Entidades protocolam pedido para que a Prefeitura analise com urgência a implantação do Plano Estratégico para o Comércio de Bauru

Plano Estratégico

Com o objetivo de colaborar com a abertura gradual de alguns setores do comércio e de serviço da cidade, seis entidades de classe protocolaram na Prefeitura Municipal de Bauru na tarde desta terça – feira, dia 12 de maio,  um pedido para que o prefeito Clodoaldo Armando Gazzetta (PSDB) análise, urgentemente, a implantação do Plano Estratégico para o Comércio de Bauru, encaminhada na última semana (07 de maio, quinta – feira) pelo Sindicato do Comércio Varejista de Bauru – Sincomércio –  para a retomada segura das atividades na cidade.

A solicitação para a análise urgente por parte do município foi assinado pela Associação Comercial e Industrial de Bauru – ACIB, Câmara de Dirigentes Lojistas de Bauru-CDL, Sindicato de Hotéis Restaurantes, Bares e Similares de Bauru, Sindicato das Empresas de Transportes de Cargas de Bauru e Região – SINDBRU, Associação dos Revendedores de Combustíveis de Bauru e Região e Sindicato dos Contabilistas de Bauru e Região – SINDCON.

Segundo o presidente da ACIB, economista Reinaldo Cafeo, as entidades defendem, com observância ao Plano Estratégico para o Comércio de Bauru, procedimentos seguros tanto para os trabalhadores, como consumidores e empresários.

“Apoiamos a abertura de empresas, planejadamente, com os cuidados de quem entende que a questão da vida é prioridade, mas que a retomada econômica é necessária. Nada que foi pensado foi por acaso e as empresas têm consciência que o rigor sanitário é fundamental para que retomem, mesmo que parcialmente, com suas atividades”, argumentou Cafeo.

No pedido, protocolado hoje, as entidades solicitam que o prefeito municipal se manifeste de forma “escrita e fundamentada, referente ao acolhimento ou não da posposta encaminhada”.

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Autoridades públicas no combate à COVID-19: “samba de uma nota só”

samba de uma nota só

Acompanhando diariamente o posicionamento e o comportamento das autoridades públicas, nossos representantes no executivo estadual e municipal, me fez lembrar o mestre Tom Jobim e do compositor Newton Mendonça quando fizeram a música “Samba de uma nota só”, em que a base musical era apenas uma.

Alguns trechos da música representam bem este comportamento de uma nota só: “eis que este sambinha feito de uma nota só, outras notas vão entrar, mas a base é uma só”, em seguida os autores escrevem “quanta gente existe aí que fala tanto e não diz nada ou quase nada, já me utilizei de toda a escala e no final não sobrou nada, não deu nada”.

Observem como isso é verdade: “autoridade, é preciso um olhar multidisciplinar para o enfrentamento da COVID-19”, resposta ao cidadão irrequieto: “sim, vamos considerar, desde que seja como a saúde deseja”. “Autoridade, não é possível ter um olhar local e solicitar estudos para que a sua cidade, que tem comportamento no tocante a proliferação da doença, não tratada como a capital que tem resultados mais graves?”. Resposta da Autoridade: “claro que sim, mas não farei nada pois há um decreto estadual”.

Nova pergunta a Autoridade: “na reunião com o governador poderia argumentar as características locais para que ao menos seja realizado um estudo, sério, com toda segurança sanitária, para que a geradores de riqueza voltem gradativamente a operar”. Resposta da Autoridade: “sim, farei a pergunta ao governador”. Já na reunião “online” com o governador: “é sua vez de falar” diz o governador. A autoridade, nervosa, medindo palavras, afinal, está chegando agora ao novo ninho, não pode ficar mal na fita: “veja bem, vamos dizer assim, bem, na verdade precisamos de mais leitos na cidade”. Só isso? Pergunta um interlocutor. Resposta da autoridade: “Só isso”!

Claro que o texto acima segue a possibilidade que a democracia nos permite, portanto nos dando “liberdade de expressão” e diria “liberdade poética”, mas em algum momento retrata o quanto parte das autoridades públicas estão completamente divorciadas dos interesses locais e, baseados em suas próprias convicções, enclausurado em salas refrigeradas, ouvindo a voz daqueles que falam o que esta autoridade quer ouvir, não fazem um movimento sequer para tentar ao menos argumentar que é possível mudar a realidade existente.

