Edital de convocação – Reunião ordinária do conselho deliberativo da ACIB

Ficam convocados os componentes do Conselho Deliberativo da Associação Comercial e Industrial de Bauru – ACIB, em conformidade com o artigo 24, item I, letra e, de seu Estatuto, para reunião ordinária a ser realizada na sede social da entidade, Rua Bandeirantes 8-78, Centro, nesta cidade de Bauru, Estado de São Paulo, no dia 13 de setembro de 2021 às 8 horas, em primeira chamada e não havendo quórum regimental, em segunda chamada trinta minutos depois.

Pauta, conforme o artigo 24, Item I, letra e, a saber:

“Apresentação da proposta orçamentária da receita e da despesa de 2022 da associação, apresentada pela Diretoria Executiva;”

Contamos com a presença de todos os Conselheiros.

Bauru-SP, 08 de setembro de 2021

Benedito Luiz da Silva

Presidente do Conselho Deliberativo

Ambiente econômico requer foco

Ambiente econômico requer foco

Sem dúvida alguma a pandemia da Covid-19 bagunçou a economia. De um lado diminuiu o número de ofertantes, à medida que muitas empresas reduziram suas atividades, outras não sobreviveram, e de outro lado a demanda aqueceu, tanto internamente como externamente. Resultado: desequilíbrio.

Quando recorremos a Ciência Econômica para tentar explicar este momento, fica mais fácil entender um pouco melhor os desafios que se apresentam. Vamos focar nas metas de política econômica. Por este prisma o ambiente econômico deve criar condições para que a economia cresça, que a inflação fique controlada, que o emprego seja gerado e que a renda seja distribuída de maneira equânime.

Comecemos com o crescimento econômico. Este ano a economia crescerá. Mesmo com o recuo do Produto Interno Bruto no segundo trimestre deste ano em 0,1%, no semestre fechado a alta foi de 6,4% na comparação com o primeiro semestre do ano passado, assim é factível crescimento próximo a 5% em 2021, mesmo porque a base de comparação é precária, posto que em 2020 a economia brasileira levou um tombo de 4,1%. Esta meta será cumprida.

Já o controle da inflação está distante de ocorrer. Neste particular a inércia da equipe econômica do governo Bolsonaro chama a atenção. Deixar somente para o Banco Central monitorar o nível de inflação, com política monetária, é adiar a derrubada mais firme dos preços. A carestia é realidade. Preços importantes na economia operam acima de 2 dígitos, como são os casos da energia elétrica, combustíveis e alimentos, o que não é admissível, mesmo considerando a bagunça na economia que mencionamos acima. Aqui requer foco.

Mesmo mantendo as convicções neoliberais, de que o mercado é soberano, é possível firmar acordos setoriais, utilizar a política comercial em nosso favor, enfim, dar velocidade na eliminação do desequilíbrio entre oferta e procura. Os vilões da inflação são conhecidos, portanto, precisam ser equacionados.

No tocante ao emprego, este será recuperado lentamente. Dados do CAGED apontam a geração de emprego formal que combinado com a queda da taxa de desemprego apurada pelo IBGE, indicam melhoria no mercado de trabalho, contudo, a velocidade não será a esperada pelos trabalhadores. Os mais bem qualificados chegarão mais rapidamente lá e os menos qualificados amargarão mais tempo em busca de uma colocação. Resta apostar na carreira solo via Microempreendedor Individual, afinal são mais de 14 milhões de brasileiros desempregados.

Em relação a distribuição justa de renda, enquanto o bolo não crescer, não haverá recursos a serem distribuídos. Neste particular a volta do emprego minimizará as desigualdades sociais, mas sem dúvida será um longo caminho.

Diante destes desafios o que não é possível aceitar é desvio de foco e de prioridades. Já cansou este tensionamento entre os Poderes Constituídos. Também está insuportável a discussão neste momento das eleições presidenciais do ano que vem. Cansa o foco diário na CPI da Pandemia. Também é cansativa a discussão em torno de mais gastos públicos, passando a impressão que no setor público tudo pode e que não há limites para estes gastos.

