“Projeto Empresarial” é a terceira palestra do projeto ACIB Mulher

Na noite de 23 de julho, aconteceu a terceira palestra do projeto ACIB Mulher; ministrada pela empresária e Coach de superação, Patricia Rossi, que também é ex-presidente da ACIB e atual diretora e vice-presidente da FACESP.

O tema apresentado foi “Projeto Empresarial”, que trouxe o conceito da “Roda do Empreendedorismo”, que consiste em quatro etapas: pessoal, profissional, familiar e legado.

A etapa pessoal, explica Patricia, se refere a vida pessoal da empresária e como isso se relaciona ao seu processo de empreendedora. Em seguida, na parte profissional, como ela equilibra esse processo em sua vida e como se prepara. 

Na terceira etapa, familiar, trata de como sua família (micro e macro) está sendo envolvida e impactada por seu projeto empreendedor. Por fim, a etapa do legado incentiva a reflexão de como a empresária quer ser reconhecida, como seu produto afetará as pessoas, o que está deixando para o mundo, e como devolve o que tem recebido de bom.

Patricia explica ainda que o conceito da roda pode ser aplicado mesmo para empresárias que já estão atuando:

Ela poderia atribuir uma nota de um a dez em todos esses tópicos (…) e a partir daí ela começa a realinhar todo o processo. Ela vai ter uma ideia de como o processo de empreender está impactando na vida dela e se está correto, se está funcionando, se a roda está girando.

Projeto ACIB Mulher como agregador ao projeto empreendedor das empresárias

No evento, ocorreu ainda o sorteio do curso “Projeto Tecer”, desenvolvido pela palestrante, e o coffee-break, uma oportunidade de networking para as mulheres presentes; como afirma Viviane Etiene, empresária associada que participa do programa Mulher Empreendedora pela terceira vez.


Amanda Mafra, ganhadora do sorteio do curso “Projeto Tecer”.

Achei um programa bem interessante, que acrescenta muito e cada vez que estou vindo aqui estou saindo com uma bagagem maior (…) tenho aproveitado todas (as palestras) da melhor maneira possível (…) Eu acho interessante essa troca de ideias no mundo feminino porque é tão novo e tão competitivo, então a gente acaba abrindo portas e até criando parcerias, que é uma coisa que eu tenho buscado também.

Para Daniele Bueno, empresária que compareceu pela primeira vez, a palestra também foi uma experiência agregadora:

Achei extremamente útil, relevante para o meu trabalho, para o meu cotidiano e muito inspirador.

O Projeto ACIB Mulher tem por objetivo trazer conteúdos relevantes que auxiliem mulheres empresárias, seja no início ou na continuidade, em sua trajetória de empreender.

Faça tudo com muito amor, com muita dedicação, com muito zelo, aconselha Patricia, Esteja disposta a pagar o preço, mas esteja preparada também não só para o sucesso, para o fracasso. Porque para a gente atingir os nossos objetivos, muitas vezes a gente vai fracassar. Mas é sempre importante lembrar, você não é lembrado pelo número de fracassos que você obteve na sua vida, e sim pela única vez que você acertou.

A próxima palestra do programa acontece no dia 20 de agosto às 19h, com o tema “Os segredos de como identificar e atender 11 tipos de clientes diferentes e aumentar suas vendas”, e será ministrada pela empresária, psicóloga e coach Rosana Amador Ramos.

A palestra é gratuita para associadas e tem um valor de R$ 80,00 para não associadas. As inscrições podem ser feitas aqui.

Para se associar e ter acesso ao ciclo de palestras do projeto ACIB Mulher gratuitamente, além de outros serviços da ACIB, a mensalidade é R$ 42,00 e a inscrição pode ser feita neste link.

Seu espírito empreendedor deve falar mais alto

Sem dúvida que o setor público tem sua importância e a melhoria do ambiente de negócios depende em muito das decisões macro e microeconômicas.

Não obstante esta realidade, é fato que o setor privado tem sua própria dinâmica. Estão sendo tempos difíceis, desafiadores, afinal, não é tarefa fácil suportar (e muita gente não suportou) dois anos de recessão e dois anos e meio de baixo crescimento econômico, contudo, o espírito empreendedor deve falar mais alto.