A conclusão: à sociedade resta somente esbravejar, participar de “zoons” e “lives” com estas autoridades, mas de concreto mesmo, é que serão tratados como oportunistas, que somente querem o lucro, e ainda que promovem “carreata da morte”.

Resta saber de que morte as autoridades públicas estão falando, afinal isso pode ser interpretado de muitas maneiras, inclusive morte política.

Será que é pedir muito para que as autoridades consigam ao menos equilibrar suas ações, acrescentando nem que seja uma nota adicional e este “samba” de uma nota só?

É, meu caro Tom Jobim, quem diria, que sua música lançada em 1963 pudesse ser tão atual. Tudo isso seria cômico, se não fosse trágico.

Reinado Cafeo é economista e presidente da Associação Comercial e Industrial de Bauru -ACIB. 🌐 www.reinaldocafeo.com.br

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Efeito da COVID-19: quem é competente para gerenciar crises?

Efeito da Covid19: quem é competente para gerenciar crises?

Nas últimas eleições, tanto as municipais, como as estaduais e federais, ninguém poderia imaginar que em pleno Século XXI teríamos que conviver com o isolamento social, com parte das atividades produtivas paralisadas, decorrente de um vírus, no caso o COVID-19.

Uma parte da população votou para prefeito, vereador, deputado, senador, governador e até para presidente, levando em conta sua plataforma de trabalhado; outra parte votou por questões ideológicas e outra parte por simpatia, interesse pessoal e até empatia.

Isso posto, introduzo um novo ingrediente a ser considerado na decisão de em quem cada um de nós votará nas próximas eleições, no caso eleição de prefeito e vereador: quem você gostaria que comandasse o dinheiro da cidade, comandasse equipes e elaborasse leis em momentos graves como as vividas agora?

É evidente que não estou querendo dizer que iremos passar por novo momento como este, na verdade espero que não, mas chama a atenção do despreparo de parte daqueles que deveriam nos representar. Há raras exceções.

Alguns acuados, jogam para torcida. Outros alarmistas, veem somente um lado do problema. Outros são incapazes de comunicar de maneira eficaz. Outros demonstram total falta de habilidade em ser líder, coordenar equipes e tirar o que de melhor cada pessoa ou setor da sociedade pode oferecer. Isso tudo sem falar dos omissos, os que simples desapareceram da cena política. No meio disso tudo, ainda temos que conviver com vaidades e com o jogo político.

Muito tem sido escrito e falado que passada esta crise sairemos mais fortes, com o que eu concordo. Mas desejo do fundo de minha alma que saiamos também com o senso crítico aguçado, sendo capaz de separar os oportunistas, os fracos em gestão, daqueles que verdadeiramente possuem e praticam o senso coletivo.

Entre tantos aprendizados que esta crise nos trouxe nos trará que fique mais esta: analise a capacidade que os candidatos a prefeito e a vereador têm para gerenciar crises, fazer boas escolhas, maximizar o uso do dinheiro público, mitigar riscos, ouvir a população e ainda liderar equipe. Caso não encontre todos os atributos nos futuros candidatos, que ao menos seja alguém que saiba fazer a leitura adequada da realidade da cidade, e proteja os seus, e não se renda aos interesses políticos.

E aí? Está disposto a ter um novo olhar sobre os candidatos a cargos eletivos daqui para frente?

Reinado Cafeo é economista e presidente da Associação Comercial e Industrial de Bauru -ACIB. 🌐 www.reinaldocafeo.com.br

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Comunicado da ACIB referente a Ação Judicial proposta pela Prefeitura Municipal de Bauru na qual a entidade é ré juntamente com o Sincomércio

Comunicado da Associação Comercial e Industrial de Bauru

Recebemos com estranheza e de certa maneira com perplexidade a decisão da Prefeitura Municipal de Bauru em ajuizar ação contra nossa Entidade, já que temos empenhado esforços no tocante ao diálogo, visando, sempre, buscar o equilíbrio entre as ações de saúde e econômicas.

A ação não logrou êxito, à medida que o nobre Juiz de Direito Dr. Jayter Cortez Júnior, indeferiu a tutela de urgência objetivada na presente lide.