Enfim, é hora de baixar a bola, priorizar o que é mais importante para a população, deixando de lado, este tóxico ambiente político. Sem dúvida o ambiente econômico requer foco, portanto, exijamos este comportamento dos agentes políticos.

Reinado Cafeo é economista e presidente da Associação Comercial e Industrial de Bauru – ACIB.

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ACIB comemora 90 anos de atividade 

ACIB comemora 90 anos

Hoje, dia 2, a Associação Comercial e Industrial de Bauru – ACIB comemora 90 anos de atividade na cidade. Durante essas nove décadas de trajetória, a entidade deu uma grande contribuição para o desenvolvimento do município, com significativas conquistas.

A necessidade da criação de uma entidade representativa, que promovesse o associativismo, além de defender os interesses da classe empresarial, surgiu ainda na década de 30. De lá pra cá, a ACIB vem escrevendo uma história de protagonismo na cidade, reunindo hoje em seu quadro associativo empresas de múltiplos segmentos, além de abrir espaço aos profissionais liberais.

Segundo o presidente da ACIB, economista Reinaldo Cafeo, a entidade atua junto aos governos em suas mais diversas esferas e órgãos da sociedade, sempre com o objetivo de promover o bem comum e lutar pelas classes que representa.

Cafeo destaca ainda que a ACIB investe em relacionamento (fomento a negócios, networking, feiras e workshops), informação (banco de dados econômicos e pesquisa) e formação (cursos e treinamentos – presenciais e à distância) a fim de contribuir para a profissionalização e reciclagem do público que atende.

Com o objetivo de descentralizar sua prestação de serviço e democratizar o crescimento das empresas locais, a ACIB também realiza ações em diferentes regiões de Bauru. A entidade ainda se faz presente na busca de soluções para os desafios do município, participando ativamente  em comissões municipais e também nas amplas discussões de interesse do meio empresarial.

Consciente de seu papel social, a ACIB também investe em ações assistenciais e, principalmente, de transformação. Entre outros importantes projetos, destaque para a campanha Leão Amigo, a criação da Rede Bauru Solidária, a Semana do Brasil e Campanha do Agasalho.

“Para mim, é uma honra presidir a ACIB. Esse é meu terceiro mandato e sinto orgulho de poder entregar para todos os nossos associados, e, para a comunidade de modo geral, uma entidade forte, representativa e respeitada, que presta bons serviços, e que tem em seu cerne a ética e a valorização de quem acredita e investe em Bauru”, declara Cafeo.

Câmara Municipal

Hoje, o presidente da ACIB esteve na Câmara Municipal, às 13 horas, fazendo uso da Tribuna durante a Sessão Ordinária para falar sobre os 90 anos da entidade.

Paulo Martinello, vice-presidente da ACIB, e Reinaldo Cafeo, presidente da entidade, na Câmara Municipal

ACIB comemora participação das Associações Comerciais na comissão que discutirá a reforma tributária

ACIB comemora participação na discussão da reforma tributária

O presidente da Associação Comercial e Industrial de Bauru – ACIB, economista Reinaldo Cafeo, recebeu com entusiasmo a notícia de que as Associações Comerciais farão parte da comissão que discutirá a proposta de reforma tributária que tramita no Congresso.

A sugestão de formar um grupo de trabalho que irá debater o projeto foi apresentada pelo presidente da Federação das Associações Comerciais do Estado de São Paulo (Facesp), Alfredo Cotait Neto, durante reunião com o ministro da Economia, Paulo Guedes, na sexta-feira, dia 16 de julho, em São Paulo. Os participantes terão a missão de analisar e sugerir mudanças no texto da reforma.

Para Cafeo, a ACIB, pela sua experiência e atuação, pode vir a dar uma grande contribuição nessa discussão, o que ele considera de grande importância para Bauru e região. “A reforma tributária é, sim, importante para o país, mas é preciso criar um mecanismo que venha simplificar e trazer maior transparência na cobrança de impostos”, analisa.

O Presidente da ACIB considera que a taxação de dividendos sobre as empresas de lucro presumido, um dos pilares da reforma tributária, precisa ser analisada com extremo cuidado, pois a medida pode afetar o setor produtivo.

