Desoneração da folha de salários reduz o custo Brasil

Desoneração da folha de salários reduz o custo Brasil

O denominado “custo Brasil”, que nada mais é o elevado preço que a sociedade brasileira paga pela alta carga tributária, malha viária defasada, baixa produtividade da mão de obra, setor público inchado e inoperante, entre outras, torna os produtos brasileiros menos competitivos em nível internacional e a próprio cidadão acabado desperdiçando seus escassos recursos financeiros.

Quando o Ministro da Economia, Paulo Guedes, insiste em desonerar a folha de salários vai na linha de reduzir ao menos um item do custo Brasil: o elevado custo da mão da obra brasileira.

Dependendo do setor de atuação da empresa, para cada R$ 1.000,00 de salário contrato, sãos gastos mais de 100% em encargos sociais. Décimo terceiro salário, um terço de acréscimo sobre os salários quando o empregado sai em férias, FGTS, INSS, contribuições ao sistema S, entre outros encargos, tornam o custo da mão de obra brasileira, comparativamente a outras Países emergentes, um dos mais elevados.

O modelo do Simples Nacional demonstrou que em parte este problema é equacionado. Ao retirar encargos sobre a folha de salários e compensar com um percentual sobre o faturamento, o custo adicional da mão de obra cai para algo próximo a 40%.

O grande problema é que o País criou uma armadilha para si mesmo. De um lado o Estado, em todas as esferas, é muito gastador, sendo assim, o nível de arrecadação não pode cair, de outro lado, os benefícios trabalhistas foram ampliados, e toda vez que o assunto entra em pauta, argumenta-se a questão dos direitos adquiridos, que o empresário explora os trabalhadores, enfim, entra no campo da discussão ideológica e o problema não é atacado.

Na prática é preciso ir além da simples discussão sobre o custo da mão de obra, ir sim na direção de como reduzir o custo Brasil como um todo. Para isso é preciso traçar estratégias de longo prazo.

Um primeiro e importante passo é focar na reforma administrativa do Estado, mas que não seja uma reforma somente para controlar o número e benefícios de servidores públicos, mas que efetivamente introduza uma nova forma de gestão e governança, inclusive com uso mais intensivo da tecnologia. O setor público brasileiro é analógico.

Se o planejamento for de longo prazo, portanto, que ultrapasse mandatos políticos, o País terá um caminho permanente a ser trilhado.

Não trabalhar na produtividade, não investir em ciência e tecnologia, não diminuir o tamanho do Estado, não reformar o executivo, legislativo e judiciário, não eliminar desperdícios, não qualificar a mão de obra, enfim, não ter um ambiente de negócios seguro e moderno, tudo isso, entre outras tantas providências, remeterá somente para um caminho, o mesmo trilhado até agora: para reduzir um encargo do setor privado, cria-se outro encargo, ou seja, sempre um novo tributos substituirá outro tributo.

Passou da hora de romper com este modelo. Ataque as variáveis que geram o custo Brasil: é o mínimo a ser feito. Buscar uma solução para o elevado custo da mão de obra pode ser um bom início.

Reinado Cafeo é economista e presidente da Associação Comercial e Industrial de Bauru – ACIB.

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Economista Reinaldo Cafeo é reeleito presidente da ACIB

Economista Reinaldo Cafeo é reeleito Presidente da ACIB

O economista Reinaldo César Cafeo foi reeleito ontem, 14 de outubro, Presidente da Associação Comercial e Industrial de Bauru – ACIB, para o biênio 2021/2022. A eleição da nova diretoria foi realizada às 18 horas através de Assembleia Geral Ordinária realizada na sede da entidade.

Eleito em 2019 com o objetivo de trazer o meio digital para a realidade da entidade, praticando o associativismo e agregando serviços para os associados e para a população bauruense, Cafeo lançou diversos programas com esse propósito durante sua gestão.

Entre outros projetos, foram criados nos últimos dois anos o ACIB Digital, o ACIB Orienta e o ACIB Mulher. Além disso, no site da Associação agora também é possível agendar mentorias gratuitas com empresários bauruenses de diversos ramos, oferecendo dessa forma mais um suporte aos associados neste momento de enfretamento de crise.

