[Artigo] Dicas de atividades para a equipe comercial durante a quarentena – Por Wagner Moraes

A pedido do economista Reinaldo Cafeo, presidente da ACIB, este artigo foi produzido para colaborar com as empresas bauruenses.


Neste momento de restrição de atividades em função da pandemia do Corona Vírus, na qual se enquadram a maioria das empresas, algumas de suas áreas podem (e devem) continuar a realizar, se não todas, pelo menos algumas de suas tarefas e/ou aproveitar para “colocar a casa em ordem”. Logicamente tomando todo os cuidados para evitar a proliferação do vírus. Inclusive realizando estás tarefas através do chamado “Home Office”.

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Coronavírus: 8 dicas para usar o marketing digital a favor da sua empresa

A internet virou a única alternativa para muitos negócios. O fechamento de lojas e as medidas de isolamento frente ao coronavírus acertaram em cheio as empresas que atendiam apenas em pontos físicos. E mesmo as que já eram digitais podem enfrentar uma queda na demanda, motivada pelo momento de incerteza.

Conectar-se aos clientes é mais importante do que nunca – e o marketing digital pode ajudar nesse processo. Confira oito dicas para ajudar o seu negócio.

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Prorrogação dos prazos de entrega de declarações do Simples Nacional

Foi publicada, no Diário Oficial de hoje (26.3), a Resolução nº 153/2020, que prorroga, excepcionalmente, prazos de declarações do Regime Especial Unificado de Arrecadação de Tributos e Contribuições devidos pelas Microempresas e Empresas de Pequeno Porte (Simples Nacional).

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O necessário equilíbrio entre a saúde e a economia

O necessário equilíbrio entre a saúde e a economia

Em ambiente de pandemia provada pelo novo coronavírus é preciso ter os pés no chão, sendo imparcial o máximo possível.

Desta maneira quero deixar claro que é o momento de deixar de lado ideologias, preferências partidárias e interesses individuais. É importante colocar as coisas nesta dimensão, porque observo uma politização desnecessária neste momento.

Os profissionais de saúde, corretamente, fazem seu trabalho. São qualificados para avaliar o que a pandemia do coranavírus representa para humanidade, e passar para a população leiga, quais os caminhos da prevenção e cura (quando é possível dada a ausência de elementos para isso).

Também é verdade que os operadores do ambiente de negócios e a economia como um todo têm papel tão importante como as autoridades de saúde. Não se trata de escolher entre a vida e a economia, mesmo porque eles não concorrem, mas sim de trabalhar na convergência das duas coisas.

A geração de riqueza, em particular, depende dos setores da economia. No setor primário têm- se a extração dos alimentos, dos minérios e de tantos outros insumos necessários para que a indústria funcione. O setor secundário transforma estes insumos, as matérias-primas em produtos acabados, ou gerando equipamentos para outras indústrias e finalmente o setor terciário da economia comercializa e presta serviços a população.

O setor de saúde pertence ao setor terciário, contudo, este setor sozinho, não será capaz de equacionar o problema do coronavírus. Precisa de instrumentos que caminham entre os setores da economia para sua efetividade. O alimento, por exemplo, grande profilaxia no tocante a desnutrição da população, precisa sair do campo (setor primário), atingir o setor secundário (máquinas, veículos, etc.) e serem comercializados no setor terciário.

Como identificar neste contexto o que é essencial? Uma indústria de embalagem, por exemplo, participa da cadeia produtiva dos alimentos.

Evidentemente que as estatísticas apontam caminhos do isolamento e isso poderá fazer a diferença entre mais ou menos vidas salvas e perdidas, mas não é possível trilhar em um único caminho. Insisto, as coisas não são excludentes entre si.

Entendo que parte da população, as mais carentes e com menos recursos, estará mais protegida em seu trabalho do que sua casa, muitas precárias, com elevada densidade populacional. A falta de alimento de qualidade pode fragilizar sua saúde ao ponto de não existir resistência natural para qualquer a doença.

Neste prisma, empresas com rigor sanitário, com práticas modernas de gestão, com seus profissionais conscientes da dimensão do problema e com trabalho preventivo, com orientação, oferecendo condições adequadas de deslocamento, incluindo refeições balanceadas, podem produzir e ao mesmo tempo proteger. Horários flexíveis, com isolamento das pessoas que são do grupo de risco, vão ao encontro do que é preconizado pelos profissionais de saúde.

O que está posto é que é precisa mais diálogo e menos imposição. Insisto: sem viés ideológico, respeitando as opiniões dos especialistas em saúde, mas encontrando um meio termo para que a economia não pare por completo.

Para que tudo isso ocorra não podemos cair na tentação de tentar ter protagonismo neste momento, estar a aberto ao diálogo e mudar rapidamente de direção quando as coisas mudarem.

Isso tudo sem falar das necessárias estratégias para recuperar a economia após tudo isso passar (que espero seja logo).

Que sejamos sábios o suficiente para equilibrar as coisas e minimizar os efeitos do novo coronavírus a população. É neste momento é que descobrimos os verdadeiros líderes.

Reinado Cafeo é economista e presidente da Associação Comercial e Industrial de Bauru -ACIB. 🌐 www.reinaldocafeo.com.br

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