Além das Associações Comerciais, que serão representadas pela Facesp, a comissão que discutirá a proposta de reforma tributária será composta por empresários e advogados tributaristas, bem como federações e associações que representam setores como trabalho temporário; higiene, limpeza e conservação; vigilantes; escolas particulares; segurança privada, entre outros. Ao todo, as instituições representam cerca de 12 milhões de trabalhadores e 950 mil empresas.

Reforma tributária: decepção

Reforma tributária: decepção

Não escondo de ninguém meu apreço ao liberalismo econômico. Tendo um Estado mais enxuto, concentrado nas questões básicas e vitais à população, como saúde, educação e segurança, a produtividade cresce e o resultado é um cidadão mais bem assistido, tendo serviços de qualidade, oferecendo a contrapartida aos pagadores de impostos.

O atual ministro da Economia é da escola liberal. É fato que não é fácil convencer todos os atores que constituem as instituições públicas e privadas a aceitarem o liberalismo, ou o neoliberalismo como forma de conduzir a economia do País. Isso é bom, porque no debate é que a sociedade faz suas escolhas, nem sempre as melhores, mas o resultado fortalece a democracia.

As chamadas reformas estruturais sempre foram necessárias e o então candidato à presidência, e agora presidente, Jair Bolsonaro, se comprometeu a levá-las em frente. Paulo Guedes esteve sempre ao lado do presidente, até mesmo antes das eleições, e foi rotulado como “Posto Ypiranga” do presidente, uma alusão a propaganda desta rede de postos que oferece aos seus clientes soluções para todas as suas demandas.

Guedes conseguiu algo inédito, que foi levar em frente, juntamente com os Congressistas, uma ampla reforma previdenciária, e se não fosse a pandemia, outras reformas, entre elas a administrativa e tributária, já teriam sido discutidas e até aprovadas.

Nunca é tarde para estes temas voltarem a pauta e ambas estão tramitando atualmente no Congresso. Especificamente em relação a reforma tributária confesso que fiquei decepcionado com a equipe econômica do governo.

A primeira fase até que é aceitável, à medida que mexe nos tributos federais, simplificando o sistema, e busca equilibrar de maneira mais justa a tributação dos bens confrontado com os serviços. Agora, a segunda fase da reforma que chegou recentemente no Congresso não agradou ninguém. Até mesmo membros da equipe econômica tiveram posições divergentes.

Tendo como pano de fundo corrigir a tabela do imposto de renda das pessoas físicas, o projeto de reforma foi com muita “fome” na tributação das empresas e ainda deixou de lado a simplificação. A questionável tributação dos dividendos e sua forma de incidência estão distantes de uma reforma que reduza a carga tributária das empresas e ao mesmo tempo simplifique o sistema. Isso sem contar a introdução no mercado financeiro da tributação dos Fundos Imobiliários.

Quem tem visão neoliberal não pode “matar” no ninho a galinha de ovos de ouro, ou seja, o setor privado, o gerador e pagador de impostos.

Diante deste quadro resta-nos esperar a revisão do texto tanto pela equipe econômica, como pelos Congressistas, para que a emenda não fique pior que o soneto.

Não é fácil agradar a todos, mas a reforma como concebida atualmente, não agradou ninguém, pois, mesmo reduzindo o imposto de renda das pessoas físicas, o efeito colateral da reforma, será o encarecimento dos produtos, com o repasse de custos adicionais aos preços dos mesmos, gerando uma falta sensação de justiça tributária. Alivia de um lado, cobra de outro.

O ministro da economia e sua equipe, precisam urgentemente rever seus conceitos e resgatar os princípios neoliberais, os quais os agentes econômicos acreditaram ser o que nortearia as ações na área econômica deste governo. Ainda dá tempo de mudar o projeto apresentado.

Reinado Cafeo é economista e presidente da Associação Comercial e Industrial de Bauru – ACIB.

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ACIB se posiciona sobre novo decreto da Prefeitura de Bauru

ACIB se posiciona sobre novo decreto da Prefeitura de Bauru

A Associação Comercial e Industrial de Bauru – ACIB se posicionou sobre o novo decreto publicado nesta quarta-feira (16) pela Prefeitura de Bauru, que endurece as medidas para enfrentamento da pandemia de coronavírus no município. As novas regras entram em vigor na próxima sexta-feira (18) e seguem até o dia 30 de junho.