Por sua vez, com o advento da pandemia do coronavírus (Covid -19), a grande marca da atual gestão foi o empenho em buscar soluções para os empresários da nossa cidade.

“Tudo aconteceu de um dia para a noite e tivemos que aprender diariamente com a crise e as decisões tomadas pelo poder público. Foram incontáveis dias de reuniões, debates e palestras aos sócios de como agir durante os piores momentos que já vivemos em nossa história recente. Tenho orgulho de ter contribuído, juntamente com a minha diretoria e equipe, para pelo menos dar um norte aos empresários da nossa cidade”, disse Cafeo.

Reeleição e nova diretoria

Reeleito, Cafeo e a equipe que compõe a Diretoria pretendem dar seguimento aos projetos iniciados na gestão anterior, visando a continuidade nas soluções que têm sido oferecidas em prol dos associados da ACIB e dos munícipes.

“Agradeço a todos a confiança depositada em nosso trabalho. No comando da ACIB acompanhe as profundas mudanças ocorridas neste ano e a intenção da nossa nova gestão é dar prosseguimento ao trabalho que começamos. Temos a expectativa de alcançar nosso propósito e continuar trabalhando em prol de todos os associados e manter a força e a representatividade da ACIB em nossa cidade”, declarou o presidente.

Economista Reinaldo Cafeo é reeleito Presidente da ACIB

Como ficou composta a diretoria da ACIB para o biênio 2021/2022:

Reinaldo César Cafeo (Presidente); Paulo Roberto Martinello (1º Vice-Presidente); Ildebrando Todos Santos Gozzo (2º Vice Presidente); Paulo Roberto Martinello Júnior (1º Tesoureiro); Hugo Pinheiro Machado Neto (2º Tesoureiro); Sandra Regina Freitas Farias e Silva (1º Secretária); Mariana Petelinkar (2º Secretária); Patricia Aparecida Rossi (Relações Públicas); Giasone Albuquerque Cândia, Fábio Maia de Freitas Soares, João Marcos Villela Peres, Lair Francisco Gusma Assis, Maria Geralda Pavani, Paulo José Graça Lima Aiello, Rogério Lopes, Rui Rocha Júnior, Vinícius Dall Agilio e Wagner Xavier de Moraes (Diretores de Serviços e Expansão); Antônio Pela, Alfredo Garcia e Massad Kalim Massad (Conselho Fiscal); Lair Francisco Gusma Assis, Paulo Roberto Martinello e Vinicius Dall Aglio (Suplentes do Conselho Fiscal); Benedito Luiz da Silva (Presidente do Conselho Deliberativo); Tony Tobias (Vice-Presidente do Conselho Deliberativo); Francisco Alberto Franco Bernardes e Alberto Dabus (Secretário do Conselho Deliberativo); Benedito Luiz da Silva, Ildebrando T. S. Gozzo, Raduan Trabulsi, Tony Tobias, Primo Alexandre Mangialardo, Francisco Alberto Franco Bernardes, Reinaldo César Cafeo e Dilvaldo Disposti (Conselho Deliberativo); Giasone Albuquerque Cândia e Wagner Xavier de Moraes (Suplentes do Conselho Deliberativo).

Mundo pós-pandemia: teremos mais perdedores do que vencedores

Mundo pós-pandemia: teremos mais perdedores do que vencedores

Os cientistas das mais diversas áreas tentam entender, explicar e projetar o que será o mundo pós-pandemia. Entre as várias análises vamos focar na questão econômica e financeira.

Na prática serão acentuadas as características dos perdedores e dos vencedores, sendo que, claramente, o maior contingente será de perdedores.

No contexto mundial, a China, epicentro da pandemia, já se recupera. Um cidadão pode tranquilamente frequentar uma casa noturna coisa impraticável, ao menos legalmente, em muitas partes do mundo.

O fato de ser um país industrializado, a China não sofre de maneira contundente os mesmos desafios de países, que, por exemplo, têm matriz econômica alicerçada no setor terciário da economia (comércio e serviços). Será um dos poucos países a operar no azul do ponto de vista do crescimento econômico: números mais recentes do Fundo Monetário Internacional apontam para alta de 1,9% sobre o ano passado. Sem dúvida são vencedores.

a Europa vive outra realidade. Na França, Paris por exemplo, fechou bares. Na Espanha, Madri, adotou quarentena parcial e o Reino Unido passa a impor novas restrições aos cidadãos. Perdem neste momento. Isso só para citar alguns exemplos.

