*Por Paulo Roberto Martinello Junior, Presidente da Associação Comercial e Industrial de Bauru (ACIB)
O Impostômetro, painel que calcula a arrecadação de impostos no Brasil, atingiu a cifra recorde de R$ 3,63 trilhões. Para o leitor que não está familiarizado com o tema, o Impostômetro funciona como um grande contador, registrando em tempo real todo o dinheiro pago em impostos, taxas e contribuições por empresas e cidadãos em todo o país. Esse valor é destinado aos governos federal, estadual e municipal, e inclui não apenas os impostos propriamente ditos, mas também multas, juros e correção monetária.
Atingir R$ 3,63 trilhões significa que, juntos, brasileiros e brasileiras pagaram essa quantia gigantesca ao longo de 2024. Parte desse aumento se deve ao crescimento da atividade econômica: mais empresas funcionando e pessoas empregadas resultam em maior arrecadação. No entanto, a marca histórica também evidencia a alta carga tributária incidente sobre o consumo no Brasil. Em outras palavras, pagamos impostos em quase tudo que compramos, desde itens básicos do dia a dia, como alimentos, até produtos como combustíveis e eletrônicos.
O Impostômetro, portanto, cumpre o papel de tornar visível o peso dos impostos no bolso do consumidor. Ele nos permite acompanhar quanto dinheiro público está sendo arrecadado e, consequentemente, nos dá o direito de questionar a aplicação desses recursos. Afinal, a arrecadação de impostos é a base para o financiamento de serviços públicos essenciais, como saúde, educação, segurança e infraestrutura.
A notícia do recorde de arrecadação não se resume a um simples número. Ela deve nos levar a refletir sobre o quão complexo e, muitas vezes, injusto é o sistema tributário brasileiro. Precisamos de um sistema mais simples, transparente e eficiente, que garanta que os impostos pagos retornem à população em forma de serviços de qualidade. É um debate importante, que deve envolver toda a sociedade, na busca por um país mais justo, próspero e com melhor distribuição de renda. Como Presidente da ACIB, conclamo a todos para que participem dessa discussão, fundamental para o futuro do nosso país.
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