Quando as coisas não vão bem corremos o risco de imaginar que a geração de riqueza foi zero, quando não verdade houve somente sua diminuição. Evidentemente que fica mais difícil a realização de negócios. Os agentes econômicos ficam mais seletivos e as margens de lucro caem, mas as coisas estão acontecendo.

Observo a retomada de confiança dos agentes econômicos. Em alguns casos de maneira tímida, em outros, mais firme.

Neste contexto, não é o momento de esmorecer, pelo contrário, é a hora do estrategista. Certamente a lição de casa já foi feita, caso contrário seus negócios não teriam sobrevivido a esta verdadeira tempestade econômica.

O espírito empreendedor está diretamente ligado a encontrar as oportunidades internas e externas ao negócio. Na equipe, fazer mais com menos e motivar todos para apostarem em seus diferenciais. No mercado oferecer produtos e serviços que combinem qualidade e preço, levando ao consumidor uma boa experiência de consumo.

Conhecer seu cliente, saber de seus hábitos, seus desejos, como encantá-lo, são questões que permitem a sua sobrevivência. Entender o mercado, qual seu potencial e planejar ações na direção certa, faz toda diferença.

Enquanto os desanimados ficam de olho nas ações do governo, os ativos, os atentos, os empreendedores se preparam para o que vem pela frente.

Alguém tem dúvida que o Brasil dará uma virada, para melhor, na economia? As bases para a retomada do crescimento econômico estão em curso.

Não é otimismo exagerado de minha parte não. São fatos. As reformas estruturantes foram encaminhadas, as ações microeconômicas virão, e como colocado, a riqueza diminuiu, mas não zerou.

Reúna sua equipe. Revisite suas metas. Assuma um comportamento proativo e tenha firmeza em suas ações. Dê foco naquilo que você domina e fundamentalmente esteja aberto ao novo.

Ser estrategista é sempre ter um plano alternativo a ser implementado quando as coisas não saem como o planejado. É ser rápido na mudança de direção e aproveitar da melhor maneira as oportunidades que se apresentam. Enquanto os acomodados lamentam, os empreendedores trabalham arduamente para fazer a diferença.

Reflita com sinceridade: chegou até aqui bravamente, vai perder o jogo aos 45 minutos do segundo tempo? A resposta é não!

Deixe o empreendedor que está em você falar mais alto e faça a diferença no mercado.

O espaço está aberto.

Reinaldo Cafeo é economista e presidente da Associação Comercial e Industrial de Bauru – ACIB. 

ACIB anuncia os Destaques do Ano 2019

Considerado o “Oscar Empresarial Bauruense”, evento está marcado para o final de agosto.

A Associação Comercial e Industrial de Bauru (ACIB) divulgou na noite de ontem, dia 22, durante coquetel na sede da entidade, os agraciados com o título “Destaques do Ano 2019”, que chega a sua 49ª edição homenageando representantes nas categorias Comércio, Serviço, Parceiro, Profissional e Personalidade. A cerimônia de entrega está marcada para o dia 31 de agosto, na Sagae Eventos.

Abrindo o evento, o Presidente da ACIB, o economista Reinaldo Cafeo, deu as boas-vindas aos presentes. Em seguida, foi apresentada a Nova Logomarca do Prêmio Destaques do Ano, um símbolo de grandeza e renovação, e uma das novidades desta edição.

Em seguida, Cafeo pediu Minuto de Silêncio em homenagem ao Sr. Joseph Khalil Obeid, membro do Conselho Deliberativo da entidade, falecido no último 19 de julho.

Dando continuidade ao coquetel, foi feita então a apresentação do vídeo institucional da ACIB e, em seguida, aconteceu a apresentação dos Destaques do Ano, que são: Paraná Auto Peças e Acessórios (Comércio), Expresso de Prata (Serviços), Unimed Bauru (Parceiro), Sidnei Bergamaschi (Profissional), Professor Pedro Grava Zanotelli (Personalidade).

