Mariana Petelinkar apresenta dicas sobre comportamento e sucesso no ambiente profissional

Mariana Petelinkar

Você já refletiu sobre o impacto do seu comportamento nas relações de seu ambiente de trabalho? A linguagem, a pontualidade e a roupa adequada podem fazer a diferença na esfera profissional. Esses aspectos envolvem a “Etiqueta Corporativa”, tema desenvolvido na palestra realizada no dia 17 de setembro, ministrada pela empresária e diretora da ACIB, Mariana Petelinkar.

A etiqueta consiste nas normas que orientam nosso comportamento e podem variar de acordo com a época e a cultura na qual o indivíduo está inserido. Segundo a empresária, a chave para esses códigos é o bom senso, além do respeito ao próximo e naturalidade.

Durante o evento, que contou com a presença de cerca de 40 participantes, Mariana apontou dicas valiosas para a integridade na vida profissional, entre elas a segurança ao falar, a cordialidade, organização e o respeito à privacidade dos colegas. “O escritório é uma comunidade e comunidades funcionam melhor quando as pessoas são educadas e gentis umas com as outras”, avalia a empresária. 

As ligações telefônicas seguem as mesmas regras. Segundo Mariana, ser breve e evitar atender ligações durante uma reunião são pontos importantes no código das boas maneiras.

O evento atendeu as expectativas do público. A publicitária Ana Maria de Souza acredita que a etiqueta faz toda a diferença no ambiente profissional. Para ela, as orientações em relação ao tom de voz, a simpatia e o uso do telefone foram temas fundamentais abordados pela palestrante.

Do ponto de vista da advogada Amanda Alcantara Parejo, a palestra ofereceu orientações que contribuem para um ambiente de trabalho agradável. “As dicas foram relevantes, mas acredito que a maneira de se portar e um bom atendimento foram essenciais”, explica.

O assédio no ambiente de trabalho e o comportamento em festas da empresa também foram temas fundamentais citados pela palestrante.

A Dra. Ana Cláudia Pires Ferreira de Lima, Juíza Diretora do Fórum Trabalhista de Bauru elogiou o evento e a iniciativa do projeto Mulher Empreendedora, realizado pela ACIB. “Mariana Petelinkar, aborda, de forma descontraída e com toques de humor, os padrões de comportamento no ambiente de trabalho e a importância da integridade da pessoa em todas as suas ações”, afirma.                              

A juíza ressalta, ainda, a importância do papel da associação. “A assessoria das empresas, da forma como é prestada pela ACIB, é essencial para orientação dos empreendedores sobre o cumprimento da legislação em vigor, primando por um bom ambiente de trabalho”.

Mariana Petelinkar
Encontro contou com participação de 39 mulheres empreendedoras.

Empreendedorismo é tema da próxima palestra

O próximo encontro do Programa Mulher Empreendedora ACIB será realizado no dia 15 de outubro, às 19h, com a palestra da empresária, consultora e professora Camila Serra sobre “Empreendedorismo”.

A palestra é gratuita para associadas da ACIB e tem um valor de R$ 80,00 para não associadas. As inscrições podem ser feitas aqui: Quero participar!

Para se associar e ter acesso ao ciclo de palestras do Mulher Empreendedora gratuitamente, além de outros serviços da ACIB, a mensalidade é de apenas R$ 42,00 e a inscrição pode ser feita neste link: Faça parte da ACIB!

Bauru tem grande potencial para a utilização da Mediação e da Arbitragem

Mediação e Arbitragem

Tema foi debatido por especialistas em evento realizado pela CBMAE na ACIB

A vocação de Bauru para o comércio faz com a cidade tenha um grande potencial para a utilização da Mediação e da Arbitragem como formas de resolução de conflitos.

A opinião é da advogada Marcela Carneiro da Cunha, presidente da Câmara Brasileira de Mediação e Arbitragem (CBMAE) – Regional Bauru, que debateu o tema em evento realizado no auditório da Associação Comercial e Industrial de Bauru – ACIB.

Em formato de mesa-redonda, o encontro contou com a participação da advogada Márcia Negrisoli Fernandez Polettini, presidente da OAB-Bauru; Ana Carla Criscione, juiz de Direito e juíza Coordenadora do Centro Judiciário de Solução de Conflitos (Cejusc) e Cristiane Canellas, advogada e professora universitária. O economista Reinaldo Cafeo, presidente da ACIB, mediou o debate.

