A pedidos: vou desenhar

A pedidos: vou desenhar

O primeiro desenho é no contexto macroeconômico. Qualquer pessoa com conhecimento mediano em economia sabe que um dos pontos básicos para sustentar o crescimento econômico vem do controle fiscal.

O desastre da política econômica do PT, notadamente na gestão de Dilma Rousseff, levou o Brasil a gerar déficit primário. A gastança ficou solta. Com uma matriz econômica equivocada, levou o País a observar algo inédito em sua história: dois anos seguidos de tombos acima de 3,5% na economia (recessão na veia).

Com indicadores econômicos e sociais deteriorados, Dilma sai de cena e Temer assumiu o comando do País. Henrique Meirelles foi o comandante da economia e teve que juntar os cacos. Era imperativo limitar os gastos públicos, portanto, introduzir o teto de gastos foi um caminho corretamente adotado, sendo, inclusive pedagógico, sinalizando: basta de gastança sem controle.

Os dois anos de recessão ficaram para trás, e o Brasil e mesmo com crescimento baixo, iniciou redesenho da economia brasileira. O projeto de Meirelles para economia foi interrompido quando houve o vazamento de gravação que comprometeria o então Presidente Temer. Restou levar o País para as novas eleições presidenciais.

Bolsonaro vence as eleições muito menos por seus méritos, muito mais pelo passado do PT, ligado a corrupção que culminou inclusive com a condenação em segunda instância de seu maior líder, o Lula. Qualquer um que tivesse um discurso oposto ao que foi praticado pelo PT teria chances reais de vencer as eleições presidenciais. E isso se concretizou.

Ao escolher Paulo Guedes como ministro da economia Bolsonaro sinalizou a introdução no País de uma nova matriz econômica, mais liberal. Era fundamental continuar o ajuste fiscal a reformar a previdência, que acumulou em 2020 déficit de R$ 318 bilhões (crescimento de 10% sobre 2019), seria um primeiro passo, e isso se concretizou. O crescimento em 2019 foi ainda baixo, mas a projeção para este ano era positiva. Com novas reformas no radar, entre elas a tributária e administrativa, crescer algo entre 2% e 2,5% era factível.

A Bolsa de Valores brasileira refletiu no início de ano este otimismo, operando em sua máxima histórica em termos nominais. A pandemia do novo coronavirus mudou todo o panorama. As reformas foram adiadas e a quarentena prolongada agravou os indicadores econômicos.

Feito este primeiro desenho, vamos ao segundo: o ambiente local. Lembrando quem o resultado macroeconômico depende do desempenho microeconômico. Quem leu atentamente meu artigo “tem hora que é preciso desenhar?” verificou que em momento algum imputei ao executivo municipal responsabilidade pelo agravamento econômico.

O que ponderei e continuo a defender é que o setor privado e a sociedade como um todo acreditaram nas palavras tanto do governador como do prefeito de Bauru, sempre apontando a “ciência” como o pano de fundo para suas decisões. Isso não foi demonstrado. Agora, depois de mais de 120 dias com as atividades paralisadas há mais de 90 dias o fôlego financeiro acabou. Não é nunca foi o pedido do liberou geral, mesmo porque a situação da Covid19 é grave.

A questão é simples: executivo municipal olhe e cuide dos seus, esqueça o governador que em momento algum considerou a realidade do interior de São Paulo, errou, usou a pandemia com fins políticos. Sequer saiu de São Paulo neste período. Interior esquecido.

Com coerência, diálogo, filtrando os pleitos e acima de tudo aberto a críticas, é possível, com responsabilidade, reduzir os impactos econômicos locais. Não resolveremos o problema do País, mas resolveremos os nossos problemas. Só para ilustrar Bauru observou o pior semestre em 4 anos no tocante a geração de emprego: perda acumulada de 1.941 postos de trabalho, com o comércio sendo o mais afetado.

Meu desenho final é: executivo municipal, administre sua cidade, tenha um olhar para os seus. O resto é chororô daqueles que acreditam que o dinheiro público é infinito, ou tem a sua situação financeira resolvida.

Reinado Cafeo é economista e presidente da Associação Comercial e Industrial de Bauru – ACIB.

