementados.

Evidentemente que nem todos sentirão os resultados positivos na mesma magnitude e ao mesmo tempo. Empresas que operam o setor externo conviverão com oscilações.

O próprio mercado de trabalho tem um longo caminho até que o emprego formal chegue no grosso da população, isso sem falar na continuidade em levar em frente as necessárias reformas do Estado, entre elas a administrativa e tributária.

Se há alguns dias a aposta era positiva, de lá para cá pouca coisa mudou, e por mais céticos que alguns agentes econômicos sejam, quem opera o mercado em seu dia a dia já sentiu o bom ritmo da economia.

Agora é esperar que os agentes políticos não atrapalhem ou retardam a necessária recuperação econômica. Se depender dos agentes econômicos, os empreendedores, os trabalhos, enfim, aqueles que efetivamente constroem a riqueza deste País, o crescimento econômico será realidade nesse ano, confirmando as previsões iniciais.

Reinaldo Cafeo é economista e presidente da Associação Comercial e Industrial de Bauru – ACIB.

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Projeções da ACIB apontam cotação do dólar entre R$ 4 e R$ 4,15 em 2020

cotação do dólar em 2020

Empresários, turistas e economistas estão sempre de olho na cotação do dólar, mas esse valor é também muito importante para o mercado, já que o preço alguns de nossos produtos seguem a cotação internacional. Por essa razão, a Associação Comercial e Industrial de Bauru (ACIB) vêm fazendo análises da conjuntura econômica e projeções para 2020.

Algumas variáveis podem influenciar no valor do dólar, como as eleições presidenciais americanas, o acordo entre Estados Unidos e China e a situação econômica sul-americana.

Mas de acordo com o presidente da ACIB, o economista Reinaldo Cafeo, o cenário mostra-se positivo para o Brasil, com um valor variando entre R$ 4 e R$ 4,15.

         “É muito possível, dadas as condições que nós estamos projetando para a economia brasileira, com um crescimento econômico na ordem dos 2,5%, que haja uma valorização do real frente ao dólar,” afirma Cafeo. “É possível que, em algum momento durante o ano de 2020, essa cotação do dólar caia, mas podemos trabalhar com alguma coisa próxima de R$ 4,10 chegando eventualmente a R$ 4,15.”

         Ele lembra, contudo, que é difícil prever essa cotação com precisão, uma vez que muitas variáveis podem influenciar o comportamento de quem compra e vende dólares, tornando complicado estruturar isso no modelo econômico.

Entretanto, considerando uma situação de normalidade, sem problemas com o governo central ou a equipe econômica, a tendência é que o real seja fortalecido.

         “Para você, turista, pode ser um bom ano para viagens internacionais. Para você, importador e exportador, mais do que ter um câmbio nas alturas, com ele equilibrado e previsível é muito mais fácil fazer negócios no mercado internacional,” conclui Cafeo.

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Não perca o foco e contenha a ansiedade

Artigo de Reinaldo Cafeo sobre ansiedade

Não sei se está acontecendo com você, mas passados os festejos de fim de ano, as atividades voltaram a todo vapor.

O risco que todos nós corremos é o de perder foco naquilo que projetamos como metas para este ano ou querer realizar tudo de uma única vez. Se fizer assim, o resultado não será o esperado.

É fundamental traçar poucas, mas importantes metas. Para obter os resultados esperados é preciso ir por etapas. Uma casa não ficará pronta se não tiver bom alicerce. Não adianta inverter a lógica que não dará certo.

Afinal o que você pretende realizar em 2020? Isso vale tanto para sua atuação profissional, como do ponto de vista pessoal. Quem não estabelece metas, fica perdido, sem saber ao certo para onde ir. Seja racional e sincero em seus propósitos.

O outro fator a controlar é ansiedade. Por vezes atropelamos o processo, e trocamos etapas, o que resulta ou em retrabalho, ou em algo inacabado.

Tudo isso tem que ser trabalhado dentro da velocidade adequada, o que não é tarefa fácil, afinal, em uma sociedade de consumo como a nossa, por vezes o meio nos impõe um ritmo que não somos capazes de nos adaptar.

O ambiente econômico está favorável. Os recentes conflitos externos abalaram em parte a confiança dos agentes econômicos, mas tudo indica que será de curta duração.

O Brasil tem tudo para crescer economicamente. Não será um desempenho que tire todo o atraso dos últimos de recessão e baixo crescimento econômico, mas é possível que dobremos o desempenho se comparado ao ano passado.

Isso exigirá de todos nós capacidade de mudar estratégias rapidamente, dando maior ou menor velocidade, dependendo dos resultados alcançados e da sinalização do mercado em que atuamos.