A Mediação, segundo a CBMAE, é uma “forma de solução extrajudicial de controvérsias em que o terceiro mediador (ou mediadores) tem a função de aproximar as partes, para que elas negociem diretamente a solução desejada de sua divergência”.

Assim, as partes em conflito mantêm o poder de decisão sobre a questão.

Já na Arbitragem, ainda de acordo com a CBMAE, as partes envolvidas têm autonomia para definir: quantidade (sempre ímpar) e o nome dos árbitros, o local em que se dará o processo, os procedimentos e as regras a serem usados no processo e todos os detalhes envolvidos.

Ambas soluções são mais simples e baratas que um processo judicial e o evento realizado pela CBMA – Regional Bauru foi pensando para disseminar essa informação entre advogados, contadores, empresários, árbitros e interessados sobre o tema.

Para Cristiane Canellas o evento foi um sucesso. “A mudança de paradigma, da cultura do litígio para cultura da pacificação tem que ser difundida. É uma evolução e uma conquista que vamos obter gradativamente”, afirma.

Marcia Negrisoli concorda. Para ela, o evento propiciou a divulgação de métodos extrajudiciais de solução de conflitos, contribuindo para a disseminação da cultura da paz. “É primordial que as pessoas entendam que não há necessidade de recorrer ao Judiciário para toda e qualquer situação de forma indiscriminada”, explica.

Mediação e Arbitragem
A advogada Marcela Carneiro da Cunha, presidente da CBMAE.

Divulgação é primordial

Apesar de serem grandes facilitadoras a Mediação e a Arbitragem não são tão utilizadas quanto poderiam.

“Atualmente, no Brasil, a litigiosidade está exacerbada, a ponto de termos um processo em andamento para cada habitante. Com a conscientização de que os conflitos podem ser resolvidos por concessões mútuas ou por um árbitro escolhido pelas partes, a litigiosidade tende a diminuir como é a tendência mundial”, afirma a juíza Ana Carla Criscione.  

Divulgar para toda sociedade as vantagens de se evitar o litígio é fundamental.

“Atualmente as pessoas têm buscado soluções rápidas e menos dispendiosas para resolver seus problemas, o que geralmente não ocorre em um processo judicial”, lembra Cristiane Canellas.  

“É importante difundir a apresentar os métodos de resolução de conflito, mediação e arbitragem, que certamente atendem essas necessidades. O indivíduo tem seu problema resolvido em tempo razoável, com menor custo”, completa a advogada e professora.

Para Marcela Carneiro da Cunha, foi possível orientar os presentes ao evento sobre os mais atuais conceitos de Mediação e Arbitragem, “aliando, de forma dinâmica, esclarecimentos teóricos e situações fáticas”.

Segundo a presidente da CBMAE, o órgão deve continuar o trabalho de divulgação das soluções extrajudiciais.

Mediação e Arbitragem
Integrantes da mesa-redonda e participantes do evento da CBMAE.

BID reúne mais de 900 pessoas para falar de inovação em Bauru

BID

A segunda edição do Bauru Innovation Day – BID, reuniu, em dois dias, mais de 900 pessoas, consolidando-se como o maior evento de tecnologia e inovação realizado em Bauru e região.

O lançamento da edição de 2019 foi feito na noite do dia 28 de agosto, na sede da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) de Bauru e contou com uma palestra do empresário e autor Wilson Poit.

BID - Wilson Poit
O empresário e autor Wilson Poit palestrou na abertura oficial do BID.

O evento foi prestigiado por cerca de 260 pessoas e contou com a presença de autoridades, como o prefeito municipal Clodoaldo Gazzetta e a secretária municipal de Desenvolvimento Econômico, Turismo e Renda, Aline Fogolin.

No dia seguinte, no Alameda Rodoserv Center, o BID recebeu, aproximadamente, 700 pessoas que acompanharam uma série de palestras sobre inovação, tecnologia, empreendedorismo e gestão, entre outros temas, além de apresentações de três startups escolhidas para mostrarem seus produtos no evento.

Estiveram no palco da segunda edição do BID: Gustavo Carrer, da GUNNEBO; Lorenzo Sanfelice Frazzon, da INVESTTOR; Marcio Bueno, da BE&SK; Leandro Queiroz, da FAAP; José Marques, do SEBRAE–SP; Flavio Terni, da Giant Steps; além de Demetrius Ferracciú, da equipe Sendi/Bauru Basket e Paulo Milreu, do Sandwich Valley.