🌐 www.reinaldocafeo.com.br

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Tem hora que é preciso desenhar

Tem hora que é preciso desenhar

Vivemos um momento ímpar em nossa existência. A pandemia provocada pelo novo coronavírus, a Covid19, tem forçado cada um de nós a mudar mais do que a rotina, nosso modo de viver.

Mudamos nosso vocabulário diário incluindo palavras e expressões tais como: o novo normal; isolamento social; platô; entre tantas outras.  Além do novo vocabulário também há inúmeras leituras sobre este momento.

Não obstante observarmos que há, o que possa denominar de “curva de aprendizagem”, por ser tudo novo, há momentos em que o óbvio não é visto, portanto, como dizem popularmente “é preciso desenhar”.

No dia 24 de março deste ano foi publicado o primeiro Decreto Estadual instituindo a quarentena nos 645 munícipios do estado de São Paulo, inclusive Bauru. Lá se foram mais de 120 dias. Com epicentro do problema de contaminação na cidade de São Paulo e depois na grande São Paulo, o governador do Estado, João Dória, entendeu que o problema seria do estado como um todo o que não se confirmou.

Tendo necessidade de marcar território, o governador de São Paulo tentou crescer politicamente se opondo a qualquer tipo de posicionamento do Presidente Jair Bolsonaro. Sempre argumentando que a ciência é ditava seus atos, foi incapaz de admitir seus erros. Foi lento nas decisões, foi omisso no aparelhamento do estado no tocante a retaguarda de saúde e simplesmente ignorou, reafirmo ignorou, a realidade do interior de São Paulo. Em momento algum saiu da capital para coordenar ações regionais.

Especificamente em Bauru observamos a verdadeira novela que foi a abertura de 40 leitos no HC – que deveria se chamar Hospital das Clínicas, e na prática HC quer dizer Hospital de Campanha.

O Prefeito Municipal surfou nesta onda. Recém chegado ao PSDB não poderia contrariar aquele que, politicamente, pode lhe dar a legenda para concorrer à reeleição, e evidentemente os recursos necessários, para que o PSDB local finalmente, no voto, chegue ao poder.

Isso tudo posto, o desenho real é seguinte: considerando a deterioração da economia local; considerando a perda 5.720 vagas de trabalhos formais durante nestes últimos três meses; considerando a queda de faturamento em 85% das empresas locais; considerando que o microempreendedor individual passou a ter renda mensal abaixo de um salário mínimo; considerando o crescimento de pessoas miseráveis e aumento do número de moradores de rua;  considerando o crescimento de casos de tentativa de suicídio por conta do isolamento e desesperança, e considerando que ocorreram erros e mais erros na condução por parte do setor público no combate a pandemia é imperativo, eu disse imperativo, que o Executivo Municipal descole do governador e finalmente governe com olhar para os seus.

Não há lei que proíba isso!

O desenho final é: antes de editar qualquer Decreto, antes de editar normas de procedimento, que ao menos tenha a humildade de ouvir aqueles que como ele, lutam pelo bem-estar de Bauru. Ninguém quer o “liberou geral”, o que a sociedade quer é reduzir o impacto do isolamento e de alguma maneira proteger a geração de riqueza da cidade, e evitar o caos social. É pedir muito?

Ficou claro, ou é preciso fazer novo desenho?

Reinado Cafeo é economista e presidente da Associação Comercial e Industrial de Bauru – ACIB.

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Prefeitura de Bauru publica novo decreto para funcionamento do comércio

Prefeitura de Bauru publica novo decreto para funcionamento do comércio

O Prefeito de Bauru, Clodoaldo Gazzetta, sancionou nesta terça-feira, dia 21, novo Decreto Municipal, em consonância com o Plano São Paulo e o Pacto Regional, com as novas regras de abertura e horário de funcionamento de estabelecimentos comerciais, shoppings e serviços, que agora retornam à fase laranja com restrições.

Com base neste contexto, a ACIB entende que esse não é o melhor caminho para contemplar as atividades econômicas de nossa cidade. A Entidade considera que a Lei do Comércio (n.º 7.354/2020), que flexibilizou desde o dia 9 de julho as regras para a abertura de estabelecimentos comerciais na cidade, vinha não só atendendo as expectativas de funcionamento do comércio local, mas também as questões sanitárias e de saúde do município.

