ACIB se posiciona sobre novo decreto da Prefeitura de Bauru

ACIB se posiciona sobre novo decreto da Prefeitura de Bauru

A Associação Comercial e Industrial de Bauru – ACIB se posicionou sobre o novo decreto publicado nesta quarta-feira (16) pela Prefeitura de Bauru, que endurece as medidas para enfrentamento da pandemia de coronavírus no município. As novas regras entram em vigor na próxima sexta-feira (18) e seguem até o dia 30 de junho.

Nesse período fica limitada a ocupação máxima dos estabelecimentos (comerciais e de serviços) em até 30% da capacidade. O funcionamento das lojas, inclusive de shoppings e galerias comerciais, será das 6h às 21h.

O município também vai restringir o horário de funcionamento de bares, lanchonetes, restaurantes e demais estabelecimentos de alimentação, que poderão funcionar das 6h às 19h, com até 30% da capacidade, e limite máximo para fechamento das portas até às 20h, em todos os dias da semana.

O novo decreto também volta a limitar a entrada de apenas uma pessoa por família nos supermercados. Além disso, fica proibida a venda de bebidas alcoólicas em qualquer estabelecimento, das 19h às 6h do dia seguinte, em todos os dias da semana. Aos finais de semana, a venda fica proibida em todos os horários, das 19h de sexta-feira até 6h de segunda-feira.

O valor da multa para quem descumprir o decreto pode chegar até R$ 6.678,86. Já os estabelecimentos comerciais e de serviços reincidentes poderão ser interditados pelo município.

Para o Presidente da ACIB, economista Reinado Cafeo, as medidas restritivas prevista no novo decreto municipal mais uma vez afetam de modo prejudicial o setor produtivo da cidade, desfavorecendo empresários e colocando em risco o emprego de centenas de trabalhadores.

“A ACIB, por um lado, tem a preocupação com o crescimento do número de casos de Covid, mortes, com a falta de infraestrutura sanitária para atender os pacientes. Mas, por outro lado, lamenta que o executivo municipal atual repete os mesmos erros do executivo que terminou o mandato no ano passado. Não foi aberto diálogo para que as entidades representativas pudessem opinar qual seria o melhor modelo para enfrentamento dos problemas de saúde e do pico da pandemia. Essa falta de diálogo faz com que a sociedade tenha um olhar para o setor produtivo da cidade como se ele fosse vilão. Quando, na verdade, não é. O setor público teve recursos abundantes da esfera Federal e do Governo do Estado. O próprio Governo do Estado não deu o foco. Foi solicitado para que todos nós ficássemos em casa, para que houvesse a ampliação da retaguarda de saúde e nada disso se concretizou. Lamentamos, então, que nesse momento o setor produtivo seja novamente afetado. Insisto, de um lado entendemos a gravidade da questão, mas do outro precisaria ter, no mínimo, diálogo com as entidades constituídas”, opina Cafeo.

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