BID - Sandwich Valley
A palestra da Sandwich Valley trouxe um mapa das startups de Bauru e região.

O Bauru Innovation Day foi encerrado com uma palestra do empreendedor, escritor e palestrante Geraldo Rufino. Dono de uma trajetória de vida inspiradora, ele terminou o evento com uma mensagem positiva sobre a necessidade de se reinventar para superar as diversidades e pensar diferente para poder inovar.

BID - Menostinta
A Menos Tinta foi uma das três startups escolhidas para se apresentar no evento.

O BID foi realizado pela Asserti, juntamente com a Associação Comercial e Industrial de Bauru – ACIB, SESI, SENAI,SEBRAE-SP, Sedecon-Bauru, OAB-Bauru, Sevna Startups, Assenag e Sandwich Valley.  

Minha nada mole vida

Cafeo Nada mole vida

Este título é de uma obra de Fernanda Young, que nos deixou prematuramente, criada em 2006, tendo o ator Luiz Fernando Guimarães como protagonista de uma comédia familiar. A série retratava a vida nada mole de um jornalista, principalmente, ao ter que lidar com seu filho.

Pensei neste gancho para retratar a vida de quem quer empreender neste País. Não é mole não. O ambiente de negócios, além de extremamente dinâmico e instável, ainda dificulta a implementação de ações de longa duração.

Observemos os indicadores econômicos. Dois anos de recessão (2016 e 2017). Um ano de baixo crescimento em 2018. Eleições, novo Presidente, nova equipe econômica, projeção da retomada do crescimento econômico. Empresas e seus colaboradores projetando crescimento para este ano na ordem de 2,5%. Isso em termos nominais, ou seja, sem descontar a inflação, chegaria a 6,5% de crescimento.

O tempo passa, as amarras políticas emperram avanços mais firmes das reformas estruturais, o ambiente de negócios se deteriora. Foram somente três de meses de lua de mel e, semana a semana, o crescimento da economia foi revisto para baixo. Perdemos um semestre. Se muito cresceremos 0,8% este ano.

Os empreendedores reúnem equipes, reveem as metas, buscam recursos de terceiros, aumentam o endividamento, sempre apostando que mais cedo ou mais tarde as coisas mudarão, para melhor. Passa a reforma da previdência na Câmara dos Deputados e a leitura é que agora a coisa vai. Novo lampejo de vendas. Chama a equipe, vamos rever as estratégias, vamos nos preparar porque a coisa agora vai. Curta duração. Números novamente revistos para baixo.

Para dificultar ainda mais, além dos problemas internos, tanto na área econômica como nos costumes vem à constatação que o mundo não crescerá tanto. Fala-se até em recessão. Junte-se a isso a interminável novela do acordo comercial entre China e Estados Unidos, pronto, desvio de foco e as coisas demoram ainda mais para acontecer.

Isso tudo sem falar das “caneladas” do governo Bolsonaro e do próprio Presidente em particular, envolvendo o meio ambiente, tendo ainda que contornar os problemas do vazamento de diálogos dos operadores da lava jato e denúncias ligando o Presidente da Câmara Rodrigo Maia à corrupção.

Haja estomago! O que fazer então? Jogamos a toalha? Não! Esmorecer jamais. O ambiente de negócios tem tudo para melhorar. O texto da reforma da previdência no senado federal está bem encaminhado. Tivemos a aprovação da medida provisória da Liberdade Econômica. Os juros caíram. Linhas de financiamento imobiliário estão sendo oferecidas. Os recursos do FGTS irão movimentar a economia, isso vale também para o PIS/PASEP. O cadastro positivo em breve será realidade prática, enfim, há bons indicativos tanto macro como microeconômicos.

Continue reunindo a equipe. Mude estratégias, mas não perca o foco. Faça mais com menos e acima de tudo esteja preparado para colher bons frutos. É questão de tempo.

Sem dúvida a vida dos agentes econômicos não é nada mole, mas quem opera neste mercado aqui no Brasil já está calejado, portanto, mantenha o otimismo realista!

Reinaldo Cafeo é economista e presidente da Associação Comercial e Industrial de Bauru – ACIB.

Em meio a turbulência não se precipite

turbulência

O ambiente econômico global não vai bem. De uma guerra comercial entre os gigantes Estados Unidos e China virou a possibilidade de queda no crescimento mundial, podendo chegar a recessão econômica.

