ACIB assina manifesto de apoio à prefeita municipal Suéllen Rosim

Manifesto

A Associação Comercial e Industrial de Bauru – ACIB, juntamente com outras entidades de classe da cidade, assinou manifesto na última semana em apoio à recente decisão da Prefeita Suéllen Rosim, de flexibilizar em parte o funcionamento do comércio, mesmo a cidade tendo sido classificada pelo Governo do Estado na fase laranja do Plano São Paulo, que estabelece restrições para abertura do comércio como forma de prevenir o aumento de casos de Covid-19.

De acordo com o documento, as entidades e seus representantes reconhecem a gravidade da pandemia e a necessidade de restrições para reduzir os casos de transmissão do vírus e ao mesmo tempo aliviar o sistema de saúde do município, porém reforçam que é preciso considerar que a responsabilidade pelo crescimento dos casos de Covid-19 não pode ser atribuída à abertura das atividades empresariais.

“Ações extremadas de isolamento e distanciamento social, com redução de horas de atendimento dos estabelecimentos comerciais e de serviços, já demonstraram que não resolvem o problema da pandemia. Buscamos e sempre buscaremos o equilíbrio entre as questões sanitárias e a econômica, mas a conta não pode recair somente sobre a área econômica”, afirma o documento.

Ainda de acordo com o Manifesto, a Prefeita de Bauru e sua equipe de gestores demonstraram sensibilidade no tocante a este tema, considerando que seja possível adotar medidas específicas para a realidade de Bauru, evitando assim impor sacríficos desnecessários ou que não sejam eficientes para o município.

“O entendimento é que não há mais espaço para sufocar os empreendedores que já estão extremamente feridos financeiramente, e um eventual rebaixamento de fase, levando a restrições no funcionamento dos estabelecimentos, geraria um problema social tão ou mais grave quanto a questão sanitária. O diálogo entre o setor público e o setor privado foi aberto e desta maneira teremos foco total no equacionamento dos problemas inerentes a nossa cidade sem interferência externa, cujos atores desconhecem a realidade local. Neste momento queremos reforçar nosso apoio a forma madura que a Prefeita vem conduzindo este tema”, ressalta o documento.

Para o Presidente da ACIB, economista Reinaldo Cafeo, o manifesto vem dar voz a dezenas de empresários, comerciantes e prestadores de serviços de Bauru, que contribuem para a geração de renda e emprego na cidade. “As propostas sugeridas pela Prefeita Suéllen são viáveis e irão garantir a manutenção dos negócios e da economia, sem com isso deixar de preservar a saúde e bem-estar da população do município”, analisa.

Além da ACIB, assinam o manifesto: Sincomércio (Sindicato do Comércio de Bauru e Região), CDL (Câmara de Dirigentes Lojistas de Bauru), Apas (Associação Paulista de Supermercados), Assoma (Associação dos Maçons de Bauru), Bauru Shopping, Assenag (Associação dos Engenheiros Arquitetos e Agrônomos de Bauru), Sindicato de Bares e Restaurantes,   Sincomerciarios (Sindicato dos Empregados no Comércio de Bauru), Sindicato Profissional de Bares e RestaurantesSindimoto Bauru, CIESP (Centro das Indústrias do Estado de São Paulo),  Sindicato da Indústria de Panificação,   Sindcon (Sindicato dos Contabilistas de Bauru) e Associação dos Músicos de Bauru.

Confira o texto na íntegra:

“As Entidades de Classe de Bauru, abaixo relacionadas, vêm tornar público este manifesto em apoio a recente decisão da Prefeita de Bauru, Suéllen Rosim, que ao decretar que a cidade segue a fase laranja na prevenção a pandemia da Covid-19, determinada pelo Governo do Estado, atendeu ao apelo dos que empreendem em Bauru e flexibilizou em parte o funcionamento das empresas dos vários setores da economia.

As Entidades e seus representantes são sabedores da gravidade da pandemia, das necessárias ações visando reduzir os casos de transmissão do vírus e ao mesmo tempo aliviar o sistema de saúde do município, porém é preciso considerar que a responsabilidade pelo crescimento dos casos de Covid-19 não pode ser atribuída à abertura das atividades empresariais.