Destaques do Ano (da esquerda para direita): Unimed Bauru (Parceiro), Professor Pedro Grava Zanotelli (Personalidade), Expresso de Prata (Serviços), Sidnei Bergamaschi (Profissional) e Paraná Auto Peças e Acessórios (Comércio).

Na sequência, foi detalhado os critérios adotados para eleger os homenageados e feita a Entrega dos Certificados aos vencedores, bem como a apresentação das peças publicitárias. Logo depois foi apresentado todo o cronograma e detalhamento da festa.

Como acontece todos os anos, a ACIB espera receber centenas de convidados, entre autoridades, lideranças empresariais, fornecedores, parceiros e imprensa local. Além da entrega do prêmio aos homenageados, a data, que já faz parte do calendário de festividades do município, também vai comemorar o aniversário de 88 anos da ACIB.

O Prêmio Destaques do Ano 2019 conta com o patrocínio da Unimed, Sicredi, Márcia & Marô Recepção, Transurb Bauru, Gasefe Bauru Churrascaria e Restaurante, Garcia Eventos e Art Festa, Refrigás Refrigeração, Marsh Brasil, Pinheiro Machado Viagens e Turismo – Flytour, Consiste Elevadores, Brazil Fast Food Corporation e parceria do Jornal da Cidade.

ACIB realiza entrega de cobertores e roupas para a Campanha do Agasalho

Agasalho

A Associação Comercial e Industrial de Bauru – ACIB, realizou ontem, na sede da entidade, a entrega de cobertores e roupas arrecadados durante a Campanha do Agasalho 2019.

Participaram da solenidade de entrega o Presidente da ACIB, economista Reinado Cafeo, o secretário da Secretaria do Bem-Estar Social (Sebes), José Carlos Augusto Fernandes, e a presidente do Fundo Social de Solidariedade, Lázara Gazzeta. Diversos membros da Diretoria Executiva da ACIB também prestigiaram o momento.  

Lançada no mês de abril, a Campanha do Agasalho “Aquece Bauru” é uma iniciativa anual da Prefeitura Municipal por meio da Secretaria do Bem-Estar Social (Sebes) e do Fundo Social de Solidariedade, com o apoio da Defesa Civil de Bauru.

A ação visa beneficiar famílias moradoras em regiões de maior vulnerabilidade social do município, atendidas por entidades assistenciais de Bauru.

A Associação Comercial, como faz todos os anos, além de posto de arrecadação também recebeu doações em dinheiro que foram revertidas em cobertores.

A entrega realizada ontem foi apenas a primeira da campanha que continua e é parte da Projeto de Responsabilidade Social da entidade, que busca realizar ações assistenciais e de transformação em Bauru.

ACIB lamenta o falecimento de Joseph Khalil Obeid

É com pesar que a Associação Comercial e Industrial de Bauru – ACIB, comunica o falecimento do membro do seu Conselho Deliberativo, Joseph Khalil Obeid, ocorrido nesta sexta-feira, 19 de julho de 2019, em Bauru.

Grande empresário bauruense de origem libanesa, Obeid tem entre seus empreendimentos mais conhecidos o Obeid Plaza Hotel.

Na ACIB ocupou o cargo de diretor executivo, vice-presidente da Diretoria Executiva e presidente do Conselho Deliberativo, onde atualmente era conselheiro.

“Ele trouxe empreendedorismo para Bauru. Uma história de sucesso! Para a ACIB, Joseph Obeid foi um reduto de aconselhamento e de ponderação nas decisões. Um aglutinador entre as direções da entidade”, afirma Reinaldo Cafeo, presidente da Associação Comercial.

O velório de Joseph Khalil Obeid será realizado no Salão Nobre do Velório Terra Branca, localizado na Rua Gerson França 5-55, com início às 19h de hoje. Seu sepultamento será realizado amanhã, dia 20, às 16h30, no Cemitério da Saudade, em Bauru.

O que esperar da economia daqui para frente?

Depois de um semestre de baixo crescimento econômico e tendo passado em primeiro turno o texto base da reforma da Previdência, surge a pergunta que não quer calar: o que esperar da economia daqui para frente?