Isso tem mexido com os mercados. De um lado há anúncios de estímulos monetários e fiscais, de outro a constatação que o endividamento público de inúmeros Países cresce de maneira alarmante, indicando tempos difíceis pela frente.

O Brasil, dada sua fragilidade, à medida que os fundamentos econômicos ainda não são sólidos o suficiente para sustentar a economia no longo prazo, sente o abalo. Os indicadores do mercado apurados diariamente refletem o nervosismo dos agentes econômicos. A Bolsa de Valores não se sustenta e a cotação do dólar dispara.

Então o que fazer? Nesta hora as decisões devem ser racionais. Em meio a turbulência não se precipite.

Os Bancos Centrais dos Países envolvidos irão atuar. Serão estabelecidos estímulos monetários e os instrumentos de política macroeconômica serão utilizados na plenitude.

Tomar a decisão em meio a tantas incertezas é realizar prejuízo. Quem está com ações na Bolsa, nada de vender. Quem está exposto em moeda estrangeira nada de atos heroicos e quem opera o lado real da economia, atuando em empresas, nada a fazer. Espere a coisa se acalmar.

Os ciclos econômicos são assim mesmo. Há momentos de prosperidade e há momentos de dificuldades.

Apenas a lamentar que o Brasil dos governos anteriores não tenha aproveitado os momentos de prosperidade mundial, para tirar proveito interno. Enquanto o mundo crescia, o Brasil agonizava e nova crise mundial veio e continuamos na mesma.

Resta-nos continuar levando em frente as reformas estruturais e continuar na busca de alicerces que sustem o nosso crescimento de longo prazo, podendo tirar proveito ali na frente.

Temos que continuar tendo paciência e esperar a poeira baixar. Insisto: nada de precipitações e atos heroicos neste momento.

Reinaldo Cafeo é economista e presidente da Associação Comercial e Industrial de Bauru – ACIB.

ACIB recebe mesa-redonda sobre Mediação e Arbitragem

ACIB promove mesa-redonda sobre Mediação e Arbitragem

Advogados, contadores, empresários, árbitros e interessados em saber mais sobre Mediação e Arbitragem terão a oportunidade de esclarecer dúvidas sobre o tema no próximo dia 27, às 19 horas, quando a Associação Comercial e Industrial de Bauru (ACIB) recebe a mesa-redonda Mediação e Arbitragem: Solução Rápida e Criativa para o seu Negócio.

O evento, gratuito, é organizado pela Câmara Brasileira de Mediação e Arbitragem Empresarial (CBMAE) – Regional Bauru – e será realizado no auditório da ACIB com a participação da Presidente da OAB-Bauru, Dra. Márcia Negrisoli Fernandez Polettini; da Presidente da CBMAE – Bauru, Dra. Marcela Carneiro da Cunha; da Juíza de Direito e Juíza Coordenadora do Cejusc – Centro Judiciário de Solução de Conflitos, Dra. Ana Carla Criscione e Dra. Cristiane Canellas. O mediador será o presidente da ACIB, o economista Reinaldo Cafeo.

“A ACIB acredita que a mediação e arbitragem devem ser consideradas pelos agentes econômicos como uma forma rápida, econômica e eficaz para solucionar seus conflitos, por isso investe na estrutura da sua Câmara”, destaca Cafeo.

“O mundo dinâmico dos negócios exige soluções rápidas para os problemas atuais, o que nem sempre é possível obter através de processos judiciais. Neste contexto, os métodos extrajudiciais, como a Mediação e a Arbitragem, despontam como alternativas muito eficientes de solução dos conflitos”, explica a Dra. Marcela Carneiro da Cunha, presidente da CBMAE.

As inscrições podem ser feitas através do link: http://bit.ly/CBMAE2708. O Auditório da ACIB fica na Rua Agenor Meira, 9-10, Centro, em Bauru. Outras informações podem ser obtidas pelo e-mail: [email protected] ou através do site www.acib.org.br, pelo telefone (14) 3223-8455 ou pelo Whats 99860-4809.

A importância da taxa básica de juros na economia

O Banco Central brasileiro optou por rebaixar a taxa de juros na última reunião do Comitê de Política Monetária, o Copom. A taxa que era de 6,5% ao ano caiu para 6,0% ao ano. Afinal qual a importância da taxa básica de juros na economia?

