ACIB reforça necessidade de doação de sangue em período crítico

Entidade intensifica campanha e pede doação aos bauruenses

Os estoques dos bancos de sangue em Bauru sentiram os efeitos da quarentena e sofreram uma queda drástica. O medo de contaminação pelo coronavírus prejudicou o índice de doações na cidade. No mês de junho, com o início do inverno, esse déficit se torna ainda mais crítico, podendo  prejudicar pacientes que, eventualmente, necessitem de uma transfusão.

Em março, o Banco de Sangue Hemovida, do Hospital Beneficência Portuguesa em Bauru, que também atende o Hospital Unimed, registrou uma queda de 40% no número de doadores, segundo a médica responsável pela Agência Transfusional da Unimed Bauru, Dra. Claudia Assato.

“Os estoques de sangue do Hemovida caíram cerca de 40% no início do isolamento social, em março. Porém, devido à suspensão de cirurgias eletivas e internações, também tivemos uma diminuição proporcional das transfusões. Agora, em junho, com a retomada de outras atividades hospitalares, tem aumentado gradativamente a necessidade transfusional. E isso coincide com início do inverno, período no qual normalmente temos queda no número de doadores”, esclarece Claudia. 

A Associação Comercial e Industrial de Bauru (ACIB) se solidariza com o Banco de Sangue do Hospital Unimed e reforça a necessidade de doação. “Embora o medo do doador seja compreensível nesse momento, é preciso manter a solidariedade acesa e assim continuar ajudando o próximo”, afirmou o economista e Presidente da ACIB, Reinaldo Cafeo. 

Segundo o Presidente, a entidade lança, nos próximos dias, uma campanha para despertar nas empresas a necessidade da doação de sangue. 

Para a Dra. Claudia Assato, a iniciativa da ACIB deve impulsionar o número de doações durante o “Junho Vermelho”, movimento que conscientiza a população sobre a importância da doação de sangue e reforça a necessidade desta iniciativa, responsável por salvar vidas.

“A campanha da ACIB para divulgar a necessidade de doações de sangue neste período é muito importante. Pela abrangência e consciência da instituição, essa ação proporcionará, com certeza, o aumento deste ato de solidariedade nesse momento tão crítico”, ressaltou a médica. 

Segurança em tempos de Covid-19

Para reforçar a prevenção contra o novo coronavírus (Covid-19), o Hemovida de Bauru atualizou os critérios de doação de sangue,  conforme as recomendações da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e do Ministério da Saúde, explica a Dra. Claudia Assato.

Segundo a médica, a unidade vem investindo em cuidados redobrados para assegurar a prevenção da Covid-19 e garantir a segurança dos doadores de sangue. O Hemovida providenciou um local de doação no hall de entrada do Hospital Beneficência Portuguesa (acesso pela Rua Gustavo Maciel, quadra 15), de forma que os doadores não circulem pelas dependências do hospital.

Para evitar aglomerações, é possível realizar o agendamento de horário pelos telefones (14) 3223-6933 ou 3208-4561. Além disso, todos os funcionários e doadores devem utilizar máscaras e  manter o distanciamento mínimo de 1 metro e meio entre as pessoas. Além disso, há uma distância segura entre as cadeiras de coleta, além da disponibilização de álcool em gel para os doadores.

Quem pode doar

Para doar sangue, é necessário ter entre 16 e 69 anos (menores de 18 anos precisam do consentimento dos pais), estar em bom estado de saúde e pesar no mínimo 50 quilos. Também é preciso apresentar documento com foto no momento da doação. 

Pessoas que apresentarem febre, tosse seca ou falta de ar e que tiveram contato com pacientes suspeitos ou confirmados de coronavírus, em um período inferior à 30 dias, são consideradas inaptas e devem aguardar mais 30 dias para fazer a doação. 

Onde fazer a doação de sangue

As doações de sangue podem ser feitas com ou sem agendamento no Hemovida, localizado dentro do Hospital Beneficência Portuguesa (entrada na Rua Gustavo Maciel, quadra 15), de segunda à sexta, das 7h às 12h, e das 13h30 às 16h. Os agendamentos devem ser feitos pelos telefones (14) 3223-6933 ou 3208-4561.