Para o presidente da ACIB, economista Reinaldo Cafeo, a retomada da Fase Laranja irá inviabilizar as atividades econômicas na cidade, prejudicando de forma concreta o comércio local e colocando em risco o emprego de milhares de pessoas no município.  

Veja, a seguir, como fica o funcionamento do comércio de rua, shoppings com praça de alimentação e serviços como academias, bares, restaurantes, salões de beleza, a partir de agora:

Bares, restaurantes e similares: proibida a abertura para consumo no local. Autorizado funcionamento apenas por delivery, drive-thru ou retirada no balcão.

Salões de beleza e barbearias: Devem permanecer de porta fechada, mas podem atender com hora marcada, um cliente por profissional, sem espera, com capacidade máxima de 20% do autorizado pelos bombeiros e com distanciamento.

Academias e centros de ginástica: proibida a abertura. Atividades físicas individuais ao ar livre, porém, estão liberadas na cidade.

Eventos e atividades que geram aglomeração também estão proibidos.

Clubes: somente atividades ao ar livre e sem contato.

Comércio de rua e serviços

Capacidade limitada a 20%. Funcionamento de 6 horas por dia, de quarta-feira até sábado.

Shoppings

Capacidade limitada a 20%.Funcionamento de 6 horas por dia, de quarta-feira até sábado. As praças de alimentação estão proibidas

* o período ainda será definido

Outras regras que continuam

Celebrações religiosas: as igrejas com até 200 assentos podem funcionar com até 40% da capacidade. As que possuem capacidade superior a esta devem funcionar com 20% do limite.

Segue proibida a comercialização de bebidas alcoólicas das 23h às 5h, em qualquer formato de venda, e continua vedado o consumo de bebida alcoólica em espaços públicos, em qualquer horário e dia da semana.

Atividades físicas ao ar livre estão permitidas, mas apenas as individuais e sem compartilhamento de aparelhos.

Aulas particulares, como as de idioma e música, podem acontecer com até dez alunos ou 20% da capacidade das salas.

Festas com mais de 10 pessoas ou com a comercialização de bebidas e alimentos também seguem proibidas, sujeitas à multa.

Pesquisa ACIB: mais de 35% das empresas de Bauru tiveram queda no faturamento durante a pandemia

Pesquisa ACIB: mais de 35% das empresas de Bauru tiveram queda no faturamento durante a pandemia

A Associação Comercial e Industrial de Bauru – ACIB, divulgou na sexta-feira o resultado da primeira sondagem realizada nos indicadores econômicos do município para saber como a pandemia do novo coronavírus (COVID-19) tem afetado o comércio, os serviços e as atividades empresariais em Bauru.

Segundo os dados coletados junto aos empresários da cidade entre os dias 10 e 17 de julho, 35,8% das empresas que participaram da pesquisa registraram queda média mensal no faturamento entre os meses de março, abril, maio e junho deste ano se comparado a idêntico período do ano passado. O setor de serviços foi o mais afetado, seguido do comércio varejista, atacadista e demais setores.

Além deste patamar chama a atenção o resultado da enquete que aponta que 24% das empresas pesquisadas amargaram queda nas vendas acima de 50%, sendo que 18.9% perderam quase a totalidade das vendas no período, com variações entre 80% e 100%. Também se destacam as empresas do setor terciário da economia que engloba comércio e serviços.

Vale ressaltar ainda que o setor terciário da economia de Bauru representa 70% do Produto Interno Bruto (PIB) local, estimado em R$ 15 bilhões em 2019. Na média ponderada, ou seja, considerando o peso de cada faixa da pesquisa, a queda foi de 49,6%. Se considerada a média aritmética das vendas mensais, estima-se que em valores absolutos, a perda de faturamento – comparando à média sem efeito da pandemia – atinja R$ 433 milhões no período analisado.

Os números confirmam as projeções de queda geral na economia local na ordem de 6,5% acima da inflação, isso considerando o ano fechado, comparando com o do ano passado.