A taxa básica, conhecida como Selic é a referência para a formação das demais taxas de juros no mercado. Os investidores (bancos, pessoas físicas, empresas, etc.) podem adquirir títulos públicos tendo como remuneração anual a taxa Selic. Assim uma Instituição Financeira na pior das hipóteses poderá investir, em níveis atuais, em títulos que rendem os 6% ao ano. Foi, portanto, estabelecida uma referência: 6% ao ano. Para captar recursos junto ao público a tendência é que remunerem o investidor em menos de 6% ao ano. Já na hora de emprestar recursos, desejarão mais do que este patamar.

Caso a taxa básica fosse de 40% ao ano, este seria o referencial. A captação seria pouco menos do que os 40% e para quem buscasse recursos emprestados pagaria mais do que este patamar.

Para definir o nível de juros básico é preciso considerar algumas variáveis, sendo as principais o índice de inflação e taxa de crescimento da economia.

A inflação é um importante indicador à medida que esta, uma vez controlada em níveis baixos, eventual redução da taxa de juros não afetará os preços da economia (o aumento da demanda não provocará aumento de preços). Também inflação baixa permite ganho real, isto é, acima da inflação, mesmo com juros nominais (juros praticados nas aplicações) mais baixos. Como a taxa de inflação no Brasil está abaixo dos 4% ao ano, abriu espaço para promover queda na taxa básica de juros (e ainda tem espaço para novas reduções).

O nível de crescimento economia é outro indicador importante. Com baixas vendas a economia patina e provoca desemprego. Juros menores desestimulam os poupadores e estimulam aqueles que querem antecipar compras e não possuem recursos. A variável consumo pode ajudar na retomada do crescimento da economia.

Resumindo: a inflação está controlada e o nível de atividade econômica está baixo, assim, reduzir a taxa de juros vai ao encontro de estimular o mercado consumidor e com isso ajudar a roda da economia girar. Esta queda, somada a liberação de recursos do depósito compulsório, mais os recursos tanto do FGTS como do PIS/PASEP, o cadastro positivo e ainda o andamento das reformas estruturantes, podem permitir a retomada do crescimento econômico.

Os juros exercem papel fundamental na economia.

Reinaldo Cafeo é economista e presidente da Associação Comercial e Industrial de Bauru – ACIB. 

BAURU: OS NÚMEROS QUE FALAM POR SI

No aniversário de 123 anos de Bauru seria possível retratá-la nas diversas dimensões, mas optei por mostrar o potencial local e seu significado no ponto de vista econômico.

A região administrativa de Bauru abrange 39 municípios. Todos juntos representam, segundo a Fundação Seade, R$ 41 bilhões de geração de riqueza, portanto o seu Produto Interno Bruto (PIB) regional.

O PIB de Bauru equivale a 32% de sua região administrativa, totalizando R$ 13 bilhões. Enquanto a matriz econômica regional aponta para 5% no setor primário, 32% no setor secundário e 63% no setor terciário, Bauru possui 0,3%, 20% e 79,7%, respectivamente. Bauru pode ser considerada cidade urbana.

Sua renda é desconcentrada. O índice de Gini aponta para 0,43, sendo inferior ao índice do Brasil que é 0,54. Lembrando que este índice indica que, quanto mais próximo de 1 a renda é mais concentrada, mais perto de zero, menos concentrada. Quem dá o tom local são as classes C,D e E tendo 59% da população com remuneração mensal entre R$ 300 e R$ 2.200. Já as classes B1 e B2 com renda mensal entre R$ 2.200 e R$ 6.600 representam 34% da renda, ficando a classe A, que possui renda acima de R$ 6.600 mensal com 7%.

O IDHM – Índice de Desenvolvimento Humano Municipal é considerado elevado, aingindo 0,801. Lembrando que este indicador é uma média da renda per capital (R$ 37 mil anual), tempo de escolaridade e expectativa de vida ao nascer, portanto, indica qualidade de vida.

Bauru possui mais de 16,5 mil empresas. Destas 7.800 (47%) são comerciais; 132 (1%) agropecuárias; 1.208 (7%) industriais e 7.442 (45%) atuam na área de serviços.

Com produção diversificada bauru produz suínos, equinos, avocado, abacaxi, batata doce, bovinos, metal mecânica, baterias automotivas e para motos, produtos gráficos, cadernos e agendas, massas frescas e congeladas, potes plásticos, robôs, equipamentos para padarias, atuando ainda na recuperação de crédito, educação, serviços de saúde, setor contábil, entre outros.