E o Brasil? Aqui a pandemia encontrou um País reconstruindo sua matriz econômica. As premissas econômicas para sustentar o crescimento de longo prazo não foram levadas a efeito em sua plenitude. A reforma da previdência foi início, as demais reformas estruturais, com privatizações, enfim, o ajuste fiscal estava em curso e havia clara melhoria do ambiente de negócios, apesar dos descompassos políticos. Quanto mais frágil a economia de um País, mais a população perde.

No ambiente microeconômico as grandes corporações, as famílias mais ricas e boa parte do funcionalismo público, conseguiram contornar os efeitos da pandemia. As corporações por terem em seu quadro funcional profissionais capazes para estabelecer estratégias de gestão de crise, sem falar da boa estrutura de capital.

As famílias ricas, estas sempre se dão bem. E o funcionalismo público não teve achatamento de renda e com o distanciamento e isolamento social, reduziram seus gastos, gerando excedentes. São vencedores.

Na outra ponta perdem os empreendedores de pequenos e médios negócios, a classe média e a classe mais baixa. Esta última, se recebe o auxílio emergencial, contorna os efeitos da pandemia, mas a realidade que se avizinha é cruel: o auxílio tem prazo de validade, e o número de miseráveis crescerá.

Já as empresas pequenas e médias, sem capital de giro ou fecharam as portas ou se endividaram. Convivem com estrutura de capital precária. E a classe média brasileira, com a falta de educação financeira, adotando padrão de vida muitas vezes incompatíveis com sua renda, não tinham excedentes financeiros, também podem ser consideradas perdedoras.

Em resumo: como em outras crises sempre haverá perdedores e ganhadores, mas a pandemia potencializou o número de perdedores, indicando problemas sociais gravíssimos que exigirá, de todos, sem distinção, ações para mitigar tais efeitos. Fica a análise e o alerta.

Reinado Cafeo é economista e presidente da Associação Comercial e Industrial de Bauru – ACIB.

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ACIB prevê alta de até 15% nas vendas com Dia das Crianças

ACIB prevê alta de até 15% nas vendas com Dia das Crianças

Mesmo com o cenário de incertezas trazido pela pandemia do novo coronavírus, o Dia das Crianças, tradicionalmente comemorado em 12 de outubro, ou seja, na próxima segunda-feira, deve movimentar o comércio local e a expectativa da Associação Comercial de Industrial de Bauru – ACIB, para o feriado é de crescimento nas vendas.

As lojas da região central do município poderão funcionar das 10h às 18h, no sábado, no domingo e na segunda-feira (data do feriado). Segundo o decreto municipal, fica a critério de cada comerciante optar por abrir ou não as portas do seu estabelecimento.

De acordo com o presidente da ACIB, economista Reinaldo Cafeo, o fato de as crianças ainda permanecerem em casa, sem a liberação da volta às aulas, fez com que elas ficassem, de certa forma, cansadas dos brinquedos que já possuem, criando um apelo para que os pais realizem a compra de “algo” diferente nessa data.

“Com certeza, esse fator vai estimular as vendas. A expectativa é de que o comerciante que já refez seus estoques e buscou modernizá-lo esteja preparado para prestar esse bom atendimento. É um período que pode ter um incremento de 10 a 15% nas vendas em relação aos meses anteriores”, afirma.

Cafeo explica ainda que o incremento de até 15% esperado refere-se somente aos meses anteriores, visto que Bauru, assim como outras cidades, ainda está vivendo uma pandemia, o que tem afetado diversos serviços em âmbito global.

“Não é possível projetar sobre o ano passado, pois na ocasião não tínhamos a pandemia, o que torna difícil a comparação. Mas, de certa maneira, ter um acréscimo de 10 a 15% em um mês normal já é um grande alento para o comerciante”, completa Cafeo.