Ações extremadas de isolamento e distanciamento social, com redução de horas de atendimento dos estabelecimentos comerciais e de serviços, já demonstraram que não resolvem o problema da pandemia.

Buscamos e sempre buscaremos o equilíbrio entre as questões sanitárias e a econômica, mas a conta não pode recair somente sobre a área econômica.

A Prefeita de Bauru e sua equipe de gestores demonstraram sensibilidade no tocante a este tema, e o entendimento é que não há mais espaço para sufocar os empreendedores que já estão extremamente feridos financeiramente, e um eventual rebaixamento de fase, levando a restrições no funcionamento dos estabelecimentos, geraria um problema social tão ou mais grave quanto a questão sanitária.

O diálogo entre o setor público e o setor privado foi aberto e desta maneira teremos foco total no equacionamento dos problemas inerentes a nossa cidade sem interferência externa, cujos atores desconhecem a realidade local.

Neste momento queremos reforçar nosso apoio a forma madura que a Prefeita vem conduzindo este tema”.

Políticos: sejam Estadistas! Salvem vidas e a economia

Políticos: sejam estadistas

O Brasil acabou não fazendo a lição de casa e se perdeu na discussão de quem assumiria o protagonismo durante a pandemia. Em meio a um negacionismo sem sentido, pagaremos o preço: a economia não crescerá na magnitude que poderia e vidas serão perdidas por falta de velocidade na prevenção contra a Covid-19.

O equilíbrio entre a saúde e a economia sempre foi deixado de lado. Este equilíbrio indicava que seria preciso proteger parte da população, mas também se fazia necessário permitir que a economia andasse. Nem o fechou geral, nem o liberou geral seriam bons.

Perdemos tempo, desperdiçamos recursos e energia e agora, sem insumos para dar sequência na fabricação das vacinas já aprovadas pela ANVISA, o Brasil e os brasileiros pagarão um elevado preço. O primeiro e mais precioso preço a ser pago serão as perdas de vida. Sem vacinar em massa milhares de brasileiros morrerão, infelizmente. O segundo preço será o agravamento do desemprego e com ele a potencialização das questões sociais.

Já foi o tempo em que tínhamos Estadistas com “E” maiúsculo que conseguiam antever a relação de causa e efeito. Vamos ter que ficar com o chapéu na mão implorando para que os fabricantes de insumos das vacinas forneçam ao Brasil o que for necessário.

Os impactos na economia serão sentidos no consumo das famílias. Sem renda reduzirão a demanda por bens e serviços. Também serão sentidos no nível de investimento privado. Sem perspectivas de curto prazo e dúvidas nos médio e longo prazos, estes investimentos serão adiados e até canalizados para outros Países mais “previsíveis”.

O setor externo brasileiro poderá até tirar vantagens na retomada da economia no resto do mundo, mas o volume que isso representa será insuficiente para dar robustez ao nosso desempenho econômico. Restam os gastos do governo, que foram elevados o ano passado e agora será necessário ser rigoroso com o controle fiscal.

Sem dúvida a vacinação em massa dos brasileiros faria com que as duas principais variáveis que impulsionam o crescimento econômico, o consumo e investimentos, levassem o Brasil a alcançar mais do que a previsão do crescimento médio mundial, ou seja, acima de 4%.

Considerando todos estres entraves no tocante aos insumos das vacinas, os agentes econômicos se retraem e o resultado será um crescimento menor do que o possível e necessário.

Tudo indica que este ano o Brasil crescerá economicamente, contudo, como já colocado, este crescimento poderia ser muito maior, atingindo diretamente o nível de emprego e geração de renda dos brasileiros, e com eles a minimização dos impactos sociais, mas infelizmente a realidade é outra.

Por fim um grito de quem quer o bem do Brasil: políticos de plantão pensem no coletivo, deixem suas diferenças de lado, superem suas vaidades e façam, em conjunto, o que for necessário a população brasileira. Sejam Estadistas para efetivamente salvar vidas e a economia.

Estamos clamando para evitar mortes desnecessárias provocadas pela falta de assistência médica e prevenção, e clamando pela sobrevivência da economia, principalmente aos afetados nos negócios e no emprego.

Reinado Cafeo é economista e presidente da Associação Comercial e Industrial de Bauru – ACIB.

