Estabeleça a condição ceteris paribus

Entenda o que é a condição ceteris paribus

A condição ceteris paribus é usada na economia para fazer uma análise de mercado levando em conta a influência de um fator sobre outro, sem que as demais variáveis sofram alterações, como por exemplo, poder afirmar que o preço de um produto sobe a demanda por este produto cai, sem que nenhuma outra variável, além do preço e quantidade do produto, interfira.

Qual é a ideia para sua reflexão? Vamos focar em seu negócio, na sua profissão, enfim, em quem opera o mercado de bens e serviços. 

O ambiente internacional está conturbado. De impeachment de Trump, a guerra comercial, passando pelo conflito Estados Unidos e Irã, até o perigo de pandemia do vírus corona, interferem nos negócios. Isso sem falar das crises dos Países vizinhos.

A Bolsa de Valores é abalada, a cotação das ações sobe, em seguida caem, o dólar tem seu preço elevado, depois se estabiliza, enfim, indicam comportamento sem nenhum tipo de tendência. 

Neste momento precisamos nos concentrar em nossos negócios. Mentalize o seguinte: vamos em frente “ceteris paribus”. Darei foco no negócio e na minha profissão “ceteris paribus”.

O ambiente de negócios está favorável. Inflação controlada, juros em queda, confiança dos agentes econômicos em alta, tudo isso levando a projeções de crescimento econômico acima de 2% em termos reais e algo próximo a 6% em termos nominais.

Estabelecer a condição ceteris paribus não é abstrair, não é deixar de considerar o que acontece no Brasil e no mundo, mas sim focar no que mais importante pode impactar sua vida profissional, quer como empreendedor, quer como funcionário das organizações.

Para ilustrar tomemos como exemplo a Bolsa de Valores. O Ibovespa, principal índice da Bolsa brasileira é composta por uma carteira teórica que pode chegar a 71 ativos. Não é nada, diante da magnitude do mercado brasileiro. E tem mais um detalhe: as três principais ações que compõem o Ibovespa representam mais de 20% do total do índice. Uma queda ou alta na Bolsa pode ser um termômetro do ambiente econômico, mas não é conclusiva em si.

Resumindo: aposte em seu negócio e na sua carreira. Estabeleça estratégias adequadas. Gaste tempo e energia na capacitação profissional. Tenha por perto gente competente e otimista e estabeleça metas e indicadores, avaliando o desempenho permanentemente.

Os fracos esmorecem com o noticiário econômico, os fortes abstraem conscientemente o que ocorre neste mesmo noticiário, e fazem sua empresa e sua carreira crescerem.

Em seus negócios e em sua carreira use sempre a condição ceteris paribus. Vale a pena abstrair: os resultados virão. 

Reinaldo Cafeo é economista e presidente da Associação Comercial e Industrial de Bauru – ACIB.

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Continue apostando no crescimento econômico

Continue apostando no crescimento econômico

Passados os primeiros dias de 2020 é possível manter a previsão de que a economia brasileira deve crescer acima de 2% neste ano e este crescimento se dará pelo incremento do consumo das famílias e pelo aumento nos investimentos produtivos.

Esta constatação é alicerçada em algumas premissas importantes. A primeira é que dentro da matriz macroeconômica que define o Produto Interno Bruto (a geração de riquezas do País) pelo lado da demanda, a variável consumo das famílias que pesa dois terços do valor total tem potencial de crescimento, inclusive com elevação da confiança do consumidor.

Diferentemente do estímulo ao consumo implementado no governo do PT, na gestão de Dilma Rousseff, em que o estímulo foi artificial, ou seja, sem controle inflacionário e sem sustentação técnica, atualmente a coisa é mais consistente.

A inflação, apesar do recente repique, está baixa. A taxa de juros básica está no menor patamar da história e ainda a taxa real de juros (juros acima da inflação) também é menor já praticada no País.

Em outras palavras, o crédito está mais barato pela formação dos juros no mercado e não por decisão política. Como o consumo é puxado pela renda e crédito, é consistente a análise que o consumo das famílias ajudará no crescimento econômico. Lembrando que juros menores desestimulam a poupança e estimulam as compras a prazo. Além disso o emprego começa a voltar.

A outra importante variável, que passados os primeiros dias de 2020 também se confirma como indutora do crescimento econômico, são os investimentos produtivos.

O País, depois de muitos anos oferecendo aos rentistas excelente retorno financeiro (bastava aplicar o dinheiro no mercado financeiro), convive com uma nova realidade: ganhos maiores virão do setor produtivo.

Quando, por exemplo, são canalizados recursos para o mercado acionário, é a aposta no setor produtivo. O investidor confia nas empresas e que estas darão retorno. Mas o movimento que trará reflexo positivo no mercado de bens e serviços, é a destinação de recursos para as empresas diretamente.