Nesse período fica limitada a ocupação máxima dos estabelecimentos (comerciais e de serviços) em até 30% da capacidade. O funcionamento das lojas, inclusive de shoppings e galerias comerciais, será das 6h às 21h.

O município também vai restringir o horário de funcionamento de bares, lanchonetes, restaurantes e demais estabelecimentos de alimentação, que poderão funcionar das 6h às 19h, com até 30% da capacidade, e limite máximo para fechamento das portas até às 20h, em todos os dias da semana.

O novo decreto também volta a limitar a entrada de apenas uma pessoa por família nos supermercados. Além disso, fica proibida a venda de bebidas alcoólicas em qualquer estabelecimento, das 19h às 6h do dia seguinte, em todos os dias da semana. Aos finais de semana, a venda fica proibida em todos os horários, das 19h de sexta-feira até 6h de segunda-feira.

O valor da multa para quem descumprir o decreto pode chegar até R$ 6.678,86. Já os estabelecimentos comerciais e de serviços reincidentes poderão ser interditados pelo município.

Para o Presidente da ACIB, economista Reinado Cafeo, as medidas restritivas prevista no novo decreto municipal mais uma vez afetam de modo prejudicial o setor produtivo da cidade, desfavorecendo empresários e colocando em risco o emprego de centenas de trabalhadores.

“A ACIB, por um lado, tem a preocupação com o crescimento do número de casos de Covid, mortes, com a falta de infraestrutura sanitária para atender os pacientes. Mas, por outro lado, lamenta que o executivo municipal atual repete os mesmos erros do executivo que terminou o mandato no ano passado. Não foi aberto diálogo para que as entidades representativas pudessem opinar qual seria o melhor modelo para enfrentamento dos problemas de saúde e do pico da pandemia. Essa falta de diálogo faz com que a sociedade tenha um olhar para o setor produtivo da cidade como se ele fosse vilão. Quando, na verdade, não é. O setor público teve recursos abundantes da esfera Federal e do Governo do Estado. O próprio Governo do Estado não deu o foco. Foi solicitado para que todos nós ficássemos em casa, para que houvesse a ampliação da retaguarda de saúde e nada disso se concretizou. Lamentamos, então, que nesse momento o setor produtivo seja novamente afetado. Insisto, de um lado entendemos a gravidade da questão, mas do outro precisaria ter, no mínimo, diálogo com as entidades constituídas”, opina Cafeo.

ACIB Debate estreia discutindo situação do DAE Bauru

ACIB Debate estreia na próxima segunda-feira abordando o tema: DAE Bauru

A Associação Comercial e Industrial de Bauru – ACIB, estreia, na próxima segunda-feira, dia 17 de maio, às 18 horas, com transmissão ao vivo no canal da ACIB no YouTube (youtube.com/acibbauru), o programa ACIB Debate. Essa primeira edição traz como tema: DAE Bauru – Qual o Melhor Modelo de Gestão: Autarquia ou Concessão?

O evento terá como mediador o presidente da ACIB, economista Reinaldo Cafeo, e contará com as participações especiais de Eduardo Borgo (Vereador), Bruno Pereira (Radar PPP), André Dabus (Conselheiro da ABDIB), Eric Edir Fabris (Engenheiro e ex-Presidente do DAE) e Tânia Kamimura Maceri (Engenheira, CODESE).

A estreia do programa marca a atuação da ACIB, que em agosto completa 90 anos, para tratar temas relevantes para o desenvolvimento de Bauru. Segundo Cafeo, a entidade sempre teve imparcialidade do ponto de vista de política partidária, porém sempre se posicionou nos grandes temas da cidade.