Vamos entender a dimensão das variáveis econômicas que podem impactar diretamente na eventual recuperação econômica brasileira.

A reforma da Previdência, uma vez aprovada com economia acima de R$ 900 bilhões em 10 anos, abre espaço para melhoria nas contas públicas. O déficit público, crescente, poderá se estabilizar. Esta é a senha para que os agentes econômicos queriam para a retomada da confiança de longo prazo.

Se o Congresso Nacional der andamento às demais reformas estruturantes, sendo a principal delas (depois da Previdência) a reforma tributária, os investimentos produtivos, hoje engavetados, podem começar a sair do papel. Isso é automático? Não.

Gradativamente, os recursos produtivos serão injetados na economia, fazendo com que a variável investimento da matriz macroeconômica seja impulsionada.

Paralelamente às reformas estruturantes, haverá potencialização no consumo das famílias. Esta é outra variável importante no contexto da retomada do crescimento econômico. O que levaria a este crescimento, já que as famílias estão endividadas e o desemprego ainda é realidade? As respostas vêm do aumento da liquidez do sistema, do possível barateamento do crédito e ainda do ingresso no mercado de consumo de parte dos consumidores atualmente com seus nomes negativos.

A redução do nível das reservas compulsórias que as instituições financeiras mantêm junto ao Banco Central elevará a liquidez do sistema. Já foram liberados R$ 16 bilhões com a redução do compulsório dos depósitos a prazo e o ministro da Economia, Paulo Guedes, sinalizou nova liberação, agora na ordem de R$ 100 bilhões. Além disso, com o cadastro positivo, é possível projetar que em 120 dias mais de 22 milhões de consumidores voltarão a ter crédito na praça, com previsão de injeção em um ano de mais de R$ 1 trilhão na economia.

Com inflação controlada e baixa, também é possível projetar redução da taxa básica de juros, atualmente em 6,5% ao ano. A somatória do aumento da liquidez no mercado, inflação baixa e cadastro positivo, tudo indica que a taxa de juros na ponta pode cair justificando o aumento no consumo das famílias.

Outra janela que se abre é a ampliação das exportações. Mesmo com reação negativa de alguns países que compõem a União Europeia, é possível projetar aumento nas exportações, melhorando o saldo comercial. É possível ainda apostar, mesmo que tímida, na retomada dos investimentos públicos, notadamente em infraestrutura.

Resumo da ópera: primeiro semestre de baixo crescimento, segundo semestre, notadamente o último trimestre deste ano, com melhoria na economia. Esta melhoria também é alicerçada na matemática. É simples o raciocínio: se o primeiro trimestre deste ano apresentou crescimento negativo; se o segundo trimestre aponta para crescimento zero; se o mercado projeta no fechamento neste ano crescimento entre 0,80% e 0,90%, o crescimento no segundo semestre terá que ficar entre 1,6% e 1,8%. A curva de crescimento passa a ser positiva.

Evidentemente que os agentes econômicos estão no limite e perdendo fôlego, por outro lado, há muita coisa para acontecer, trazendo novo alento ao mercado.

Respondendo objetivamente à pergunta colocada no título deste artigo: o que esperar da economia daqui para frente? Resposta: dias melhores!

Reinaldo Cafeo é economista e presidente da Associação Comercial e Industrial de Bauru – ACIB. 

O ambiente microeconômico

Sem dúvida, o encaminhamento das questões macroeconômicas é fundamental para que o Brasil busque a sustentação do crescimento econômico de longo prazo. Neste contexto, as reformas estruturais darão o alicerce necessário para que isso ocorra. Manter a inflação controlada e baixa, retomar o crescimento econômico, gerar emprego e buscar a prática de justiça social, são metas permanentes.

Mesmo com as reformas macroeconômicas em andamento, é preciso criar um ambiente favorável para os negócios. Neste particular é preciso continuar implementando ações microeconômicas. O cadastro positivo, que poderá inserir no mercado de consumo mais de 22 milhões de brasileiros, gerando ao ano quase um trilhão de Reais ou o equivalente a 0,54% do PIB, é um primeiro e importante passo, mas é preciso mais.