Por outro lado, a pesquisa apontou que 7,5% das empresas que participaram da enquete tiveram aumento nas vendas e outros 7,5% tiveram seu faturamento este ano superior ao ano passado.

Queda no faturamento era esperada

Segundo o presidente da ACIB e coordenador da pesquisa, economista Reinaldo Cafeo, o resultado já era esperado e serve para confirmar aquilo que a entidade vivencia no dia a dia. “Sentimos no dia a dia o desespero do empresário, notadamente empreendedores de micro e pequenas empresas. Só para ilustrar, a ACIB atendeu mais de 100 empreendedores com mentorias gratuitas, sendo que o tema finanças e contratos foram os mais requisitados.”

De acordo com Cafeo, esses indicadores são importantes para demonstrar a perda de riqueza e os desafios que os empresários têm pela frente no tocante à retomada da economia.

“A ACIB projeta uma queda nominal da ordem de 8% para este ano, o que representaria a perda de um mês de faturamento. Lembrando que o PIB de Bauru está estimado na ordem de R$ 15 bilhões, portanto o tombo neste período pesquisado pode chegar a mais de R$ 400 milhões, com reflexos nos empregos, no fechamento de empresas, como também na perda de arrecadação municipal, estadual e federal”, afirma.

Ainda segundo o presidente da ACIB, a entidade continuará realizando as sondagens de forma periódica e trazendo à comunidade local resultados e análises econômicas, contribuindo dessa forma para que os efeitos negativos da pandemia sobre o emprego e a vida das pessoas sejam minimizados, e ainda sobre as finanças públicas da cidade.

Confira, a seguir, o resultado completo da sondagem realizada pela ACIB.

Não tiveram queda no faturamento 7,5%
Faturou mais do que 2019 7,5%
Redução no faturamento até 20% 15,1%
Redução no faturamento entre 20,1% e 50% 35,8%
Redução no faturamento entre 50,1% e 80% 15,1%
Acima de 80% e até 100% 18,9%

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Prévia do PIB subiu 1,3%, o que isso significa?

Prévia do PIB subiu 1,3%, o que isso significa?

O Banco Central brasileiro divulgou o IBC-Br (Índice de Atividade Econômica do Banco Central), considerado a prévia do Produto Interno Bruto – PIB, e o resultado apontou alta de 1,3% em maio na comparação com o mês de abril deste ano.

Afinal o que esta alta significa? Resposta objetiva: muito pouco. Primeiramente é preciso entender a base de comparação. Este mesmo indicador observou queda de 9,73% em abril.

Mesmo março não sendo um bom parâmetro, mas se assumirmos aquele mês como base 100, atingimos em abril 90,27 e agora recuperamos 1,3%, atingindo, neste exemplo 91,57, ou seja, no acumulado de dois meses o tombo da economia é de 8,43%.

Ampliando a análise, comparando agora com maio do ano passado, o IBC-Br recuou 14,24%. Neste ano, em cinco meses, o índice acumula queda de 6,08%.

Além de a alta significar pouco, fica evidenciado que o chamado “fundo do poço” da economia brasileira se deu em abril deste ano, mas a retomada é lenta.

Muitas localidades e em especial o interior do estado de São Paulo foram abrigadas a cumprir quarentena desnecessariamente. O governo do estado nivelou todo o estado pela cidade de São Paulo e o preço pago está refletido nestes números.

O lado cheio do copo é que há uma demanda reprimida. Bastou abrir um pouco a economia que os consumidores voltaram as compras. Não é um desempenho uniforme, em todos os setores da economia, mas é um indicativo que, de maneira responsável, é possível, e diria mais, necessária volta gradativa das atividades econômicas.

Não avaliar os números da economia em suas reais dimensões é virar as costas a realidade. Neste contexto é preciso praticar, coisa que não ocorreu até agora, a multidisciplinariedade em toda a sua dimensão, e mais que isso, exigir ações concretas do setor público na retaguarda da saúde, para que as atividades produtivas possam voltar à normalidade.

Vale destacar que a população e o setor privado da economia em especial já deram sua dose de contribuição.

O tombo da economia neste ano deve girar em torno de 6% a 6,5% em termos reais e isso não é pouco. O desemprego e o crescimento da miséria já são realidade.