“O debate desta segunda-feira, pela qualidade dos convidados, quer agregar conteúdo à recente indicação da prefeita Suéllen Rosim, em criar um comitê que possa analisar o futuro da autarquia. A ACIB não tem preconceito, não tem uma definição prévia, mas aposta no debate: falta de água, perda na distribuição, estrutura administrativa viciada e, na ponta, um serviço que não atende as expectativas da comunidade. Por que não debater se é possível melhorar o modelo atual, se é possível, mantendo o modelo atual, ter sucesso, ou se, eventualmente, uma concessão muito bem estruturada não possa ser o caminho para trazer qualidade para as pessoas que hoje sofrem de maneira antecipada com uma estiagem? É uma autarquia com recursos recorrentes, um produto essencial, mas que ainda não encontrou o modelo de gestão”, diz Cafeo.

Segundo o presidente da entidade, a ACIB pretende, com esse debate, trazer luz às grandes possibilidades de melhoria da qualidade do serviço público e, em última instância, para a qualidade de vida da população de Bauru.

Participe:

ACIB Debate: DAE Bauru – Qual o Melhor Modelo de Gestão: Autarquia ou Concessão?

Dia 17 de maio, às 18 horas no YouTube: youtube.com/acibbauru.

O mais “novo” idoso do pedaço

O mais “novo” idoso do pedaço

Pois é sou o mais “novo” idoso do pedaço: cheguei aos 60 anos e, como dizem os amigos, com “corpinho de 59”. Brincadeiras à parte tenho a impressão de que o tempo passou muito rapidamente e este último ano de pandemia, mais ainda.

Lembro-me como se fosse hoje a ansiedade em tirar a Carteira Nacional de Habilitação e naquela época a primeira renovação se daria somente aos 40 anos. Dos 18 anos até os 40 anos parecia uma eternidade. E lá se foram os 40, os 50 e agora os 60 anos.

Afinal o que significa este tempo cronológico? Como é ter um Estatuto do Idoso para oferecer benefícios que até então eu não tinha? Como será utilizar as vagas especiais, ser preferencial em vários serviços? Em algo que me inquieta: como é na prática envelhecer?

Vamos nos concentrar neste último tema: o que é na prática envelhecer. Penso que se o significado de envelhecimento não for traduzido em se tornar mais experiente perderá o sentido.

Adquirir experiência tem a ver com passar a fazer melhores escolhas. É não precisar usar a tentativa e erro, é evitar entrar em buracos e abismos, que já foram percorridos. Ser experiente é estar calejado no tocante aos ideais. Ao contrário de muitos que chegam na terceira idade, ser experiente é ter um olhar mais coletivo, menos individualista.

Ser experiente é não tolerar injustiça e tampouco devaneios de quem busca em seu próprio interesse cercear o direito dos outros. Ser experiente é praticar a visão 360 graus, analisando “fora da caixa” todas as possibilidades. A seletividade faz parte deste contexto.

A experiência também nos dá todas as condições de eventualmente falar “não” quando a relação custo/benefício é desfavorável. Ser experiente é valorizar a família, os poucos, mas fundamentais amigos. Ser experiente é olhar para trás e ter a consciência de que, boa parte do que sou agora, foi fruto de decisões que se não foram tomadas na plenitude da sabedoria, que ao menos me trouxe a um porto seguro.

A vida não foi e não é fácil. Momentos tristes, perdas, ganhos, frustrações, vitórias, derrotas, e mesmo nas derrotas uma coisa me orgulho em dizer: sempre caí em pé. Isso permitiu me dar impulso suficiente para tentar novamente. E cada derrota, a cada marca nestes 60 anos, um novo aprendizado.

E é assim que me vejo daqui para frente. Sei que o tempo de vida será menor do que o tempo já vivido, mas quero aproveitar cada instante para valorizar o fato de estar vivo, ficar mais próximo de minha esposa, filhas, enteados, enfim, de minha família e dos amigos, para celebrar na plenitude o dom da vida.

Mesmo com tantas coisas vividas e vivenciadas uma coisa eu tenho a certeza: é preciso aprender sempre, é preciso estar aberto ao novo, é preciso se reinventar constantemente.

Como dizem: envelhecer não é bom, mas a alternativa é pior, então que venham tantos anos quantos Deus permitir (e eu contribuir cuidando da saúde) e que sejam luz de aprendizado.