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Instituições lançam campanha “Rede Bauru Solidária” para ajudar no combate ao coronavírus no município

Rede Bauru Solidária

Solidariedade é o novo conceito de cidadania. Com essa proposta um grupo formado por cidadãos e instituições bauruenses se uniu para ajudar Bauru no combate à pandemia do novo coronavírus (COVID-19). O objetivo é formar uma rede solidária mobilizando a população e empresas para a arrecadação de fundos para aquisição de insumos e produtos que serão doados para órgãos, hospitais e entidades responsáveis por diferentes áreas na luta para salvar o máximo de vidas possíveis.

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10 passos essenciais para criar uma loja virtual de sucesso

Ainda que não seja preciso investir muito para começar no comércio eletrônico, você deve ter planejamento e estratégia para se destacar no mar de lojas virtuais. Veja as dicas dos especialistas.

O novo coronavírus fez muitos negócios suspenderem suas operações e muitos trabalhadores reduzirem ou até perderem sua renda. Ao mesmo tempo, os consumidores estão cada vez mais se acostumando a comprar pela internet.

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Coronavírus: o enfrentamento é multidisciplinar

Coronavírus: o enfrentamento é multidisciplinar

Dada a dimensão, sendo algo totalmente inesperado e novo, o mundo todo está aprendendo na tentativa e erro como enfrentar o COVID-19, o novo coronavírus.

Não obstante entender que quem deve estar na linha de frente é o profissional de saúde, e felizmente o que se observa que temos no Brasil muitos profissionais competentes, cada dia que passa fica mais evidente que o enfrentamento das causas e principalmente das consequências é multidisciplinar.

Há um erro em estabelecer que neste momento somente uma área do conhecimento deve ser ouvida. Muito pelo contrário. É o momento de abrir o leque. As próprias entrevistas coletivas sobre o novo coronavírus promovidas pelos agentes públicos deveriam contemplar esta multidisciplinaridade.

Estamos falando em juntar conhecimento da área da saúde, com o conhecimento das áreas de economia, sociologia, psicologia, contabilidade, administração, matemática, estatística, entre outras para que tenhamos um encaminhamento na solução dos problemas causados pela pandemia do coronavírus tanto no curto, como no médio e no longo prazo.

 O isolamento social de um lado ajuda a evitar a proliferação do vírus, mas de outro lado consome recursos financeiros que não serão repostos. Vem aí uma crise na economia sem precedentes. Fica evidente que não é preciso esperar encontrar a cura ou minimizar os casos de contaminação para agir nesta direção. As ciências ligadas ao mundo dos negócios precisam atuar, destacando a economia, a contabilidade e administração.

Ainda falando do isolamento social é preciso que as ciências ligadas ao comportamento do ser humano sejam acionadas. Pressões psicológicas advindos do confinamento, ruídos nos relacionamentos interpessoais, impedimento de encontros familiares, entre outros fatores, precisam ser tratados imediatamente. A sociologia e a psicologia em especial, precisam ser acionadas.

No tocante ao tempo de manutenção das ações de combate ao coronavírus as ciências exatas precisam entrar em cena. Neste particular a matemática e a estatística podem ser decisivas, oferecendo modelos consistentes que, combinando variáveis, oferecerão mais precisão nestas projeções.

Resumindo: as áreas do conhecimento não concorrem entre sim, mas convergem. Passou da hora de envolver o mundo científico, das mais diversas áreas, para que, cada um em sua especialidade, contribua para oferecer segurança às decisões no enfrentamento do COVID-19. Se isso for praticado, até mesmo as questões políticas, infelizmente muito presentes neste momento, poderão ser contornadas.

Fica o indicativo: multidisciplinaridade para equacionar causas e consequências no do novo coronavírus. Todos precisam entrar, simultaneamente, em cena.

Reinado Cafeo é economista e presidente da Associação Comercial e Industrial de Bauru -ACIB. 🌐 www.reinaldocafeo.com.br

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Pandemia do coronavírus torna mais urgente campanha “Leão Amigo”, que prevê destinação de 6% do IR para Bauru

Leão amigo

A Associação Comercial e Industrial de Bauru – ACIB, a exemplo de anos anteriores, está lançando neste mês a Campanha “Leão Amigo”, que direciona parte do dinheiro que iria para a Receita Federal diretamente às entidades filantrópicas de Bauru.