Com quase 380 mil habitantes, tendo dois shoppings centers consolidados, inúmeras galerias e comércio a céu aberto com atrativos regionais, tanto na área central, como zona sul e bairros periféricos, como Mary Dota, possuindo investimentos importantes da rede hoteleira e em um parque industrial privado, Bauru se apresenta como porta de entrada para o capital produtivo no chamado aquém Tietê.

É fato que os anos de 1990 retardaram seu crescimento e desenvolvimento. A combinação do desmonte do Estado, com as privatizações e a instabilidade política fez com que a geração de riqueza crescesse de forma lenta. Da virada dos anos 2.000 até a cidade recuperou sua autoestima e parte do tempo perdido.

Não obstante todo este potencial há inúmeros desafios. Alguns projetos como a Estação de Tratamento de Esgoto representam verdadeiras travas a melhoria do saneamento básico. O aeroporto regional não disse a que veio e a cidade ainda não encontrou sua verdadeira vocação.

Há esperança no ar. A criação do CODESE – Conselho de Desenvolvimento Econômico, Sustentável e Estratégico de Bauru, tendo como iniciativa o sociedade civil organizada, ajudará a planejar a cidade para o futuro. Em breve saberemos os desafios e serão apontados os caminhos para a sustentar o crescimento da cidade. Também as soluções devem ser pensadas regionalmente, outro desafio.

Há enormes desafios, mesmo assim os números da cidade falam por si, sem contar o que nos enche de orgulho: o cidadão bauruense, nascido aqui ou que adotou a cidade para chamar de sua, que é trabalhador, batalhador, acolhedor e alguém que faz a diferença. Há os que focam o lado vazio do copo no tocante a percepção do que representa Bauru, contudo, apesar de todos os desafios e o muito a fazer, esta cidade é e deve ser nossa paixão.

Com muito orgulho de ser bauruense, é momento de parabenizar Bauru pela sua gente e pelo que representa!

Reinaldo Cafeo é economista e presidente da Associação Comercial e Industrial de Bauru – ACIB. 

“Projeto Empresarial” é a terceira palestra do projeto ACIB Mulher

Na noite de 23 de julho, aconteceu a terceira palestra do projeto ACIB Mulher; ministrada pela empresária e Coach de superação, Patricia Rossi, que também é ex-presidente da ACIB e atual diretora e vice-presidente da FACESP.

O tema apresentado foi “Projeto Empresarial”, que trouxe o conceito da “Roda do Empreendedorismo”, que consiste em quatro etapas: pessoal, profissional, familiar e legado.

A etapa pessoal, explica Patricia, se refere a vida pessoal da empresária e como isso se relaciona ao seu processo de empreendedora. Em seguida, na parte profissional, como ela equilibra esse processo em sua vida e como se prepara. 

Na terceira etapa, familiar, trata de como sua família (micro e macro) está sendo envolvida e impactada por seu projeto empreendedor. Por fim, a etapa do legado incentiva a reflexão de como a empresária quer ser reconhecida, como seu produto afetará as pessoas, o que está deixando para o mundo, e como devolve o que tem recebido de bom.

Patricia explica ainda que o conceito da roda pode ser aplicado mesmo para empresárias que já estão atuando:

Ela poderia atribuir uma nota de um a dez em todos esses tópicos (…) e a partir daí ela começa a realinhar todo o processo. Ela vai ter uma ideia de como o processo de empreender está impactando na vida dela e se está correto, se está funcionando, se a roda está girando.

Projeto ACIB Mulher como agregador ao projeto empreendedor das empresárias

No evento, ocorreu ainda o sorteio do curso “Projeto Tecer”, desenvolvido pela palestrante, e o coffee-break, uma oportunidade de networking para as mulheres presentes; como afirma Viviane Etiene, empresária associada que participa do programa Mulher Empreendedora pela terceira vez.


Amanda Mafra, ganhadora do sorteio do curso “Projeto Tecer”.

Achei um programa bem interessante, que acrescenta muito e cada vez que estou vindo aqui estou saindo com uma bagagem maior (…) tenho aproveitado todas (as palestras) da melhor maneira possível (…) Eu acho interessante essa troca de ideias no mundo feminino porque é tão novo e tão competitivo, então a gente acaba abrindo portas e até criando parcerias, que é uma coisa que eu tenho buscado também.