Foto: Freepik

Ambiente econômico: Temer 2?

Ambiente econômico: Temer 2?

O dia 17 de maio de 2017 ficou conhecido na história brasileira como “Joesley Day”. Nesta data o impacto na Bolsa de Valores brasileira foi marcante. A notícia de um áudio gravado pelo Joesley Batista, um dos acionistas da companhia JBS, atingiu em direto o então Presidente Michel Temer.

O áudio apontaria para o aval de Temer para compra do silêncio do deputado Eduardo Cunha que, na época, estava preso acusado de integrar a lista de acusados da operação Lava Jato. A gravação faria parte da deleção premiada que permitiria a redução de pena do empresário.

Na daquele dia a Bolsa brasileira caiu 12% com inúmeras interrupções no pregão. O dólar subiu mais de 10% no dia seguinte.

Por que rememorar esta data? É que o Brasil caminhava para recuperação econômica. Depois da desastrosa gestão de Dilma Rousseff, que levou o País a dois anos de recessão, a economia dava sinais de mais vigor, tendo como maestro o Ministro da Fazenda Henrique Meirelles. Aprovação do teto de gastos e a Reforma da Previdência quase aprovada pelo Congresso indicavam recuperação na confiança dos investidores.

Com a denúncia havia possibilidade de impeachment de Michel Temer, fazendo com que o foco da condução dos rumos do País mudasse completamente. Foi o chamado “salve-se quem puder’, em outras palavras, Temer ajustou a máquina Federal para sua sobrevivência política, abrindo mão por completo, principalmente das Reformas Estruturantes.

Quais as semelhanças daquele episódio com a situação atual do Presidente Jair Bolsonaro? Busca de sustentação política no Congresso Nacional. O Centrão, sempre ele, fez parte da salvação de Temer, e o atual Presidente da República segue o mesmo caminho.

Estão na pauta inquéritos, como o caso Queiroz que se aproxima do filho de Bolsonaro, o Flávio.  Denúncias do ex-Ministro Sérgio Moro, de possível intervenção ilegal na Política Federal, bravatas de Ministros de Estado, entre outras questões, tem gerado animosidade entre os Poderes constituídos.

Há no horizonte inúmeros pedidos de Impedimento do atual Presidente, cuja aceitação   depende da vontade política do Presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia. Na dúvida, é melhor alicerçar uma base política que afaste qualquer ameaça nesta linha.

Obter sustentação política faz parte do jogo de poder, principalmente quando a intenção é aprovar reformas, mas Bolsonaro mudou seu discurso de campanha que apontava por um novo jeito de fazer política, e agora aposta mais em sua sobrevivência política do que na aprovação das Reformas Estruturais que sustentariam o crescimento econômico brasileiro.

A pergunta que não quer calar: os eventos políticos, a necessidade de ter uma base aliada forte para evitar o pior em seu mandato seguirá o mesmo caminho trilhado por Michel Temer após o Joesley Day? O governo federal abrirá mão das reformas priorizando as questões políticas? Teremos um Michel Temer 2?

Sinceramente, espero que a resposta seja não! Se antes da pandemia já seria fundamental não perdemos a chance de dar uma virada na economia brasileira, agora isso se faz ainda mais necessário. A esperança de que as reformas serão retomadas ainda este ano vem da postura do atual Ministro da Economia, Paulo Guedes. É pouco, mas é preciso manter a esperança.

Reinado Cafeo é economista e presidente da Associação Comercial e Industrial de Bauru – ACIB.

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Finanças do lar: as lições da pandemia

Finanças do lar: as lições da pandemia

A expressão “novo normal” passou a fazer parte de nosso vocabulário quando fazemos a leitura do enfrentamento e das perspectivas trazidos pela pandemia do novo coronavirus, a Covid-19.

Dentro do “novo normal” há muitas vertentes: a gestão empresarial é uma delas; a convivência em sociedade é outra; a forma como avaliamos as políticas públicas e seus gestores entre neste contexto e evidentemente que a gestão das finanças também deve ser considerada.