Refazendo a brincadeira inicial: 60 anos com corpinho de 50, ao menos me sinto assim! Viva a vida e que passe logo esta pandemia para abraçar todos que compartilharam digitalmente comigo a alegria de me sentir, mais do que um idoso, um homem experiente que ama intensamente todos que me cercam e tudo que faço! Está aí o depoimento do mais “novo” idoso do pedaço.

Reinado Cafeo é economista e presidente da Associação Comercial e Industrial de Bauru – ACIB.

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Quebra de paradigma

Quebra de paradigma

Muitos já devem ter ouvido falar que é preciso pensar “fora da caixa”, olhar as coisas e as organizações com outro olhar, até mesmo agregar valor a algo que historicamente se repete sem resultados adequados. Estamos falando de quebrar o paradigma, que neste contexto é seria fazer algo diferente do que vem sendo feito.

O cidadão brasileiro em boa parte é conservador. Normalmente afirma ter a posse de algo que efetivamente nunca lhe pertenceu. No âmbito do município indicar uma simples discussão para que a sociedade possa fazer sua escolha entre vários modelos de gestão passa a ser um tabu de tamanha grandeza que nos leva a refletir a quem efetivamente interessa tanta resistência.

Sem dúvida alguma uma classe política, que pretende se perpetuar no poder, falar por exemplo, em concessão do serviço público é algo proibido. Pensam assim: como posso perder o voto daquele servidor público, ou apoio daquele sindicato de empregados, se eu der sinal verde a uma discussão que pode ao final, demonstrar que o setor privado pode administrar uma atual empresa pública com mais eficiência e eficácia?

O mais fácil, muito ligado aos que gostam do populismo, é alisar em favor do pelo, mantendo o status quo, deixando de lado discussões que podem de alguma maneira “manchar” sua imagem de defensor da coisa pública.

Especificamente na questão da gestão do DAE, já foi dado início a um movimento que já decidiu por todos nós cidadãos pagadores de impostos: o DAE é nosso e ninguém pode sequer pensar em discutir um eventual novo modelo de gestão.

A chamada Frente Parlamentar municipal já começa indicando a que veio: amordaçar àqueles que com interesse coletivo, querem ao menos analisar três possibilidades: 1- Seguir com o modelo de gestão atual; 2- Propor, como parece indicar no novo Presidente do DAE, um novo modelo de gestão e 3- Análise do custo/benefício de uma eventual concessão. Qual é o problema de abrir o debate? Se a manutenção do DAE no modelo atual é tão boa, qual é o receio em debater? O cidadão está contente com os serviços do DAE ao ponto de já decretarmos que não é possível pensar “fora da caixa”?

Além da Frente Parlamentar Municipal indicar a falta de diálogo, ainda se utiliza dos recursos do pagador de impostos para levar em frente suas ideias. Confundem a Câmara Municipal, com seus partidos políticos.

Pergunto: qual cidadão, qual Entidade privada, pode utilizar a Assessoria de Imprensa, as instalações da Câmara Municipal, o suporte de uma rádio e uma TV para expor suas ideias? A frente sinaliza até que irá propor um encontro no pátio do DAE. Qualquer cidadão ou qualquer Entidade representativa pode utilizar as instalações do DAE para debates sobre seu futuro? Querem se posicionar como Frente Parlamentar, então utilizem os recursos de seus partidos, por sinal, também pagos pela sociedade. Ao menos se colocarão como independentes.

Na verdade, o País convive, e a cidade não é diferente, com uma escassez de lideranças. Na classe política então isso fica mais evidenciado. Com as perdas que o setor privado observou e observa devido a pandemia, com decisões impostas para isolamento, distanciamento social e até mesmo fechamento das atividades produtivas, o setor privado encolheu, e se manter “empregado” no setor público, passou a ser meio de vida. Assim, para se manter no poder, tudo é possível, até mesmo, criar um movimento utilizando a estrutura da Câmara e que tentar evitar o debate saudável. Já decidiram por todos nós.

Diante deste cenário não imaginem que Bauru será uma cidade cosmopolita, aberta, inovadora, eficiente, com atração de investimentos produtivos. Seremos sempre reféns de um passado em que mamar no setor público fazia algum sentido.