Neste contexto investir, por exemplo, em imóveis, portanto investimentos na construção civil, passa a ser prioridade. Aqui o indicativo é que os investimentos em vários setores, e não somente na construção civil, saiam das gavetas e os projetos de aquisição e expansão sejam implementados.

Evidentemente que nem todos sentirão os resultados positivos na mesma magnitude e ao mesmo tempo. Empresas que operam o setor externo conviverão com oscilações.

O próprio mercado de trabalho tem um longo caminho até que o emprego formal chegue no grosso da população, isso sem falar na continuidade em levar em frente as necessárias reformas do Estado, entre elas a administrativa e tributária.

Se há alguns dias a aposta era positiva, de lá para cá pouca coisa mudou, e por mais céticos que alguns agentes econômicos sejam, quem opera o mercado em seu dia a dia já sentiu o bom ritmo da economia.

Agora é esperar que os agentes políticos não atrapalhem ou retardam a necessária recuperação econômica. Se depender dos agentes econômicos, os empreendedores, os trabalhos, enfim, aqueles que efetivamente constroem a riqueza deste País, o crescimento econômico será realidade nesse ano, confirmando as previsões iniciais.

Reinaldo Cafeo é economista e presidente da Associação Comercial e Industrial de Bauru – ACIB.

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Projeções da ACIB apontam cotação do dólar entre R$ 4 e R$ 4,15 em 2020

cotação do dólar em 2020

Empresários, turistas e economistas estão sempre de olho na cotação do dólar, mas esse valor é também muito importante para o mercado, já que o preço alguns de nossos produtos seguem a cotação internacional. Por essa razão, a Associação Comercial e Industrial de Bauru (ACIB) vêm fazendo análises da conjuntura econômica e projeções para 2020.

Algumas variáveis podem influenciar no valor do dólar, como as eleições presidenciais americanas, o acordo entre Estados Unidos e China e a situação econômica sul-americana.

Mas de acordo com o presidente da ACIB, o economista Reinaldo Cafeo, o cenário mostra-se positivo para o Brasil, com um valor variando entre R$ 4 e R$ 4,15.

         “É muito possível, dadas as condições que nós estamos projetando para a economia brasileira, com um crescimento econômico na ordem dos 2,5%, que haja uma valorização do real frente ao dólar,” afirma Cafeo. “É possível que, em algum momento durante o ano de 2020, essa cotação do dólar caia, mas podemos trabalhar com alguma coisa próxima de R$ 4,10 chegando eventualmente a R$ 4,15.”

         Ele lembra, contudo, que é difícil prever essa cotação com precisão, uma vez que muitas variáveis podem influenciar o comportamento de quem compra e vende dólares, tornando complicado estruturar isso no modelo econômico.

Entretanto, considerando uma situação de normalidade, sem problemas com o governo central ou a equipe econômica, a tendência é que o real seja fortalecido.

         “Para você, turista, pode ser um bom ano para viagens internacionais. Para você, importador e exportador, mais do que ter um câmbio nas alturas, com ele equilibrado e previsível é muito mais fácil fazer negócios no mercado internacional,” conclui Cafeo.

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Não perca o foco e contenha a ansiedade

Artigo de Reinaldo Cafeo sobre ansiedade

Não sei se está acontecendo com você, mas passados os festejos de fim de ano, as atividades voltaram a todo vapor.

O risco que todos nós corremos é o de perder foco naquilo que projetamos como metas para este ano ou querer realizar tudo de uma única vez. Se fizer assim, o resultado não será o esperado.

É fundamental traçar poucas, mas importantes metas. Para obter os resultados esperados é preciso ir por etapas. Uma casa não ficará pronta se não tiver bom alicerce. Não adianta inverter a lógica que não dará certo.

Afinal o que você pretende realizar em 2020? Isso vale tanto para sua atuação profissional, como do ponto de vista pessoal. Quem não estabelece metas, fica perdido, sem saber ao certo para onde ir. Seja racional e sincero em seus propósitos.

O outro fator a controlar é ansiedade. Por vezes atropelamos o processo, e trocamos etapas, o que resulta ou em retrabalho, ou em algo inacabado.

Tudo isso tem que ser trabalhado dentro da velocidade adequada, o que não é tarefa fácil, afinal, em uma sociedade de consumo como a nossa, por vezes o meio nos impõe um ritmo que não somos capazes de nos adaptar.

O ambiente econômico está favorável. Os recentes conflitos externos abalaram em parte a confiança dos agentes econômicos, mas tudo indica que será de curta duração.

O Brasil tem tudo para crescer economicamente. Não será um desempenho que tire todo o atraso dos últimos de recessão e baixo crescimento econômico, mas é possível que dobremos o desempenho se comparado ao ano passado.

Isso exigirá de todos nós capacidade de mudar estratégias rapidamente, dando maior ou menor velocidade, dependendo dos resultados alcançados e da sinalização do mercado em que atuamos.