Isso poderá refletir de forma positiva em sua vida pessoal. Mais riqueza gerada, maior a possibilidade em criar valor e evidentemente melhorar sua qualidade de vida.

Por sinal, se tem algo que precisamos nos policiar, e até fazer parte de nossas metas, é priorizar a qualidade de vida em nosso dia a dia. De que vale o acúmulo de riqueza, sem que possamos, com saúde, usufruir disso? De que vale tudo isso se não praticarmos o senso coletivo?

Insisto: não deixe que a rotina tire seu foco e tenha senso crítico suficiente para conter sua ansiedade.

Com bons propósitos, controle emocional e determinação os resultados virão.

Reinaldo Cafeo é economista e presidente da Associação Comercial e Industrial de Bauru – ACIB.

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Projetando o desempenho econômico de 2020

Desempenho econômico de 2020

Passadas as festas de fim de ano é hora de projetar o possível desempenho da economia brasileira para 2020. Para estabelecer bases para as projeções vamos avaliar o que nos espera utilizando a matriz macroeconômicas, neste caso, analisaremos o Produto Interno Bruto pelo lado da demanda.

Antes das projeções, vale considerar que os dados mais recentes no tocante à performance da economia brasileira são positivos, e os vários indicadores macroeconômicos alicerçam projeções mais otimistas para 2020.

Entre os bons indicadores destacamos: a inflação controlada, os juros baixos, o efeito fiscal da Reforma da Previdência, as medidas de liberdade econômica, a geração de emprego, entre outros. Isso tudo criou o que podemos denominar de um bom ambiente de negócios.

Vamos as projeções. Quando avaliamos a matriz macroeconômica pelo lado da demanda, ela leva em conta a somatória do consumo das famílias, dos investimentos produtivos, dos gastos do governo, e ainda o volume de exportações subtraindo deste volume as importações (o saldo da balança comercial).

O consumo das famílias é movido por duas variáveis: renda e crédito. Aos poucos o emprego vem voltando, mas ainda são milhões de brasileiros desempregados. Porém, a queda na taxa de juros têm impactado o comportamento dos consumidores em dois aspectos: o primeiro deles é a menor atratividade na aplicação financeira conservadoras e, portanto, as pessoas com excedentes financeiros podem optar por consumir, o segundo aspecto são os consumidores que, não possuindo excedentes financeiros, demandam crédito e, uma vez que a taxa de juros é menor, podem antecipar as compras via crediário, notadamente adquirindo bens duráveis.

Então a variável consumo deve ser muito importante para gerar crescimento da economia, sendo que esta variável representa dois terços do PIB. Os investimentos produtivos também estão voltando. Os últimos números de 2019 foram muito positivos e esse olhar fora do mercado financeiro também vai ser importante para isso.

O que vem acontecendo?

Com menor remuneração das aplicações financeiras conservadoras, a opção por investir em imóveis passou a ser atrativa, tanto que o crescimento do setor da construção civil pode chegar a 3% ano que vem. Abre-se espaço também para os recursos disponíveis sejam canalizados para o setor produtivo, investindo em empresas, na ampliação da planta física, na aquisição de equipamentos e até na busca por franquias.

Então é possível que nós tenhamos uma retomada da economia também via variável investimento. Quanto aos “gastos do governo” a expectativa é menor, à medida que o governo vai continuar tentando segurar os gastos públicos. Já as exportações não estão no volume que o País necessita, e ainda Brasil possui pauta de exportação fraca, porque é muito centrada em commodities, e mesmo com o acordo comercial entre China e Estados Unidos, é possível projetar saldo comercial positivo.  

Em resumo: serão três grandes variáveis puxando o crescimento no ano que vem – o consumo das famílias, os investimentos produtivos, e o saldo líquido da balança comercial. Com isso é possível um crescimento na ordem de 2,2% a 2,5% acima da inflação, ou seja, crescimento real. O crescimento nominal (sem descontar a inflação projetada para 2020) será próximo de 6% para o ano que vem.  

Evidentemente que para consolidar estas projeções e obter o alicerce necessário para sustentar o crescimento e o País não enfrentar nenhum revés, pelo menos duas reformas têm que ser iniciadas no próximo ano: a reforma administrativa, tornando o Estado um pouco mais leve, mais enxuto, e a reforma tributária, para que efetivamente o Brasil saia dessa complexidade que é o sistema tributário. Isso sem contar que ocorram menos pressões internacionais.

Enfim, 2020 será um ano de recuperação e é possível ser otimista quanto desempenho econômico. Vale destacar que o País está distante de recuperar todo o tempo perdido, mas será um ano positivo, projetando crescimento econômico em praticamente o dobro do desempenho econômico de 2019.

Reinaldo Cafeo é economista e presidente da Associação Comercial e Industrial de Bauru – ACIB.

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