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Inflação fecha acima da meta em 2020 e exigirá nova postura do governo

Inflação exigirá nova postura do governo

O IBGE divulgou a inflação oficial de 2020: o IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo) acumulou no ano 4,52%, sendo que em dezembro o índice teve alta de 1,35%. Este patamar é a maior variação mensal desde fevereiro de 2003 (1,57%) e o maior para um mês de dezembro desde 2002 (2,10%).

Em dezembro de 2019 o IPCA foi de 1,15%. A inflação ficou acima da meta fixada pelo Banco Central, que era de 4% ao ano, porém dentro da margem de tolerância que é 1,5 ponto percentual para mais ou para menos.

O Grupo Alimentação e Bebidas foi o vilão da inflação do ano passado: alta acumulada de 14,09%. Este Grupo, que pesa 21,03% no índice total, penaliza os mais pobres. Pela metodologia do IBGE, no cálculo do IPCA é considerada uma cesta de produtos consumidos nas regiões metropolitanas do Brasil por famílias que ganham por mês de 1 a 40 salários mínimos.

Quando o estrato é para a população mais pobre, até 3 salários mínimos, é evidente o Grupo Alimentação passa a ter peso mais expressivo, afinal, com baixa renda, a maior parte do consumo recai sobre os alimentos básicos.  Lembrando que estamos falando de média, pois, dependendo do produto, as altas ultrapassaram os 30% no ano.

Diante deste cenário como será 2021 no tocante a inflação? Podemos projetar um índice inferior do que o apurado em 2020. Muito provavelmente a inflação deste ano fique dentro da meta fixada pelo Banco Central que é de 3,75%. Para que isso ocorra será necessário que o a Autoridade Monetária reveja a política de juros.

Vamos entender melhor isso. Considerando que a inflação é uma média ponderada dos preços de aproximadamente 450 itens, a taxa de juros mais alta inibe a demanda por bens financiáveis, como eletroeletrônicos, entre outros.

Se o consumidor recua na procura por estes itens, a tendência é que os empresários reduzam o preço de venda, e com esta queda, há uma compensação na alta dos preços dos produtos não financiáveis, sobre os quais os juros não exercem influência direta. Assim, a alta nos preços de alguns produtos, é compensada pela queda ou estabilidade de preços de outros produtos.

Este raciocínio indica que a taxa básica de juros pode gradativamente sair 2% ao ano, até atingir um patamar que contribua para que a inflação fique dentro da meta fixada pelo Banco Central. Seguindo esta lógica é factível prever taxa de juros acima de 3% ao ano se aproximando mais dos 4% ao ano.

Esta visão macroeconômica não resolve o problema das famílias mais pobres se os preços dos alimentos continuarem subindo. Neste particular serão necessárias ações setoriais, visando eliminar o desequilíbrio entre oferta e procura.

É previsível que haverá menor pressão na demanda, à medida que este ano tudo indica que não haverá a injeção de dinheiro para as famílias carentes via auxílio emergencial, contudo trabalhar para manter estoques reguladores e ter estratégias de importação produtos toda vez que houver forte alta de preços, garantirão menor penalização a estes mais carentes, que sofrem ainda com a falta de emprego. Sem dúvida este cenário exigirá nova postura do governo no controle da inflação, principalmente do Banco Central do Brasil.

Reinado Cafeo é economista e presidente da Associação Comercial e Industrial de Bauru – ACIB.

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ACIB lança campanha para estimular vacinação contra Covid-19

Campanha de vacinação

A Associação Comercial e Industrial de Bauru – ACIB, lança nos próximos dias uma campanha de comunicação para conscientizar a população sobre a importância da imunização contra o novo coronavírus (Covid-19).

O objetivo é tranquilizar as pessoas a respeito de qualquer imunizante que a Agência Nacional Vigilância Sanitária (Anvisa) venha a aprovar. Para tanto, a campanha vai contar com a participação de vários médicos que asseguram a eficácia e segurança da vacina que em breve estará disponível para o público.

“Embora a ACIB respeite o direito de decisão de cada pessoa de se vacinar ou não, sabemos que hoje o melhor caminho é dar voz para os médicos e entidades que defendem o uso imediato da vacina como forma de reduzir o contágio e as mortes pela Covid-19”, explica o presidente da ACIB, economista Reinaldo Cafeo.