Analisar com senso crítico o que ocorre na economia, realizando a adequada leitura dos indicadores, é o mínimo que se espera de quem se colocou a serviço da população via processo eleitoral.

Será que entenderam isso ou somente quando a água bater no nariz do orçamento público é que agirão?

Os números estão aí, pratiquem a capacidade analítica e ajam na direção certa.

Reinado Cafeo é economista e presidente da Associação Comercial e Industrial de Bauru – ACIB.

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Comércio de Bauru abre amanhã

Comércio de Bauru

O comércio de Bauru abre as portas amanhã, sábado, dia 10 de julho. Confira as normas de funcionamento que devem ser respeitadas, de acordo com o Sincomércio:

NORMAS PARA O FUNCIONAMENTO DO COMÉRCIO EM GERAL EM BAURU

Nos estabelecimentos considerados não essenciais pelo Decreto Municipal, aplica-se a nova Lei e não o decreto nº 14.862 de 27/06/20.

COMÉRCIO DE RUA:
1 – Horário de atendimento: das 10hs às 16hs, inclusive sábados e domingos.
2 – Instalação de box de 1,5m x 1,5m na entrada da loja, com barreira física para o acesso de um cliente por vez em cada box, não podendo entrar no interior da loja. (Amanhã enviaremos modelos de boxes).
3 – Intercalação de vagas no estacionamento da loja, se houver.
4 – Inclusão de placas indicativas com o limite de atendimento simultâneo ao público nas lojas (um cliente para cada 12,5m²). (Baixe o modelo: http://www.sincomerciobauru.com.br/downloads/cartaz-limite-de-acesso.pdf).
5 – Controle de entrada de clientes com máscara e organização de eventuais filas.
6 – Disponibilização de álcool gel ao público.
7 – Aferição da temperatura de todos os colaboradores na entrada e na saída, obrigatoriamente para empresas com mais de 50 funcionários.
8 – Utilização obrigatória de máscaras pelos funcionários e clientes.
9 – Afastamento imediato do colaborador, se constatado qualquer sintoma.
10 – Alerta para inconveniência da presença de crianças e idosos. (Baixe o modelo: http://www.sincomerciobauru.com.br/downloads/cartaz-criancas-e-idosos.pdf).
11 – Ficam suspensos atividades promocionais que possam causar aglomerações.

COMÉRCIO DE SHOPPING:
As regras especificas serão enviadas diretamente para os lojistas do shopping.

ESTABELECIMENTO CONSIDERADOS ESSENCIAIS PELO DECRETO MUNICIPAL:
SUPERMERCADOS, MERCEARIAS, LOJAS DE PRODUTOS ALIMENTÍCIOS (chocolates, etc), PRODUTOS VETERINÁRIOS, INSUMOS AGRÍCOLAS, AUTOPEÇAS, EQUIPAMENTO MÉDICOS, PRODUTOS DE LIMPEZA, ÓTICAS E MATERIAIS DE CONSTRUÇÃO.
Nestes estabelecimentos aplicam-se as regras constantes do decreto n° 14.862 de 27/06/20, exatamente como era anteriormente e não a nova Lei.

OBSERVAÇÕES GERAIS:
1 – Poderá ser efetuada a prova de calçados e roupas, dentro de um bom senso, no interior dos boxes, com a colocação de uma cadeira ou banco para essa finalidade.
2 – Os fiscais somente poderão exigir o que consta expressamente na Lei ou no Decreto, se for o caso.
3 – Se receber a visita de um fiscal, exija a apresentação da sua credencial e anote seu nome antes de prestar qualquer informação.
4 – Se houver qualquer abuso de autoridade por parte do fiscal, entre imediatamente em contato com o Sincomércio (tel: 3223-9499/ cel: 99652-8751) para que sejam tomadas as medidas cabíveis.
5 – Se, como se espera, a abertura se der no sábado, ainda depende da publicação da Lei no Diário Oficial, o Sincomércio estará aberto neste dia, das 09hs às 18hs com o seu departamento jurídico em regime de plantão.