O valor arrecadado, segundo o Presidente da ACIB, o economista Reinaldo Cafeo, poderá ainda ser utilizado pelo Poder Público nas ações de combate e controle ao novo coronavírus (COVID-19), que neste momento se fazem necessárias.

A iniciativa conta com o apoio da Receita Federal, Secretaria de Economia e Finanças da Prefeitura Municipal de Bauru, da Secretaria do Bem-Estar Social de Bauru (SEBES) e Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente (CMDCA), e não implica custo extra para o contribuinte.

Cafeo esclarece que a dedução pode chegar a 6% do imposto devido para as pessoas físicas. Para serem descontadas na declaração, no entanto, as doações devem seguir algumas regras previstas na legislação do Imposto de Renda (IR), ou seja, a doação deve ser feita por meio do Modelo Completo até o dia 30 de abril.

“Na entrega da Declaração do Imposto de Renda, pessoas físicas que fazem pelo Modelo Completo podem destinar 3% do imposto devido para o Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente. A novidade este ano é que, além desses 3%, é possível destinar mais 3% para o Fundo do Idoso”, ressalta.

De acordo com o Presidente da ACIB, a dedução traz vantagens tanto para quem faz a doação quanto para o município. “Ao optar por destinar esse percentual a esses fundos o contribuinte irá pagar menos imposto ou então terá um valor maior na restituição, já que se trata de um incentivo fiscal. Já para o município, isso representa um ‘alívio’ no caixa da Sebes. Isso porque a Secretaria de Finanças terá que destinar menos dinheiro para o Fundo da Criança e do Adolescente, bem como para o Fundo dos Idosos, canalizando nesse momento recursos para a saúde, para as ações de combate e controle do novo coronavírus (COVID-19).

Então, além de ser muito inteligente destinar os recursos para a própria cidade, agora existe um motivo maior, que é ajudar neste momento de crise devido ao coronavírus.”

Como forma de auxiliar o contribuinte, Cafeo destaca que a ACIB, além da campanha em parceria com a Receita Federal, Secretaria de Economia e Finanças da Prefeitura Municipal de Bauru, Secretaria do Bem-estar Social e Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente, irá disponibilizar, nos próximos dias, um material explicativo demonstrando como a destinação pode ser feita na Declaração do IR.

Transparência

O Secretário Municipal de Economia e Finanças de Bauru, Everson Demarchi, também concorda que a ação é de extrema importância para o município, ainda mais neste momento de iminente crise no sistema de saúde devido ao avanço do coronavírus (COVID-19).

“Fazer a destinação de parte desses recursos que irão para o Governo Federal direto para Bauru faz com que nós possamos atender as necessidades do próprio município, uma vez que esses recursos ficam direcionados para a cidade e não para o Governo Federal, que depois faria a distribuição”, salienta.

Demarchi esclarece ainda que existe total transparência no controle e distribuição dos valores arrecadados, e que o contribuinte tem a possibilidade de acompanhar todo o processo, bem como saber onde o dinheiro foi utilizado pelo Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente, órgão responsável por gerenciar o fundo e que decide qual projeto será contemplado entre as entidades filantrópicas cadastradas.

“Esses valores, além de importantes para o município, uma vez que o Poder Público consegue diminuir o repasse de tributos para auxiliar as entidades filantrópicas, incentiva o trabalho social na cidade. Ao mesmo tempo, o contribuinte consegue fazer o controle de sua doação sabendo através das publicações do Conselho da Criança e do Adolescente onde estão sendo aplicados esses recursos e de que forma.

Vale ressaltar que esses recursos vão para uma conta específica, não se misturam com outros valores, por exemplo, de impostos, transferências ou outros tipos de arrecadação. Esse dinheiro, então, é tratado com toda a prestação de contas, todo o controle e cuidado que se deve ter com o dinheiro público”, ressalta Demarchi.

Potencial de arrecadação

De acordo com o Delegado da Receita Federal do Brasil em Bauru, Luiz Carlos Aparecido Anézio, embora exista um potencial de arrecadação acima de R$ 10 milhões em Bauru, a cidade ainda arrecada pouco. “No ano passado foi destinado menos de 5% desse valor para Bauru. Temos uma grande oportunidade para exercer nossa cidadania sem pagar um centavo se quer por isso”, frisou.

O Secretário Municipal do Bem-Estar Social, José Carlos Augusto Fernandes, faz um apelo aos contribuintes para aderirem à Campanha “Leão Amigo”, e assim melhorar a arrecadação em Bauru.