Muitas famílias, devido a quarentena, ao isolamento, passaram e estão passando por apertos financeiros. A renda caiu, as despesas nem tanto, e o desequilíbrio do orçamento familiar foi inevitável. Temos aqui a primeira e grande lição: é preciso gerar excedentes financeiros. Isso vale para qualquer nível de renda. Independentemente do quanto a família gera de recursos é preciso gastar menos do que seu ganho mensal. Isso chama-se adequação de padrão de vida.

Quando o comportamento das famílias no tocantes aos seus gastos é incompatível com sua renda, as contas não fecham. Insisto: qualquer que seja a renda familiar, poupar é preciso. Neste particular tenho batido na tecla da regra 50, 15, 35, a qual indica que no máximo metade da renda deve ser gasta em bens essenciais, 15% em prioridades financeiras e 35% com estilo de vida. Quem exagera no estilo de vida, portanto, não estabelecendo padrão de vida compatível com a renda, terá problemas financeiros.

Somente para exemplificar: quem seguiu esta regra nos últimos 12 meses, teria acumulado 1,8 vez sua renda mensal. Se esta família tivesse queda de 30% na renda devido a quarentena, e não estava operando no vermelho, conseguiria suportar 6 meses sem grandes abalos no orçamento familiar.

Mas este tempo de isolamento trouxe outras lições na gestão do dinheiro da família. Descobrimos que gastávamos muito em supérfluos. Muitas famílias estão com redução no valor da fatura do cartão de crédito. Ao priorizar os gastos em bens essenciais, a economia foi sentida. Com menor gasto em bares, lanchonetes, comida fora de casa, viagens, compras de acessórios de beleza, vestuário, entre outros, ficou mais fácil fechar o orçamento familiar.

Além do menor gasto com supérfluos também é preciso rever o comportamento de compras dos bens essenciais. Neste particular substituir marcas e tipos de produtos pelos mais em conta pode trazer economia adicional.

As lições são muitas. Resumindo: adeque seu padrão de vida ao tamanho de sua renda; gere excedentes financeiros; reveja marcas e tipos de produtos e controle todas as despesas. Organização e disciplina são as palavras de ordem.

É fundamental que como cidadãos sejamos capazes de tirar boas lições das adversidades e que mudemos a forma de lidar com dinheiro.

Reinado Cafeo é economista e presidente da Associação Comercial e Industrial de Bauru -ACIB. 🌐 www.reinaldocafeo.com.br

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ACIB Orienta Ao Vivo de hoje entrevistando o empresário e ex-presidente da ACIB, Cássio Carvalho

Hoje o ACIB Orienta Ao Vivo contou com a presença do empresário e ex-presidente da ACIB, Cássio Carvalho, que tem uma das empresas mais antigas de Bauru, completando 96 anos este ano. A entrevista foi com o atual presidente da entidade, o economista Reinaldo Cafeo.

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Nota de repúdio

Repúdio

A Associação Comercial e Industrial de Bauru – ACIB – repudia o tratamento que o Governo Estadual vem dando a questão da retomada das atividades empresariais na região de Bauru.

A nossa cidade foi uma das primeiras do estado a elaborar um Plano Consciente de Retomada, inclusive à frente de São Paulo, através de entidades representativas, a qual a ACIB faz parte.

Reiniciamos as atividades comerciais com todos os cuidados sanitários exigidos por Lei. Muitos empresários, com extrema dificuldade, adquiriram estoques, inclusive perecíveis, no caso de bares e restaurantes.

Agora, com a determinação do Governo Estadual de retroceder Bauru da Fase 3 para a Fase 2 do seu plano de retomada, existe a possibilidade da redução da já pequena jornada de funcionamento de alguns setores e fechamento de outros, cuja permissão para funcionamento foi dada há menos de 10 dias.

Acreditamos que, se nossa cidade seguir o Plano Estadual, o que vamos assistir é a super aglomeração no primeiro caso e uma maior quebradeira do segundo (bares, restaurantes, salões de beleza).

A ACIB reafirma, como fez desde o primeiro momento, que a saúde e a vida sempre vêm em primeiro lugar. Mas entende que o setor privado vem há cerca de 3 meses dando, a duras penas, a sua contribuição.

Sabemos que os municípios da região administrativa de Bauru estão sob o Pacto Regional, implantado em nossa cidade por Decreto Municipal e em vigor até segunda-feira, dia 15.