A taxa de juros para o consumidor e para as empresas precisa cair. Para tanto se faz necessário avaliar criteriosamente os itens que compõem a taxa de juros na ponta. O raciocínio é simples: como é possível aceitar práticas de taxa de juros que atingem mais de 10% ao mês, quando a taxa de captação não passa 6,5% ao ano?

Algum componente do chamado custo Brasil tem impactado a formação da taxa de juros que eleva demasiadamente o custo dos empréstimos. O curioso é verificar que alguns bancos estrangeiros que atuam no Brasil oferecem crédito no exterior em patamares infinitamente inferiores aos praticados aqui. Também o setor imobiliário precisa de apoio. A queda recente da taxa de juros no financiamento da Caixa foi um alento, mas é pouco. O déficit habitacional é real e é público e notório que a construção civil é forte geradora de empregos.

Considerando o crescimento do empreendedorismo no Brasil, àqueles que optaram em atuar em seus próprios negócios precisam de condições mais favoráveis para continuar a empreender. Invariavelmente antecipam suas vendas e fazem isso com financiamentos caros, que comem parte de seu lucro. Também precisam alicerçar seus negócios com orientação técnica. Há importante trabalho das Entidades como Sebrae, mas é preciso ampliar a orientação técnica.

A constatação é que parte do governo, independentemente de quem esteja no comando, parece não compreender que as coisas acontecem na microeconomia. As dores dos empresários não são entendidas e quando precisam de ajuda, esta vem na direção errada.

O trabalhador brasileiro precisa de qualificação.

Vivemos o bônus demográfico, com mais pessoas em idade ativa do que inativa, mas sem qualificar esta mão de obra a produtividade não vem e o desperdício é certo. Isso sem falar dos 23% dos jovens que nem trabalham e nem estudam. Desesperança é o que torneia o universo destes jovens.

Enfim, é preciso ir além das medidas macroeconômicas e isso passa necessariamente pelo entendimento das demandas do dia a dia, tanto das empresas como da população economicamente ativa, e oferecer condições favoráveis para potencializar a geração de riqueza.

O ambiente microeconômico precisa de ações firmes, na direção certa.

Reinaldo Cafeo é economista e presidente da Associação Comercial e Industrial de Bauru – ACIB. 

ACIB realiza Campanha do Agasalho 2019 com doações pelo site

Campanha do Agasalho

A Associação Comercial e Industrial de Bauru (ACIB) está realizando a Campanha do Agasalho 2019. A entidade espera com essa ação ajudar a proteger os bauruenses que vivem em situação de vulnerabilidade social nas ruas da cidade e, com a chegada do frio, lutam para se manter aquecidos.

As doações podem ser feitas em dinheiro através do site da ACIB, o que é uma inovação da entidade.

Campanha do Agasalho mostra a vulnerabilidade social em Bauru.

Para colaborar, basta preencher o formulário disponível na página da ACIB, indicando a quantidade de cobertores a serem doados. Os Associados podem ter sua doação incluída no boleto da mensalidade.

Para Não Associados o pagamento deverá ser feito através de boleto bancário, que será enviado por e-mail. O valor mínimo é de R$ 20,00 e é possível participar quantas vezes quiser. O montante arrecadado será revertido para a compra de cobertores que posteriormente serão destinados a quem precisa.

Campanha do Agasalho “Aquece Bauru 2019”

A exemplo de anos anteriores, a ACIB também está funcionando como ponto de coleta da Campanha do Agasalho “Aquece Bauru 2019”, iniciativa anual da Prefeitura Municipal por meio da Secretaria do Bem-Estar Social (Sebes) e do Fundo Social de Solidariedade, com o apoio da Defesa Civil de Bauru.

A entidade está recebendo até 30 de agosto cobertores, roupas e calçados em bom estado, que posteriormente irão beneficiar famílias moradoras em regiões de maior vulnerabilidade social do município, atendidas por entidades assistenciais de Bauru. 

Os associados e demais pessoas que queiram contribuir com a Campanha do Agasalho podem deixar suas doações na sede da ACIB, localizada na rua Bandeirantes, 8-78, Centro, em Bauru. Outras informações podem ser obtidas pelo telefone (14) 3223-8455.