A campanha vai contar ainda com material explicativo, bem como com vídeos nas redes sociais com depoimentos de autoridades, especialistas e associados ressaltando a importância da vacinação para controlar e evitar a propagação da doença.

“Diante do impacto da pandemia de Covid-19 sobre a vida de todos, a chegada de uma vacina é a notícia mais aguardada em todo o mundo. Nossa intenção com essa campanha é combater os boatos e “fake news” sobre o tema, que colocam em risco a credibilidade desta que representa um dos mais importantes avanços da história da medicina.”

Afinal o Brasil está ou não quebrado?

Brasil está quebrado

AEm sua primeira declaração pública do ano, o Presidente da República, Jair Bolsonaro, afirmou: “Chefe (dirigindo-se a um apoiante que o tinha interpelado), o Brasil está quebrado, chefe. Eu não consigo fazer nada. Eu queria mexer na tabela do Imposto de Renda, teve esse vírus potencializado pela mídia que nós temos aí, essa mídia sem caráter”

Afinal de contas, o Brasil está ou não quebrado? A resposta é: Não! Estar quebrado é não ter condições de honrar seus compromissos, não conseguir captar recursos no mercado, o que não é a realidade brasileira.

É óbvio que é preciso entender o contexto da fala do Presidente da República.  Dá a impressão de que o Bolsonaro quis justificar o não atendimento das pautas por ele sinalizadas em sua campanha. Isso fica comprovado quando menciona a tabela do imposto de renda da pessoa física.

Havia expectativa que esta tabela fosse corrigida, uma vez que ficou congelada por muito tempo, levando milhões de brasileiros a reduzirem o valor de imposto a ser pago. Outra leitura é que talvez ele se sinta de mãos amarradas ao ter que cumprir o teto de gastos, ser rigoroso na questão fiscal para o País resgatar a credibilidade.

Não obstante estas observações, o Presidente demonstra ter uma visão reducionista da realidade. Por exemplo, ao criticar a mídia sobre a cobertura dos casos de Covid.19, generalizando, como se todos tivessem o mesmo discurso, Bolsonaro se equipara àqueles que, de maneira superficial analisam os graves problemas do Brasil. Isso caberia em uma conversa de “boteco” e não a uma declaração do máximo mandatário do País.

A equipe econômica do governo, em especial o Ministro Paulo Guedes e o Presidente do Banco Central brasileiro, Roberto Campos Neto (que acaba de ser eleito o melhor Presidente de Banco Central do mundo por suas ações frente a esta importante Instituição), fazem das tripas coração para garantir um mínimo de confiança dos agentes econômicos nacionais e internacionais. Sinalizam com reformas que por falta de vontade política do governo não são priorizadas. Indicam privatizações, para tornar o Estado mais leve, sem sucesso.

Tentam abafar as tentativas de parte dos Ministros do governo Bolsonaro em abrir os cofres públicos para uma pauta desenvolvimentista, que poderia aí sim levar o País a insolvência. Enfim, tentam implantar uma nova matriz econômica, que em momento algum teve o comprometimento total do Presidente Bolsonaro. Este tipo de posicionamento “populista’ pouco ou quase nada agrega neste momento.

Os principais líderes mundiais buscam trazer otimismo a sua população. Tentam atrair os investimentos produtivos e promovem ações para reduzir os efeitos da pandemia, notadamente na falta de emprego para todos. Aqui não! Gasta-se energia desnecessária para contornar falas do Presidente, que só abrem margem para especulações de toda ordem.

Não acreditar no potencial econômico do Brasil é desconhecer por completo a dimensão daqueles que sempre ajudaram a construir este País.

Por isso devemos insistir na tese: menos Estado e mais setor Privado, este sim, arrisca seu capital, empreende na adversidade e acima de tudo tenta manter o otimismo de seus colaboradores.

Pode até ser que o Presidente Bolsonaro tenha tido outra intenção ao fazer a declaração de que o Brasil está quebrado, mas passou da hora de falar menos e praticar o que a sabedoria dos pensadores nos trouxe: “Deus dotou o homem de uma boca e dois ouvidos para que ouça o dobro do que fala”.

Reinado Cafeo é economista e presidente da Associação Comercial e Industrial de Bauru – ACIB.

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