O Decreto possibilitou a flexibilização atendendo as nossas realidades regionais e pelo que entende a ACIB, funcionou muito bem até o momento.

Dentro do exposto, a entidade, em defesa da saúde, da manutenção dos empregos e das empresas, clama ao Prefeito de Bauru, Clodoaldo Gazzetta, que promulgue um novo Decreto Municipal e dê continuidade ao plano de retomada gradual da economia da nossa região.

A ACIB continua atenta e realizando dezenas de ações em prol do setor do comércio e prestação de serviços de Bauru.

BAURU, 11 DE JUNHO DE 2020

Associação Comercial e Industrial de Bauru – ACIB

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Recuperação econômica: V, U ou W?

Recuperação econômica: V, U ou W?

A pandemia do novo coronavirus, a Covid-19, introduziu um componente desafiador quando a ideia é projetar o que esperar da economia, em especial a brasileira: o elevado nível de incerteza.

Quando as crises econômicas têm como origem o ambiente de negócios, principalmente o setor financeiro, a avaliação de como os agentes econômicos reagirão e quais os caminhos para encurtar o tempo de recuperação ficam mais claros.

Neste momento as incertezas são maiores porque a crise veio do setor da saúde impactando na vida das pessoas, e o que é pior sem solução no tocante a vacina e medicamentos, ao menos no curto prazo. Projetar indicadores neste contexto não é tarefa fácil.

Até agora o que temos certeza é que a economia derreteu. Neste particular quero esclarecer que afirmar isso tem respaldo real. Leio e ouço pessoas com avaliações superficiais mencionando que alguns setores da economia teriam que pagar seu preço pela incompetência de seus gestores. Mencionam que alguns setores reagiram bem a este momento de isolamento, e que os empresários precisariam sentir na pele sua falta de estratégia.

Quem faz este tipo de avaliação não se deu conta que o crescimento do e-commerce, por exemplo, não compensa a queda nas vendas presenciais, e que os mais afetados com a atual paradeira são os empreendedores de pequenos negócios, portanto, são praticamente funcionários de si só.

Isso posto vou arriscar o que podemos esperar utilizando três letras: V, U e W.

No olhar internacional e os primeiros indicadores notadamente vindos dos Estados Unidos deu a impressão de que a recuperação econômica se dará em V. Isso implicaria em concluir que a economia teve forte queda, bateu o fundo do posso, mas é capaz de se reerguer rapidamente.

Outra avaliação é que esta crise será semelhante a letra U, ou seja, a economia cai, atingindo o fundo e recupera lentamente, semelhante a “barriga” deste U.

E outro cenário seria representado pela letra W. Neste caso a economia cai, rapidamente se recupera e tem novo tombo antes de voltar ao campo positivo. Este seria o pior cenário.

Meu entendimento é que, não obstante algumas economias ao redor do mundo terem a capacidade de retomada em V, a realidade brasileira aponta para a recuperação em U. Descarto pelo menos neste momento o W, posto que algumas atividades econômicas voltam a operar aqui no Brasil, trazendo, novo alento ao mercado.

O U se justifica pelas características geográficas, políticas e econômicas do Brasil. A nossa dimensão territorial não permite uniformidade no desempenho econômico. Do lado da política cada dia há um novo fato, tirando o foco das questões econômicas, as quais estão ligadas a necessidade de completar o ciclo de reformas. Resumo: a recuperação econômica virá, mas lentamente, confirmando o U.

Há muitas leituras sobre a economia, mas independentemente do que virá pela frente é certo que teremos meses e diria até anos desafiadores pela frente.

Reinado Cafeo é economista e presidente da Associação Comercial e Industrial de Bauru -ACIB. 🌐 www.reinaldocafeo.com.br

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SP: varejo acumula prejuízo de R$ 16 bilhões durante a quarentena

Desde o início das medidas restritivas, que fecharam boa parte do comércio na cidade de São Paulo, o setor de varejo já perdeu quase R$ 16 bilhões – o que significa 6% de todo faturamento esperado para 2020.

Os dados são da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP), que calcula um prejuízo diário de cerca de R$ 220 milhões, em média, durante os 72 dias de fechamento do comércio na capital.

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