O samba de muitas notas

O samba de muitas notas

Em 30 de abril próximo passado escrevi neste espaço o artigo intitulado: “Autoridades Públicas no combate a Covid19: samba de uma nota só”, alertando a ausência do uso da visão multidisciplinar no combate a pandemia.

Logo em seguida, no dia primeiro de maio, neste mesmo espaço o Prefeito Clodoaldo Gazetta, retrucou meu artigo publicando o seguinte tema: “pandemia de uma nota só: nego a situação ou acho um culpado?”, justificando todas as medidas tomadas pelo Comitê de Crise da Prefeitura, concluindo que estavam no caminho certo.

O tempo passou. O Comitê de Crise da Prefeitura se isolou. Interrompeu o diálogo com as Entidades representativas do setor privado da cidade. Se distanciou do outro importante Poder, o Legislativo municipal. Tentou estabelecer um “pacto” local, contudo, este “pacto” era unilateral. Não abriu espaço para construção conjunta. Não vingou.

O Prefeito optou por envolver as cidades da região. De pacto municipal introduziu o “pacto regional”, também sem a participação de representantes da sociedade. Na prática se submeteu à vontade do governador do Estado João Doria que tratou desiguais como se fossem iguais.

Resultado: os cidadãos, os empresários, enfim, aqueles que viram seus escassos recursos acabarem, cansaram. Isso tudo potencializado pela demora em dotar a cidade com a infraestrutura adequada para enfrentar o pico da doença, que por sinal, viria em maio, depois em junho e agora sabe-se lá quando.

De promessa em promessa e cada vez mais se distanciando da realidade da cidade, a sociedade reagiu: quando um Poder constituído é omisso, não ouve a voz do povo, um outro Poder age. E foi assim que a Câmara Municipal de Bauru agiu. Assumiu seu papel, e diria até protagonismo, e derrubou o veto do Prefeito no tocante ao Projeto de Lei que flexibiliza as atividades comerciais e de serviços.

Com isso teremos uma Lei Municipal para chamar de nossa (se o Prefeito não a promulgar, o Presidente da Câmara já disse que o fará).

Não obstante o setor privado e parte da sociedade atingirem os seus objetivos não é o momento para comemoração. Não há ganhadores com tudo isso.

O Executivo Municipal reagiu de maneira inadequada ao resultado da votação na Câmara, e divulgou um texto, escrito mais com o fígado do que com o cérebro e, com erros de interpretação da nova Lei, foi obrigado a retirar a publicação das redes sociais. Mas isso não impediu a reação da Câmara de Bauru e setores da sociedade, questionando este posicionamento.

Como colocado, não há ganhadores. Todos nós seremos vencedores se escrevermos juntos o “samba de muitas notas”. Isso mesmo.

Se o Executivo Municipal deixar a soberba de lado, e aprender com seus erros, abrirá o diálogo, tanto com a Câmara Municipal, como com as Entidades Representativas do setor privado. Deixando diferenças de lado, definirão modelos, regulamentos, para que, tendo agora uma Lei Municipal, não ficar mais subordinado as decisões questionáveis do governo estadual.

Queremos manter o combate a Covid19, mas não queremos errar mais. Queremos que, passados mais de 100 dias do chamado efeito sanfona (abre e fecha), com protocolos rigorosos, possamos laborar, e ao mesmo ampliar a retaguarda sanitária.

E é simples entender tudo isso: não há e não haverá vacinas no curto prazo, portanto, estratégias compartilhadas podem apontar resultados melhores.

Gestão se faz com estratégias e não com raiva e revanchismo. Que possamos escrever juntos o “samba de muitas notas”, todos ganham.

Reinado Cafeo é economista e presidente da Associação Comercial e Industrial de Bauru – ACIB.

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ACIB realiza sondagem de indicadores econômicos durante a pandemia

ACIB FARÁ SONDAGEM DOS INDICADORES ECONOMICOS DURANTE A PANDEMIA

A Associação Comercial e Industrial de Bauru – ACIB, começou nesta semana a realizar uma sondagem nos indicadores econômicos para saber como a pandemia do novo coronavírus (COVID-19) tem afetado o comércio, os serviços e as atividades empresariais em Bauru.

Com base em dados a entidade e a sociedade poderão entender melhor como esse período de isolamento social, que se estende desde o mês de março, tem impactado o setor econômico e financeiro na cidade.