“Cada um de nós, contribuintes, podemos fazer nossa parte e assim destinar melhorias para os projetos voltados às crianças e aos adolescentes do município, bem como para os idosos. Esses valores, se não houver uma ação dos contribuintes, vai para a Receita Federal. E nós, contribuintes, se quisermos deixar esse dinheiro em Bauru, precisamos agir. Com isso, vamos melhorar todos os projetos da cidade e ainda podemos auxiliar nessa situação de emergência que vivemos agora, devido ao coronavírus. Precisamos dessa destinação. Então, quem puder, ajude, porque vai estar também ajudando a cidade de Bauru”, observa.

O necessário equilíbrio entre a saúde e a economia

O necessário equilíbrio entre a saúde e a economia

Em ambiente de pandemia provada pelo novo coronavírus é preciso ter os pés no chão, sendo imparcial o máximo possível.

Desta maneira quero deixar claro que é o momento de deixar de lado ideologias, preferências partidárias e interesses individuais. É importante colocar as coisas nesta dimensão, porque observo uma politização desnecessária neste momento.

Os profissionais de saúde, corretamente, fazem seu trabalho. São qualificados para avaliar o que a pandemia do coranavírus representa para humanidade, e passar para a população leiga, quais os caminhos da prevenção e cura (quando é possível dada a ausência de elementos para isso).

Também é verdade que os operadores do ambiente de negócios e a economia como um todo têm papel tão importante como as autoridades de saúde. Não se trata de escolher entre a vida e a economia, mesmo porque eles não concorrem, mas sim de trabalhar na convergência das duas coisas.

A geração de riqueza, em particular, depende dos setores da economia. No setor primário têm- se a extração dos alimentos, dos minérios e de tantos outros insumos necessários para que a indústria funcione. O setor secundário transforma estes insumos, as matérias-primas em produtos acabados, ou gerando equipamentos para outras indústrias e finalmente o setor terciário da economia comercializa e presta serviços a população.

O setor de saúde pertence ao setor terciário, contudo, este setor sozinho, não será capaz de equacionar o problema do coronavírus. Precisa de instrumentos que caminham entre os setores da economia para sua efetividade. O alimento, por exemplo, grande profilaxia no tocante a desnutrição da população, precisa sair do campo (setor primário), atingir o setor secundário (máquinas, veículos, etc.) e serem comercializados no setor terciário.

Como identificar neste contexto o que é essencial? Uma indústria de embalagem, por exemplo, participa da cadeia produtiva dos alimentos.

Evidentemente que as estatísticas apontam caminhos do isolamento e isso poderá fazer a diferença entre mais ou menos vidas salvas e perdidas, mas não é possível trilhar em um único caminho. Insisto, as coisas não são excludentes entre si.

Entendo que parte da população, as mais carentes e com menos recursos, estará mais protegida em seu trabalho do que sua casa, muitas precárias, com elevada densidade populacional. A falta de alimento de qualidade pode fragilizar sua saúde ao ponto de não existir resistência natural para qualquer a doença.

Neste prisma, empresas com rigor sanitário, com práticas modernas de gestão, com seus profissionais conscientes da dimensão do problema e com trabalho preventivo, com orientação, oferecendo condições adequadas de deslocamento, incluindo refeições balanceadas, podem produzir e ao mesmo tempo proteger. Horários flexíveis, com isolamento das pessoas que são do grupo de risco, vão ao encontro do que é preconizado pelos profissionais de saúde.

O que está posto é que é precisa mais diálogo e menos imposição. Insisto: sem viés ideológico, respeitando as opiniões dos especialistas em saúde, mas encontrando um meio termo para que a economia não pare por completo.

Para que tudo isso ocorra não podemos cair na tentação de tentar ter protagonismo neste momento, estar a aberto ao diálogo e mudar rapidamente de direção quando as coisas mudarem.

Isso tudo sem falar das necessárias estratégias para recuperar a economia após tudo isso passar (que espero seja logo).

Que sejamos sábios o suficiente para equilibrar as coisas e minimizar os efeitos do novo coronavírus a população. É neste momento é que descobrimos os verdadeiros líderes.

Reinado Cafeo é economista e presidente da Associação Comercial e Industrial de Bauru -ACIB. 🌐 www.reinaldocafeo.com.br

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