Para Daniele Bueno, empresária que compareceu pela primeira vez, a palestra também foi uma experiência agregadora:

Achei extremamente útil, relevante para o meu trabalho, para o meu cotidiano e muito inspirador.

O Projeto ACIB Mulher tem por objetivo trazer conteúdos relevantes que auxiliem mulheres empresárias, seja no início ou na continuidade, em sua trajetória de empreender.

Faça tudo com muito amor, com muita dedicação, com muito zelo, aconselha Patricia, Esteja disposta a pagar o preço, mas esteja preparada também não só para o sucesso, para o fracasso. Porque para a gente atingir os nossos objetivos, muitas vezes a gente vai fracassar. Mas é sempre importante lembrar, você não é lembrado pelo número de fracassos que você obteve na sua vida, e sim pela única vez que você acertou.

A próxima palestra do programa acontece no dia 20 de agosto às 19h, com o tema “Os segredos de como identificar e atender 11 tipos de clientes diferentes e aumentar suas vendas”, e será ministrada pela empresária, psicóloga e coach Rosana Amador Ramos.

A palestra é gratuita para associadas e tem um valor de R$ 80,00 para não associadas. As inscrições podem ser feitas aqui.

Para se associar e ter acesso ao ciclo de palestras do projeto ACIB Mulher gratuitamente, além de outros serviços da ACIB, a mensalidade é R$ 42,00 e a inscrição pode ser feita neste link.

Seu espírito empreendedor deve falar mais alto

Sem dúvida que o setor público tem sua importância e a melhoria do ambiente de negócios depende em muito das decisões macro e microeconômicas.

Não obstante esta realidade, é fato que o setor privado tem sua própria dinâmica. Estão sendo tempos difíceis, desafiadores, afinal, não é tarefa fácil suportar (e muita gente não suportou) dois anos de recessão e dois anos e meio de baixo crescimento econômico, contudo, o espírito empreendedor deve falar mais alto.

Quando as coisas não vão bem corremos o risco de imaginar que a geração de riqueza foi zero, quando não verdade houve somente sua diminuição. Evidentemente que fica mais difícil a realização de negócios. Os agentes econômicos ficam mais seletivos e as margens de lucro caem, mas as coisas estão acontecendo.

Observo a retomada de confiança dos agentes econômicos. Em alguns casos de maneira tímida, em outros, mais firme.

Neste contexto, não é o momento de esmorecer, pelo contrário, é a hora do estrategista. Certamente a lição de casa já foi feita, caso contrário seus negócios não teriam sobrevivido a esta verdadeira tempestade econômica.

O espírito empreendedor está diretamente ligado a encontrar as oportunidades internas e externas ao negócio. Na equipe, fazer mais com menos e motivar todos para apostarem em seus diferenciais. No mercado oferecer produtos e serviços que combinem qualidade e preço, levando ao consumidor uma boa experiência de consumo.

Conhecer seu cliente, saber de seus hábitos, seus desejos, como encantá-lo, são questões que permitem a sua sobrevivência. Entender o mercado, qual seu potencial e planejar ações na direção certa, faz toda diferença.

Enquanto os desanimados ficam de olho nas ações do governo, os ativos, os atentos, os empreendedores se preparam para o que vem pela frente.

Alguém tem dúvida que o Brasil dará uma virada, para melhor, na economia? As bases para a retomada do crescimento econômico estão em curso.

Não é otimismo exagerado de minha parte não. São fatos. As reformas estruturantes foram encaminhadas, as ações microeconômicas virão, e como colocado, a riqueza diminuiu, mas não zerou.

Reúna sua equipe. Revisite suas metas. Assuma um comportamento proativo e tenha firmeza em suas ações. Dê foco naquilo que você domina e fundamentalmente esteja aberto ao novo.

Ser estrategista é sempre ter um plano alternativo a ser implementado quando as coisas não saem como o planejado. É ser rápido na mudança de direção e aproveitar da melhor maneira as oportunidades que se apresentam. Enquanto os acomodados lamentam, os empreendedores trabalham arduamente para fazer a diferença.

Reflita com sinceridade: chegou até aqui bravamente, vai perder o jogo aos 45 minutos do segundo tempo? A resposta é não!

Deixe o empreendedor que está em você falar mais alto e faça a diferença no mercado.

O espaço está aberto.

Reinaldo Cafeo é economista e presidente da Associação Comercial e Industrial de Bauru – ACIB.