A economia derrete

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Contra indicadores sérios não há argumentos: a economia brasileira derrete e a realidade local não é diferente. Semanalmente acompanho e analiso os principais indicadores econômicos e é fácil concluir que os brasileiros sentirão, e boa parte já sente os efeitos da quarentena prolongada por conta de Decretos visando o combate da proliferação da infecção provocada pelo novo coronavírus, a Covid-19.

Sem o pleno funcionamento das atividades econômicas, notadamente do setor terciário da economia (comércio e serviços) que representa cerca de 70% do Produto Interno Bruto (por sinal, também principal setor da matriz econômica de Bauru), as projeções de crescimento não param de cair.

De um possível crescimento econômico para este ano acima de 2%, aos poucos as projeções foram revistas para menos, até atingirem o patamar negativo próximo a 6% acima da inflação.

Ouso projetar que de 12 meses de produção, o País gerará 11 meses de riqueza. Estamos falando de perda de mais de 8% na renda nacional. Isso é muita coisa para um único ano. Seria o equivalente a combinação de dois anos de recessão do governo Dilma Rousseff. Vale destacar que sequer o País se recuperou destes dois recentes tombos.

Fixando energia neste indicador de geração de riqueza, no caso, de não geração de riqueza, fica evidente que o País e a cidade em particular, não possuem musculatura financeira para manter o isolamento social por mais tempo. Não se trata de abrir mão da saúde ou da vida, como alguns políticos insistem em afirmar, mas sim de se render à realidade: ela é cruel!

Qual as principais consequências para a economia quando ocorre recessão, como a projetada para este ano? Empresas deixam de operar em plena carga e, pela dimensão da recessão prevista neste ambiente de pandemia, centenas de milhares de empresas fecharão suas portas.

Empreendedores, notadamente de negócios de pequeno porte, quebrarão, perderão seu pequeno patrimônio construído ao longo de anos de trabalho.

A outra consequência, até mais grave do que a primeira citada, é o crescimento do desemprego. Para um País que já observava números alarmantes de desemprego, jogará na rua milhões de brasileiros que verão seus parcos recursos evaporarem até que a miséria seja a triste realidade.

A miséria, por sinal, será a  consequência mais grave da recessão indicando caos social. Dos 50 milhões de brasileiros que sobreviviam antes da pandemia com menos de R$ 420,00 por mês, e destes cerca de 15 milhões sobrevivendo com menos de R$ 120,00 por mês, poderemos ter um crescimento expressivo, escancarando um abismo social que nos qualificará como País de miseráveis.

E em nível local?

Falar do Brasil é falar de nossa cidade. Não imaginem as Autoridades Públicas locais que Bauru ficará isenta destas consequências. Como colocado, a matriz econômica da cidade também é alicerçada no setor terciário, e também como colocado, é o setor mais afetado pela pandemia da Covid-19. Ignorar esta realidade e adiar decisões importantes no sentido de possibilitar ao menos a reabertura gradativa das atividades produtivas, é desconhecer por completo a realidade da cidade.

Se para a tomada de decisão visando permitir aos empreendedores “sobreviventes” da pandemia que voltem a operar dependia de indicadores, não é preciso mais esperar: os números macroeconômicos projetados, e mais que isso, a realidade já sentida, tendo efeitos diretos na economia local, já falam por si só.

É hora de agir para evitar o pior.

Reinado Cafeo é economista e presidente da Associação Comercial e Industrial de Bauru -ACIB. 🌐 www.reinaldocafeo.com.br

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Pesquisa aponta o ‘novo normal’ no setor de foodservice

Pesquisa realizada entre 8 e 15 de maio pela AlmoçoGrátis em parceria com a GS&Libbra, com cerca de 660 consumidores, traz elementos sobre cenários e comportamento dos consumidores para aprimorar as decisões e ações de gestores de empresas que atuam no setor, a partir do atual contexto no qual a COVID-19 está inserida.

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Hora de repensar os dois Brasis

Os dois Brasis neste caso são representados pelo setor público e pelo setor privado. Aproximadamente 50% do setor privado está parcialmente fechado, sem vendas e geração de receitas, sendo obrigado a demitir funcionários ou reduzir a carga horária e remuneração em até 70%, continuar negociando para enfrentar os problemas do isolamento e da pandemia, restringir distribuição de dividendos e continuar pagando impostos, taxas e contribuições que não foram postergadas.

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Sebrae e Lojas Renner se unem para ajudar empresas da cadeia de moda

Diante do cenário desafiador vivenciado pelo segmento da moda, o Sebrae e a Lojas Renner se uniram para apoiar micro e pequenas empresas que fazem parte da cadeia produtiva da varejista. A nova parceria vai proporcionar, de maneira gratuita, um conjunto de consultorias para gerenciamento de crise e gestão financeira em 220 pequenos negócios de seis estados brasileiros (Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais).

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Materiais de limpeza têm aumento no volume de compras pela internet

Em busca de um lar limpo, consumidores têm feito explodir a venda de materiais de limpeza pela internet. De acordo com um estudo do Compre&Confie, empresa de inteligência de mercado focada em e-commece, ao analisar os produtos que mais cresceram em vendas durante a quarentena, esses itens são os campeões, com aumento de 4673% no volume de compras on-line em relação ao mesmo período do ano passado.

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Parem de me dar dinheiro, diz vendedor de lanches após doações em Recife

Com a crise do coronavírus, vendedor de cachorro-quente recebeu auxílio de clientes e alunos da região onde vendia. “Muito obrigada mesmo pela ajuda”, disse.

O relato de um vendedor ambulante de Recife, com a renda impactada pela crise do coronavírus, circula nas redes sociais nesta semana após um pedido inusitado: que as pessoas parassem de fazer doações a ele.

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Facebook lança função de vendas para ajudar lojistas afetados por pandemia

Rede social dá seu maior passo em direção ao comércio eletrônico e passa a concorrer com Amazon e outros marketplaces.

O discurso é nobre, de apoio a pequenos negócios impactados pela pandemia do novo coronavírus, mas o anúncio feito nesta terça-feira pelo Facebook coloca a companhia em concorrência direta dos gigantes do comércio eletrônico, como Amazon e Alibaba, e os incontáveis marketplaces locais.

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Empresas vendem testes de coronavírus pelo Rappi, feitos em drive-thru

A cada teste de covid-19 vendido, outro será doado, em parceria de empresas como Rappi, Vitta, Cia da Consulta, Loggi e Iguatemi. Serão 800 testes por dia.

Um grupo de empresas, de saúde a logística e pagamentos, se uniu há algumas semanas para uma tarefa ambiciosa: comprar um batalhão de testes do novo coronavírus, disponibilizá-los ao maior número de pessoas possível e, com isso, aumentar os níveis de testagem (ainda muito baixos) no Brasil.

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