 

Potencial econômico do Cadastro Positivo

Artigo de Reinaldo Cafeo sobre o Cadastro Positivo

Neste mês de julho começam a valer as novas regras do chamado Cadastro Positivo. Antes facultativo, agora compulsório, o banco de dados que será criado levando em conta o histórico de pagamentos dos consumidores tem enorme potencial econômico.

O Brasil está atrasado nesta modalidade e ao longo do tempo o foco foi concentrado no cadastro de negativados, ou seja, a concessão de crédito levava em conta quem não pagava em dia do que os pagavam pontualmente suas contas. Considerando que as informações sobre os pagamentos de contas serão fornecidas automaticamente para os denominados Birôs de Crédito, que já são quatro, será construída uma base de informações que permitirá a ampliação do crédito ao consumidor.

Os Birôs de Crédito fornecerão aos interessados em conceder crédito e vender a prazo um score (pontuação) de cada consumidor. A informação não será detalhada, mas sim uma pontuação indicando o nível de risco do consumidor. Observem que uma conta, somente uma conta atrasada e que levou a eventual negativação do devedor, poderá não mais ser inibidora na hora de conceder crédito ao consumidor. Afetará somente o score e cada agente econômico analisará se isso será ou não prejudicial ao negócio.

Afinal quais são as projeções para economia com esta mudança? Primeiramente a redução do banco de dados dos inadimplentes. A estimativa é que haja queda de 42% sobre o cadastro atualmente existente. Serão inseridos mais de 22 milhões de brasileiros no mercado de consumo. As classes mais beneficiadas serão as C,D e E, representando 60% do total. As projeções apontam para um incremento anual de 0,54% no Produto Interno Bruto via aumento do consumo. Isso significa uma injeção anual na economia brasileira de R$ 1,1 trilhão. Estamos falando, portanto, de aumento no emprego, renda e arrecadação tributária.

Haverá ainda redução na taxa de juros para os bons pagadores. Atualmente a inadimplência pesa um terço da taxa de juros praticada no mercado. A projeção é que seja no máximo 16%. Também haverá maior estímulo para entrada de novos players no mercado, ampliando a oferta de crédito.

Apesar de passar a valer a partir deste mês, o efeito não será imediato posto que o banco de dados terá que ser construído ao longo do tempo. A estimativa é que em 120 dias já haja reflexo no mercado. As vendas de Natal deste ano poderão ser beneficiadas com este novo olhar do perfil dos consumidores brasileiros. As denominadas ações microeconômicas, como esta, complementam as reformas macroeconômicas, melhorando o ambiente de negócios.

Se ainda a economia patina, as projeções são animadoras. Lamentamos a perda de um semestre no tocante ao desempenho da economia, contudo, quando existem mudanças estruturais em curso, para melhor, reacendem as expectativas positivas para economia brasileira.

Explore o potencial econômico do cadastro positivo.

Reinaldo Cafeo, economista, presidente da Associação Comercial e Industrial de Bauru – ACIB.

ACIB recebe encontro da FACESP sobre Cadastro Positivo

Cadastro Positivo

A Associação Comercial e Industrial de Bauru – ACIB sediou na sexta-feira, dia 28, o Encontro da Federação das Associações Comerciais do Estado de São Paulo (FACESP). O evento, que teve como tema o Cadastro Positivo, foi realizado no auditório da entidade.

Considerado de grande importância para as associações comerciais e empresas, o encontro serviu para esclarecer como funcionarão as transações de crédito a partir de agora, além de apresentar informações referentes às mudanças na legislação e quais as implicações com a implantação do Cadastro Positivo.

Para abordar todos os detalhes sobre esses assuntos, o deputado federal e vice-presidente da Facesp, Marco Bertaiolli, e o economista chefe do Conselho de Administração da Associação Nacional dos Bureaus de Crédito (ANBC), Luiz Rabi, ministraram palestras para o auditório lotado.