Isso poderá refletir de forma positiva em sua vida pessoal. Mais riqueza gerada, maior a possibilidade em criar valor e evidentemente melhorar sua qualidade de vida.

Por sinal, se tem algo que precisamos nos policiar, e até fazer parte de nossas metas, é priorizar a qualidade de vida em nosso dia a dia. De que vale o acúmulo de riqueza, sem que possamos, com saúde, usufruir disso? De que vale tudo isso se não praticarmos o senso coletivo?

Insisto: não deixe que a rotina tire seu foco e tenha senso crítico suficiente para conter sua ansiedade.

Com bons propósitos, controle emocional e determinação os resultados virão.

Reinaldo Cafeo é economista e presidente da Associação Comercial e Industrial de Bauru – ACIB.

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Projetando o desempenho econômico de 2020

Desempenho econômico de 2020

Passadas as festas de fim de ano é hora de projetar o possível desempenho da economia brasileira para 2020. Para estabelecer bases para as projeções vamos avaliar o que nos espera utilizando a matriz macroeconômicas, neste caso, analisaremos o Produto Interno Bruto pelo lado da demanda.

Antes das projeções, vale considerar que os dados mais recentes no tocante à performance da economia brasileira são positivos, e os vários indicadores macroeconômicos alicerçam projeções mais otimistas para 2020.

Entre os bons indicadores destacamos: a inflação controlada, os juros baixos, o efeito fiscal da Reforma da Previdência, as medidas de liberdade econômica, a geração de emprego, entre outros. Isso tudo criou o que podemos denominar de um bom ambiente de negócios.

Vamos as projeções. Quando avaliamos a matriz macroeconômica pelo lado da demanda, ela leva em conta a somatória do consumo das famílias, dos investimentos produtivos, dos gastos do governo, e ainda o volume de exportações subtraindo deste volume as importações (o saldo da balança comercial).

O consumo das famílias é movido por duas variáveis: renda e crédito. Aos poucos o emprego vem voltando, mas ainda são milhões de brasileiros desempregados. Porém, a queda na taxa de juros têm impactado o comportamento dos consumidores em dois aspectos: o primeiro deles é a menor atratividade na aplicação financeira conservadoras e, portanto, as pessoas com excedentes financeiros podem optar por consumir, o segundo aspecto são os consumidores que, não possuindo excedentes financeiros, demandam crédito e, uma vez que a taxa de juros é menor, podem antecipar as compras via crediário, notadamente adquirindo bens duráveis.

Então a variável consumo deve ser muito importante para gerar crescimento da economia, sendo que esta variável representa dois terços do PIB. Os investimentos produtivos também estão voltando. Os últimos números de 2019 foram muito positivos e esse olhar fora do mercado financeiro também vai ser importante para isso.

O que vem acontecendo?

Com menor remuneração das aplicações financeiras conservadoras, a opção por investir em imóveis passou a ser atrativa, tanto que o crescimento do setor da construção civil pode chegar a 3% ano que vem. Abre-se espaço também para os recursos disponíveis sejam canalizados para o setor produtivo, investindo em empresas, na ampliação da planta física, na aquisição de equipamentos e até na busca por franquias.

Então é possível que nós tenhamos uma retomada da economia também via variável investimento. Quanto aos “gastos do governo” a expectativa é menor, à medida que o governo vai continuar tentando segurar os gastos públicos. Já as exportações não estão no volume que o País necessita, e ainda Brasil possui pauta de exportação fraca, porque é muito centrada em commodities, e mesmo com o acordo comercial entre China e Estados Unidos, é possível projetar saldo comercial positivo.  

Em resumo: serão três grandes variáveis puxando o crescimento no ano que vem – o consumo das famílias, os investimentos produtivos, e o saldo líquido da balança comercial. Com isso é possível um crescimento na ordem de 2,2% a 2,5% acima da inflação, ou seja, crescimento real. O crescimento nominal (sem descontar a inflação projetada para 2020) será próximo de 6% para o ano que vem.  

Evidentemente que para consolidar estas projeções e obter o alicerce necessário para sustentar o crescimento e o País não enfrentar nenhum revés, pelo menos duas reformas têm que ser iniciadas no próximo ano: a reforma administrativa, tornando o Estado um pouco mais leve, mais enxuto, e a reforma tributária, para que efetivamente o Brasil saia dessa complexidade que é o sistema tributário. Isso sem contar que ocorram menos pressões internacionais.

Enfim, 2020 será um ano de recuperação e é possível ser otimista quanto desempenho econômico. Vale destacar que o País está distante de recuperar todo o tempo perdido, mas será um ano positivo, projetando crescimento econômico em praticamente o dobro do desempenho econômico de 2019.

Reinaldo Cafeo é economista e presidente da Associação Comercial e Industrial de Bauru – ACIB.

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