A sondagem será comandada pelo presidente da ACIB, economista Reinaldo Cafeo. Segundo ele, a partir dos dados levantados na pesquisa será possível traçar um mapa mais real do que vem acontecendo no município, o que irá contribuir para as tomadas de decisões relacionadas as atividades econômicas.

“A ACIB não tem poupado esforços para que esse momento tenha o menor impacto no setor econômico da cidade. Vale ressaltar que a entidade continua em defesa dos associados e da classe empresarial, investindo em medidas e estratégias que podem ser adotadas para minimizar o impacto que a pandemia tem causado na economia local, sem descuidar do aspecto da saúde física das pessoas”, afirmou Cafeo.

A pandemia e a teoria marginalista

A pandemia e a teoria marginalista

O movimento econômico datado de 1870 introduziu a análise marginalista em contraponto ao entendimento da visão econômica clássica que apontava que os preços dos bens e serviços eram definidos pelo seu custo de produção.

Na visão marginalista os custos de produção são importantes, mas a definição do valor das coisas também depende do nível de satisfação alcançado ao consumir tais bens e serviços. Desta maneira saiu de cena o chamado valor-trabalho e entrou o valor-utilidade.

O que a teoria marginalista tem a ver com a pandemia provocada pelo novo coronavírus, a Covid19? Vamos contextualizar.

O mundo em geral, e mais próximo de nós, o estado de São Paulo e em especial Bauru, implementaram uma primeira etapa que exigiu isolamento e distanciamento social. Todos nós ainda sem sabermos a dimensão do problema, fizemos a nossa parte.

Acreditamos nas Autoridade Públicas notadamente quando indicavam que o isolamento era necessário para que o setor público se preparasse para o pior cenário, à medida que tínhamos e ainda não temos nem remédios eficazes e tampouco vacina. Pouco fizeram.

Depois de mais de 100 dias de isolamento vem ocorrendo o podemos chamar de efeito sanfona, ou seja, um abre e fecha, que ninguém entende. Com decisões sem embasamento científico (se existem não são divulgados) as pessoas passaram a emitir juízo de valor sobre o que vem ocorrendo.

Vejam o caso da cidade de Bauru, que numa quinta-feira foi elogiada pelos representantes do Estado, como exemplo de combate a pandemia, e no dia seguinte na sexta-feira, foi rebaixada para fase vermelha, imponto novo isolamento, mantendo somente as atividades essenciais.

Diante deste cenário o comportamento das pessoas segue em parte a lógica da teoria marginalista. Muitos, sem o senso coletivo, se comportam levando em conta a utilidade que o momento lhes traz. Diria mais, levando em conta seu nível de conforto.

Para quem opera no setor privado e não observou queda na renda e atua a distância, o isolamento social pode continuar. Também boa parte dos trabalhadores que atua no setor público e está no conforto do lar, também é favorável a manter as atividades produtivas fechadas. Isso não acontece com os que dependem do funcionamento próximo ao normal destas atividades.

O Microempreendedor individual tem renda mensal abaixo de um salário mínimo. Os empreendedores dos setores afetados pelo fechamento exigido pelo novo Decreto Municipal compraram estoques, negociaram a volta de seus colaboradores, enfim, gastaram o resíduo financeiro na esperança de alavancarem vendas, e agora, tudo fechado! Não suportam mais.

Independentemente de sua situação: não tenha dúvida – a segunda onda virá, mas não a segunda onda da Covid19, mas sim a segunda onda de quebradeira, afetando mais fortemente os pequenos empreendimentos e agravando o desemprego.

A teoria marginalista nos ensina isso: quem tem conforto financeiro quer o status atual, quem luta pela sobrevivência quer avanços e, antes que alguém rotule estes de serem contrários a saúde pública, saibam que o rigor sanitário é que norteia o dia a dia destas organizações.

Quem não está na linha de frente dos empreendimentos não tem a menor noção da gravidade do problema. É hora de sair da zona de conforto e praticar mais do que nunca o espírito coletivo.

Reinado Cafeo é economista e presidente da Associação Comercial e Industrial de Bauru – ACIB.

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