O mundo mudou e quem efetivamente pensa no futuro desta cidade tem que estar aberto ao novo. Quebrar paradigmas é um bom início para que as coisas efetivamente possam mudar.

Reforço a pergunta: qual o problema de a cidade discutir ao menos três opções para o futuro do DAE?

Reinado Cafeo é economista e presidente da Associação Comercial e Industrial de Bauru – ACIB.

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É preciso ter um setor público mais enxuto

É preciso ter um setor público mais enxuto

ÉNão se trata de ideologia e tampouco de oportunismo diante da inoperância do setor público, mas sim de a sociedade ter clareza no que efetivamente ela deseja dos gestores da coisa pública.

O setor público brasileiro é gigante, e subtrai dos agentes econômicos parcela significativa de sua renda. É importante deixar claro que o setor público se mantém a partir dos pagadores de impostos, portanto, quanto maior o tamanho do Estado, menos recursos ficam disponíveis para estes agentes econômicos.

No âmbito Federal a discussão é sobre a necessidade da reforma administrativa. Tornar as carreiras mais previsíveis, não conviver com servidores que, a luz da estabilidade, negligenciam em suas funções. Estamos falando de focar em produtividade, com prestação de serviços de qualidade para aqueles que financiam as atividades de Estado.

Isso vale para os âmbitos estadual e municipal. Fazendo um recorte em para Bauru, finalmente será colocada em discussão a redução da participação do setor público municipal no dia a dia das pessoas.

Discutir terceirização, concessão, privatização ou Parcerias Público Privadas, sempre foi tabu. São temas quase sempre deixado de lado, porque sempre tem prevalecido os interesses corporativos e acima de tudo um pré-conceito que trazer a iniciativa privada para perto do setor público envolve corrupção. Engano total.

A capacidade de investimento do município é quase zero e os problemas se avolumam. Mesmo contando com mais de 6 mil servidores municipais, se indagados, cada Secretário Municipal dirá que falta gente para executar as tarefas a contento.

Um simples corte de mato nas vias públicas não tem efetividade. A manutenção de cemitérios inexiste. A coleta de lixo é cara e ineficaz. A coleta, armazenamento e distribuição de água são falhos e não há no horizonte nada, eu disse nada, que aponte para uma gestão a contento na futura Estação de Tratamento de Esgoto.

Resumo da ópera: não há na estrutura do executivo recursos, tanto financeiros como humanos, que sejam capazes de atender as expectativas da população. Ao não enfrentar estas limitações, a cidade faz de conta que caminha para ter e oferecer qualidade de vida aos bauruenses.

Antes que alguém venha dizer: “o DAE é nosso!” ou “querem vender a cidade”, é preciso ao menos estar abertos a discutir o futuro de cada setor importante da administração pública. Qual é o problema em confrontar, por exemplo, a estrutura atual do DAE ou uma eventual reorganização mantendo a gestão pública, com outro modelo privado via concessão?

Discutir não quer dizer adotar. Isso vale para os serviços da Emdurb, entre eles o lixo. Também vale para a iluminação pública e até mesmo para parcerias que confronte o valor gasto em aluguel por parte da Prefeitura uma eventual parceria para construção de um centro administrativo.

Precisamos abrir a nossa mente e em vez de criticar a iniciativa em discutir estes temas, permitir que, com projetos claros e objetivos, com evidente relação de custo/benefício, a cidade, o cidadão, seus representantes, possam escolher o que é melhor ao município.

Somente pessoas e políticos que pensam em seus nichos e não no todo, que colocam suas ideologias acima do interesse coletivo, não querem debater. E o que é pior, muitos destes negacionistas no tocante a revisão do papel público na sociedade sempre preconizam que a participar popular é fundamental.

Ora, se isso é verdade, porque se furtar em analisar prós e contras das concessões, PPPs e outras formas que podem, depois longa análise, melhorar a qualidade de vida das pessoas?

É hora de uma discussão madura, aberta e desapaixonada de temas que afetam diretamente o dia a dia do cidadão. Finalmente teremos esta oportunidade, quebrando um tabu histórico na cidade.

Reinado Cafeo é economista e presidente da Associação Comercial e Industrial de Bauru – ACIB.

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