O candidato “nem, nem”

O candidato “nem, nem”

Entrevistando recentemente o colega economista, Heron do Carmo, que é um dos coordenadores da pesquisa FIPE-USP, ao analisar o cenário econômico e político, ele pinçou esta expressão; “ainda há expectativa que para a sucessão presidencial do ano que vem apareça um candidato nem, nem”.

Conhecemos esta expressão para rotular os jovens que “nem” trabalham e “nem” estudam, e agora é utilizada para indicar que parte da sociedade, e em especial os eleitores, não estão dispostos a votar “nem” em Bolsonaro e “nem” em Lula. É a expectativa, e para muitos, até a esperança, de que um terceiro nome, viável eleitoralmente, uma terceira via, surja e com ele seja criada opção para quem está cansado do extremismo, este verdadeiro “Fla Flu” que se instalou na política brasileira.

Quando fazemos esta leitura a pergunta é se haverá tempo hábil para que uma candidatura alternativa seja viabilizada? E a resposta é: sim inclusive evitaria desgaste ao candidato caso o nome seja lançado com muita antecedência.

Apesar desta expectativa, diria até positiva, o quadro atual de candidatos à sucessão do Presidente Bolsonaro não é animador.

Falta alguém com expressão nacional que tenha postura de Estadista com E maiúsculo, que seja capaz de baixar a temperatura política, e focar nos principais e graves problemas do Brasil.

O ambiente político beligerante interessa somente aqueles que gostam do quanto “pior, melhor”. Focam em pautas fracas, normalmente de costumes, em que o populismo acaba se impondo e falando mais alto.

Parte da sociedade clama por um político (homem ou mulher) que efetivamente tenha um projeto de estado e não de governo. Que foque na sustentação do crescimento econômico, que leve o País ao desenvolvimento econômico.

Que esteja disposto a implementar políticas públicas que sejam capazes de efetivamente trazer vida digna a população. Que, na ponderação, no diálogo, no debate sadio, possam levar o Brasil a um porto seguro. Que seja capaz de harmonizar os Poderes constituídos e que a justiça social seja um mantra.

É sonhar alto? É ter ilusão de que isso pode ser verdadeiro? Ou é algo factível? Isso somente o tempo dirá.

Confesso que ainda não joguei a toalha e que tenho expectativas do “nem” “nem” do bem, aquele que se apresente como um novo, que renova e motiva.

A política como é praticada hoje, é no mínimo cansativa, para não dizer, tóxica. Quem tenhamos mais opções!

Reinado Cafeo é economista e presidente da Associação Comercial e Industrial de Bauru – ACIB.

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