Autoridades presentes ao evento

Além do Presidente da ACIB, Reinaldo Cafeo, e da vice-presidente da FACESP Região Administrativa (RA) 12, Patricia Rossi, estiveram presentes ao encontro o Prefeito de Bauru, Clodoaldo Gazetta, o presidente da FACESP, Alfredo Cotait, autoridades locais e regionais, além de representantes e convidados das 17 cidades que compõem a Regional RA 12, que contempla Agudos, Bariri, Bauru, Barra Bonita, Igaraçu do Tietê, Botucatu, Cafelândia, Dois Córregos, Duartina, Jaú, Lençóis Paulista, Lins, Macatuba, Mineiros do Tietê, Pederneiras, Pirajuí, Promissão e São Manoel.

 “A importância desse encontro está basicamente na divulgação do Cadastro Positivo, como ele vai impactar na economia e de como vai mudar o comportamento dos lojistas em relação ao consumidor. Hoje, a consulta fornece um parâmetro de quem é devedor e de quem pode ou não consumir. O Cadastro Positivo vai dar uma explanação maior, mostrando quanto a pessoa tem de poder de compra, não só se ela pode consumir ou não. No caso do cliente que está negativado, o cadastro vai mostrar qual é o valor da dívida dele e qual o poder aquisitivo dele mesmo estando negativado. Então, o intuito desse encontro é fazer o lojista, o empresário saber como ele vai atender o consumidor daqui pra frente”, declarou Patricia Rossi.

Já o Presidente da ACIB, o economista Reinaldo Cafeo, afirmou que a presença de ex-presidente da ACIB, Patricia Rossi, como vice-presidente da Facesp, vem oportunizando uma maior valorização de Bauru e região.

“Vamos aqui não apenas tratar de questões referentes ao Cadastro Positvo, como também vamos articular ações cooperadas com todas as associações comerciais de nossa região. As dores são idênticas, portanto, mais cabeças pensando podem encontrar soluções conjuntas. Uma entidade como a nossa precisa prestar serviço, mas também ampliar a sua representatividade e um evento como este só valoriza essa vertente.”

Cafeo frisou ainda que o encontro serviu para projetar a ACIB-Bauru no cenário estadual. “Somos sede da RA 12 e, assim, nossa entidade acaba tendo certo protagonismo, porque as articulações acabam gravitando em torno da nossa entidade. O fato de receber essa comitiva que acabou gerando toda essa movimentação do meio empresarial local e regional, sem dúvida, acaba dando um reforço maior desse nosso protagonismo”, afirmou o presidente da ACIB.

Evento reuniu autoridades locais e regionais, além de representantes das Associações Comerciais do Centro-Oeste.

Impacto do Cadastro Positivo

Para o Prefeito de Bauru, Clodoaldo Gazetta, o encontro foi de bastante proveitoso para a cidade. “Essa palestra de hoje vai nos ajudar no encaminhamento de várias ações aqui do município, então, fico muito feliz com essa colaboração da ACIB com a cidade, que vai permitir trazer para Bauru o desenvolvimento que a cidade tanto precisa e merece”, destacou.

Gazetta ainda observou que a implantação do Cadastro Positivo terá um impacto na economia da cidade que, segundo ele, tem investimentos da ordem de R$ 3,5 bilhões na área imobiliária.

“Bauru está entrando em um desenvolvimento econômico interessante. Mesmo no atual contexto do país, que ainda passa por uma recessão, a cidade tem grandes investimentos no setor imobiliário, com construções de casas, apartamentos e lotes urbanizados, o que vai gerar emprego e desenvolvimento. O Cadastro Positivo, sem dúvida, tem muito a ver com essa retomada do desenvolvimento da cidade e da região. Então, acho que a palestra e todas essas informações sobre essas mudanças são muito válidas”, observou.

Mudanças na economia

O Deputado Federal Marco Bertaiolli lembrou que esse é um momento histórico para o País, já que a partir da implantação do Cadastro Positivo haverá mudanças na relação de consumo.