Crise hídrica em Bauru: esforço multidisciplinar

Crise hídrica em Bauru: esforço multidisciplinar

A população bauruense sofre com a crise hídrica, devido a estiagem prolongada, afetando diretamente o nível da água do Rio Batalha que fornece água para 38% da população, atingindo diretamente cerca de 140 mil bauruenses.

Do nível ideal de água, que seria de 3,20 metros, o Rio Batalha está com nível abaixo de 1,40 metro. Isso limita a captação de água, e evidentemente que fornecimento passa a ser precário.

Mesmo tendo em mãos o Plano Diretor de água, cuja elaboração custou aos cofres do DAE de Bauru R$ 1,3 milhão e foi realizado há 6 anos, em 2014, pouco avançamos. O Plano apontava investimentos na ordem de R$ 256 milhões para cumprir todo processo de captação, reserva e distribuição de água.

O que mais chamou a atenção quando o plano foi apresentado é que a cidade desperdiçava 48,7% da água que tratava. Evidentemente que o investimento estimado não seria realizado no curto prazo, mas, insisto, passados 6 anos não fizemos a lição de casa na magnitude necessária.

O desperdício continua e a reservação não avançou. Mais recentemente, o ano passado, o DAE conseguiu autorização da Câmara Municipal para destinar R$ 12 milhões do Fundo de Tratamento de Esgoto, visando realizar uma série de investimentos, e passado mais de um ano, a constatação é que pouco ou quase nada foi efetivamente entregue.

O DAE possui geração de caixa constante, algo muito desejado pelos investidores. também tem em suas mãos o poder de desligar o fornecimento de água quando há inadimplência. É certo que pratica tarifas sociais, mas pode ser considerado a bola de prata da gestão pública municipal. Em resumo: recursos financeiros não faltam, tampouco faltam recursos humanos, ao menos em termos de quantidade.

Esta autarquia sofreu sim com a decisões políticas com elevada rotatividade em seu comando. De 2017 para cá, portanto, em 3 anos, foram três Presidentes, mesmo um deles sendo interino. Também pode ser considerada um abrigo para servidores comissionados, os quais, nem sempre possuem experiência técnica suficiente para oferecer a Autarquia e por consequência à população uma prestação de serviços de qualidade.

O diagnóstico é este: o DAE precisaria ser reinventado e não foi, e vejam que ainda há uma série de dúvidas quanto a sua real capacidade em coordenar o término da Estação de Tratamento de Esgoto, e mais ainda, capacidade em gerenciar a mesma após seu término.

Por tudo isso, projetando o médio e longo prazo, com as discussões dos candidatos a Prefeito, possivelmente teremos um novo horizonte que aponte o melhor caminho, tanto na eventual reestruturação como até a discussão de um eventual modelo de privatização.

E no curto prazo? Não há como equacionar a falta d´água. Precisa sim remediar. Por isso, é imperativo a formação de um Grupo de Gerenciamento de Crise. De ser multidisciplinar, envolvendo técnicos do DAE, representantes do Legislativo Municipal, representantes da sociedade civil organizada ligadas ao setor e ainda convocar Secretarias Municipais que possam auxiliar na tarefa de encontrar meios atender a demanda por caminhões pipa, inclusive ampliando o atendimento emergencial do DAE, e conscientizar parte da população.

Neste prisma a SEBES tem papel importante, pois acessa a população mais carente e pode mapear as demandas. Outra secretaria que pode exercer papel importante é a da Educação, afinal, com o ensino remoto, há contatos diários com as famílias dos alunos e estimular o não desperdício e entender as demandas localizadas, permitirão ações certeiras. Isso sem contar a já anunciada iniciativa de utilizar os reservatórios das escolas para abastecer residências sem água.

A Secretaria de Desenvolvimento Econômico tem interface com empresários e entidades empresariais que podem canalizar esforços visando agilizar processos, evitar superfaturamento e desenhar a logística necessária para o enfretamento da crise.

A velha frase vale nesta hora: se não tem remédio, remediado está. Agora é hora de admitir a dimensão do problema e buscar soluções que reduzam o impacto da falta de água nos cidadãos bauruenses. É hora de verificar quem efetivamente tem capacidade para liderar este processo.

Reinado Cafeo é economista e presidente da Associação Comercial e Industrial de Bauru – ACIB.

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