“Atualmente, quando um consumidor não paga, ele tem o seu nome negativado e fica impedido de contrair crédito. Isso, no entanto, é uma fotografia de um momento específico da vida do consumidor. O cadastro vai permitir que o sistema de informação de crédito possa informar mais ricamente sobre a situação do consumidor, todo o histórico do comportamento de crédito, não apenas aquele momento ruim em que talvez ele não teve como pagar uma parcela. Portanto, um infortúnio momentâneo do consumidor não será mais analisado de forma isolada, como acontece hoje.”

Já o Presidente da Facesp, Alfredo Cotait, lembrou que hoje existem mais de 63 milhões de pessoas e empresas inscritas na negativação, o que as impedem de ter acesso a crédito.

“Agora, com o Cadastro Positivo, isso não vai mais acontecer, ou seja, o consumidor não será mais impedido de conseguir o crédito, já que o relatório vai mostrar que ele pagou outras contas em dia. Então, o Cadastro Positivo vai incluir na economia pessoas que estão negativadas, mas que por outro lado têm histórico positivo de crédito.”

Segundo Cotait, o Cadastro Positivo também vai ampliar a oferta de crédito, uma vez que as instituições bancárias e as empresas vão ter mais segurança ao analisar as informações do consumidor, o que vai gerar uma maior movimentação na economia.

“Os bancos vão dar crédito com menos riscos. Isso fará que o dinheiro volte muito mais rápido para a economia. O Cadastro Positivo, portanto, é um ganho para a sociedade.”

Cotait ainda ressaltou que o Cadastro Positivo vai provocar uma redução nas taxas de juros, uma vez que vai permitir ao consumidor negociar com os bancos, já que terá como comprovar seu histórico de bom pagador.

“Hoje, as taxas de juros cobradas pelos bancos é linear, porque a instituição não tem todas as informações do consumidor. Portanto, é feita uma média que envolve o bom e o mau pagador. Com o Cadastro Positivo vamos ter mecanismos para saber o score de cada consumidor, ou seja, em que nível ele está na adimplência. Então, quanto maior seu score, mais você consegue negociar o seu crédito. Essa é a grande novidade”, explicou.

Revolução no setor financeiro

O economista chefe da ANBC, Luiz Rabi, destacou que embora o Cadastro Positivo seja uma ferramenta nova no Brasil, ele já existe em outros países com grandes benefícios.

“É importante que o setor produtivo, não só bancos como as empresas de modo geral, entendam o que é o Cadastro Positivo, porque toda informação gerada, seja dentro do sistema financeiro ou fora, como por exemplo, pagamento de carnês de lojas, trará um conjunto de informações muito úteis para todos”, observou.

Na opinião de Rabi, o Cadastro Positivo vai ocasionar uma revolução no setor financeiro e elevar o mercado a outro patamar, favorecendo todos os setores da economia, principalmente aqueles onde o crédito é importante, como o setor de automóveis, de bens duráveis, como também o setor imobiliário e o varejo de forma geral.

Rabi ainda elencou vários benefícios para economia do País a partir da implantação do Cadastro Positivo. “As vantagens desse novo sistema vão desde a inclusão financeira de pessoas que estão fora do mercado de crédito até a redução dos juros bancários. Os benefícios se estendem ainda à diminuição da concentração bancária, além da promoção da educação financeira por parte do consumidor”, declarou. 

“Hoje temos praticamente 23 milhões de pessoas que estão fora do mercado de crédito, sem acesso a crédito, não por serem mal pagadoras, mas porque não existe nenhuma informação a respeito dessas pessoas. São pessoas autônomas, que trabalham de forma independente, sem carteira assinada, então não conseguem comprovar renda e quando vão tomar crédito acabam caindo em condições muito desvantajosas por conta de juros altos e prazos muito curtos. Nós fizemos um levantamento e conseguimos identificar onde estão esses 23 milhões de pessoas. O maior contingente, logicamente, é no Estado de São Paulo. Mas não só essas pessoas serão beneficiadas, como também os outros 115 milhões que têm acesso a crédito serão beneficiados com taxas de juros mais baixas. Realmente será um impacto muito grande na economia e estamos otimistas de que nos próximos 10 anos a aplicação do Cadastro Positivo terá um impacto muito positivo na economia”, finalizou.

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